terça-feira, 13 de setembro de 2016

CHEGOU A HORA DO VOTO

Qual a nossa disposição para votar nesta próxima eleição? Certamente a grande maioria ainda está sob o efeito do Impeachment da Presidente Dilma Rousseff. Esse sentimento torna-se mais indefinido depois que o Senado não aprovou a perda dos direitos políticos dela como havia acontecido com o ex-presidente Fernando Collor. Ficou aquele cheirinho de pizza no ar que tanto incomoda o brasileiro e o faz desacreditar na classe política de nosso país.
               Quando Paulo escreveu a Timóteo aconselhando-o à usar de súplicas, orações e intercessões em favor de todos os que se acham investidos de autoridade ele tinha um propósito claro: paz e prosperidade. Ele termina afirmando que isso é bom e aceitável diante de Deus. Nesse período em que Paulo escreveu a situação política era totalmente desfavorável para os cristãos. A grande maioria era vista como um grupo sectário e em muitas cidades havia forte perseguição. O regime político era Imperial. O sistema democrático ainda estava sendo germinado através do Senado Romano. Na maioria das cidades o imperador romano constituía o próprio governador como foi o caso de Pilatos na época em que Jesus estava vivo em Jerusalém. Essas observações são feitas para mostrar que mesmo num ambiente hostil como aquele o apóstolo Paulo exorta o jovem pastor Timóteo a orar e interceder por todas as autoridades da época.
                O que Paulo tem em mente é aquilo que ele ensina mais claramente em Romanos 13.1-7. Para ele todas as autoridades são constituídas por Deus e que devemos respeitá-las e honra-las para que não sejamos disciplinados por ela. É bem verdade que Paulo não entra no mérito de como essas autoridades são instituídas por Deus. Mas o fato é que depois que estão lá devemos honra-los. Porém honra-los não significa que devemos concordar com todas as suas decisões e atitudes. No sistema democrático a voz do cidadão tem um peso muito maior do que em qualquer outro regime ou sistema político. Graças a Deus!
                Olhando para o que Paulo escreveu e observando atentamente o nosso momento histórico percebemos que temos nas mãos a grande responsabilidade de escolher bem nossas futuras autoridades. Essas autoridades, prefeito e vereadores carregam uma função extremante importante e devemos usar toda a nossa experiência para escolher aqueles que possuem mais capacidade para gerir toda uma cidade e legislar em função dela.
                No sistema democrático o cidadão tem não só a oportunidade de opinar mas também o dever de faze-lo! Ou seja, qualquer cidadão deve acompanhar de perto todos os projetos que os vereadores estão propondo e as decisões que o prefeito e seus secretários estão tomando. Com a chegada da internet e consequentemente das redes sociais essa tarefa ficou muito mais fácil e rápida. É possível dizer que agora podemos acompanhar em tempo real todas as transformações do nosso município.
                Lembre-se: no sistema democrático, todo prefeito e vereador trabalha para o povo e não para si mesmo. Ele deverá prestar conta de suas atitudes a cada mês. E através da internet todo cidadão poderá saber se ele está fazendo jus ao cargo que lhe foi confiado.

                Lembre-se: tem muita coisa em jogo nos próximos quatro anos, por isso se faz necessário pedir toda a orientação a Deus através da oração! Você já suplicou a Deus que lhe ajude na escolha das pessoas que irão reger o seu munícipio? Essa é a hora! Faça o certo, faça com responsabilidade: chegou a hora do voto!

AUTOR: Herbert Pereira de Oliveira - Igreja Presbiteriana de Vila Operária

ZAQUEU – UM ENCONTRO DE SALVAÇÃO – LUCAS 19.1-10


Dentre os
encontros que pessoas tiveram com Jesus Cristo em seu ministério terreno, talvez o de Zaqueu seja um dos mais conhecidos em nossos dias. Recentemente, uma música sobre ele fez tanto sucesso que até em bailes funk e boates costumava-se parar o batidão para cantar “Como Zaqueu, quero subir, o mais alto que eu puder…”
O publicano Zaqueu, possivelmente, era bem conhecido na cidade de Jericó, mas, nem por isso, benquisto. Seu ganha-pão (cobrar impostos) causava repulsa em seus conterrâneos, o que provavelmente o relegava a um ambiente de isolamento social, ainda que tivesse feito uma boa fortuna. Tanto que, quando Jesus resolveu se hospedar em sua casa, a murmuração tomou conta das ruas: como um rabino do porte de Jesus poderia se engajar em comunhão com um maldito cobrador de impostos?
O resultado de tamanha ousadia não poderia ser outro: transformação de vida e salvação, e aqui eu gostaria de ressaltar algumas lições que podemos aprender a partir desse texto:
1) Não interessa o tamanho da multidão, Jesus nos vê e nos conhece. A multidão que acompanhava Jesus já era grande, e ainda aumentou após Ele ter curado o cego Bartimeu (veja o final de Lucas 18). Entretanto, Jesus “acha” Zaqueu em cima da árvore e o chama pelo nome, evidenciando saber sobre vida daquele homem ao se convidar para ficar hospedado em sua casa. O mesmo acontece conosco. Jesus sabe quem somos, o que fizemos e que fazemos. Ele sabe os detalhes mais íntimos do nosso coração e, mesmo assim, nos busca em meio à multidão.
2) Não interessa o que os outros achem de você, para Jesus, você é alvo de seu amor. A profissão de Zaqueu fazia dele uma pessoa desprezada, evitada por todos, mas não para Jesus. Pelo contrário, o Senhor vai em sua direção, não com palavras de desprezo, mas de vida eterna. Da mesma forma, quem você acha que é ou a maneira como as pessoas costumam lhe tratar não tem relação com a maneira como Jesus Cristo olha para sua vida. Os caminhos dele são incomparavelmente superiores.
3) Quando conhecemos a Cristo, até as trevas se tornam algo para abençoar. Talvez Zaqueu tenha aceitado ser um cobrador de impostos por ganância, mas, depois da ilustre visita, o seu dinheiro passou de motivo de ódio para um instrumento de bênção, especialmente aos mais pobres. Deus não joga nada de sua vida na lata do lixo. Até as experiências negativas com o pecado podem ser usadas pelo Pai para fortalecer outros em luta.
Não é à toa que Zaqueu é um personagem tão cantado em músicas. Sua experiência com Jesus é também nossa experiência, pois Jesus continua nos buscando “pelo nome”, nos transformando de dentro para fora e nos usando para abençoar o próximo. Quando achamos que estamos buscando a Cristo, na verdade, é Ele quem nos busca.
Auto: Luís Fernando Nacif Rocha é pastor auxiliar da Oitava Igreja Presbiteriana de Belo Horizonte
Fonte: http://www.oitavaigreja.org.br/zaqueu-um-encontro-de-salvacao-lucas-19-1-10/


EQUILÍBRIO

Não é fácil manter o pêndulo do equilíbrio na sua posição correta. Em inglês, a palavra para equilíbrio é “balance”, que na língua portuguesa sugere movimentos, como uma gangorra ou balanço de um parque infantil. A arte de “balancear” a vida é desafiadora.

Uns comem demais. Neuroticamente se tornam devoradores, vorazes, gulosos. O corpo entra em colapso pelo excesso de proteína e carboidrato. Outros comem de menos, ou se recusam a comer, comem pouco ou mau. As disfunções neuróticas brotam a partir da obsessão por uma imagem distorcida de si mesmo e a disfuncionalidade surge em seus casos extremos com a bulimia, anorexia e a fobia à alimentação. Alimentar-se moderadamente é saudável e bom, mas ficar obcecado por comida e transformar-se num guloso compulsivo é péssimo; por outro lado, a obsessão por regime ou corpo perfeito é doentio. Em ambos, perde-se o equilíbrio.

Uns se desequilibram quanto ao uso do dinheiro. Por um lado, surgem os acumuladores e avarentos, que mesmo tendo o suficiente não sabem usar seus recursos. Não possuem o dinheiro mas são possuídos por ele. De outro, encontram-se os perdulários, consumistas e gastadores vorazes, que compram o que não precisam, com dinheiro que não tem, para impressionar pessoas que não gostam. Estes fazem a alegria das agências financeiras e sistemas bancários, já que estão sempre no limite do cheque especial e cartão de crédito. Nos dois casos, o desequilíbrio está presente.

As disfunções não existem apenas na comida e dinheiro. Podem surgir na educação dos filhos: uns adotam uma disciplina rígida, legalista, rígida; outros tornam-se frouxos e liberais, que nunca conseguem contrariar e disciplinar seus filhos. No sexo, uns são relativistas e promíscuos; outros, optam pela abstinência e castração. No uso do tempo, alguns são criteriosos, organizados, obcecados por horário e adoecem por isto; outros são desorganizados e irresponsáveis. Até mesmo na espiritualidade podemos encontrar desequilíbrio. Uns são fanáticos, ascetas; outros, cínicos e indiferentes. Em todos estes exemplos vemos como o pêndulo oscila perigosamente para um lado ou para outro.

Outro ponto que podemos considerar é que, geralmente, não percebemos as rotineiras oscilações. Achamos que nossa atitude não é tão grave assim, e nos justificamos, sem perceber que pequenos desequilíbrios podem trazer graves distorções. Qualquer que seja o nível de nossa “labirintite existencial”, corremos risco. O problema é que nunca temos suficiente equilíbrio em todas as áreas.

Quando encontramos equilíbrio, os movimentos do balanço, não pendem excessivamente para um lado para o outro. Podem temporariamente se desorganizar, mas logo surge a necessidade de  recuar, refletir e trazer o corpo e a mente para o ponto central do fulcro. Só assim poderemos nos divertir, sem sermos inconsequentes, entendendo que às vezes a gangorra vai para um lado ou para o outro, mas há sempre um lugar central, onde o pêndulo pode reorganizar-se

Autor: Samuel Vieira é pastor na Primeira Igreja Presbiteriana de Anápolis, GO.

http://revsamuca.blogspot.com.br/

FIDELIDADE

           
Um empregado foi despedido por seu patrão por afir­mar que não poderia trabalhar aos domingos, por motivo de consciência:
- Ainda que conheça o regulamento da casa, ainda que o sustento da minha pobre mãe dependa do meu emprego, sinto que não posso trabalhar aos domingos. O senhor me desculpe!
Então vá ao Departamento de Pessoal segunda-feira, para receber suas contas - disse o patrão.
Certo dia, conversando com um banqueiro que precisa­va de um empregado, o ex-patrão indicou o nome daquele que tinha sido despedido por não querer trabalhar aos do­mingos. Recomendou-o considerando-o ideal para ser cai­xa no banco.
-  Mas você o despediu, disse o amigo.
-  Sim, eu o despedi, porque não queria trabalhar aos domingos, mas um homem que pode perder o emprego para não violentar a sua consciência e princípios, servirá muito bem como caixa e pessoa de confiança.
"Quem é fiel no mínimo, também é fiel no muito; quem é injusto no mínimo também é injusto no muito. Pois, se nas riquezas injustas não fostes fiéis, quem vos confiará as verdadeiras? E, se no alheio não fostes fiéis, quem vos dará o que é vosso?" (Lc 16.10-12).

Autor desconhecido.
Extraído de: http://www.hebert.com.br/


DESAFIOS DAS MÍDIAS SOCIAIS PARA OS CRISTÃOS

As mídias sociais trazem vários desafios para aqueles cristãos que as utilizam. O desafio maior é manter estas posturas:
1) Domínio próprio, para não desperdiçar tempo demais com as mídias sociais;
2) Uma mente pura, para não se deleitar e nem compartilhar notícias, vídeos, postagens, e fotos que promovem a impureza;
3) Sensatez, para não dar crédito a tudo que lê e vê - há muita desinformação e notícias falsas propositadamente plantados nestas redes de relacionamentos;
4) Sobriedade, para não desnudar sua vida e de sua família em público, trazendo online para dentro de sua casa e de sua intimidade pessoas que você não conhece;
5) Paciência para lidar com comentários, opiniões e criticas de pessoas que não têm educação, bom senso, mancômetro ou qualquer condição de manter um diálogo ou participar de um debate de forma inteligente e cortês.
6) Sabedoria, para não se precipitar em responder e reagir à provocações. Não há fim pacífico para brigas compradas com insensatos e contenciosos.
7) Humildade para entender que apesar do livre acesso à internet permitir que todos escrevam textos e comentem o que quiserem, que isto não faz de você um teólogo, um bom escritor ou um sábio em seus pronunciamentos.

Autor: Augustus Nicodemus Lopes
Pastor da Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia

Fonte: https://www.facebook.com/AugustusNicodemusLopes/

APOSENTADO: CUIDADO COM A “RENOVAÇÃO” DO SEU EMPRÉSTIMO

Ao somarmos as facilidades na obtenção do chamado empréstimo consignado e a forte crise financeira que assola todo o país, tem sido raro encontrarmos algum aposentado que não venha fazendo uso da referida modalidade de empréstimo.
Em geral são empréstimos celebrados a longo prazo (em alguns casos podendo chegar a 10 anos) e que possuem como clientes pessoas que já sofrem com maiores limitações causadas pela idade, o que dificulta o acompanhamento sobre a regularidade dos mesmos.
Diante disso, algumas instituições financeiras e seus agentes tem se utilizado de uma perniciosa manobra de “renovar” automaticamente empréstimos então contratados.
Assim, por exemplo, após receber 20 parcelas das 60 restantes, a instituição financeira comunica o INSS sobre a “renovação” do empréstimo, passando ele a ter mais 60 parcelas.
E o pior, em inúmeros casos esta “renovação” ocorre sem que tenha sido liberado qualquer saldo a favor do aposentado.
Como envolvem parcelas de valor fixo dentro de um empréstimo celebrado a longo prazo, dificilmente o aposentado perceberá a tal “renovação”, até por que ele sabe que sofrerá desconto do primeiro empréstimo que foi devido, não visualizando qualquer alteração.
Por isto é fundamental que os aposentados que tenham contratado algum empréstimo consignado tenham o cuidado de irem ao INSS regularmente a fim de acompanhar o histórico de pagamento de seu benefício.
Na eventualidade do aposentado ter sido vítima do verdadeiro golpe da “renovação”, sugere-se que ele registre o fato na delegacia de polícia civil e que mova ação judicial questionando o fato, protestando pela nulidade do negócio, acrescido com pedido de indenização por dano moral e material.
Márcio Luís, advogado e mestre em direito pela UnB.



Cinco Dicas para se tornar um Pai Melhor

1. Seus filhos podem ficar com menos de quase qualquer coisa se isso significar ter mais de você
Não me lembro quem compartilhou esse princípio comigo primeiramente, mas me ajudou a manter minhas prioridades no lugar. Embora seja minha responsabilidade prover para minha família, e eu levo esse dever muito a sério, eu também entendo que a minha presença física em suas vidas é mais importante do que dar-lhes o mais novo videogame.

2. Não use a raiva para obter ações de seus filhos, use a ação para obter ações de seus filhos. Dr. James Dobson do Focus on the Family ensinou esta lição. Ele me desafiou a não responder aos meus filhos com raiva e emoção para fazê-los se comportar. Em vez disso, eu tento (e ainda muitas vezes fracasso) comunicar claramente a consequência pelo mau comportamento e, em seguida, tento agir imediatamente de forma equilibrada para realizar a disciplina quando as crianças se comportam mal.

3. Você não precisa ser a influência mais brilhante ou bonita da vida de seus filhos; você apenas tem que ser a mais próxima
O Pastor Mike Breaux contou uma história sobre estar fora em uma noite de verão e notar todas as luzes: A lua, as estrelas, luzes distantes da cidade, etc., mas quando um vagalume ascendeu bem ao lado de seu olho, aquele pequeno inseto luminoso era tudo o que ele conseguia ver. Ele disse que nós precisamos ser assim com nossos filhos. Ser a luz mais próxima e eles sempre irão notar sua presença e influência.

4. Regras não significam nada sem relações
Um casal que eu admiro muito que foram casados por 50 anos e criaram quatro filhos de sucesso, compartilharam este princípio conosco. Eles disseram que seus filhos não se preocupam com suas regras até eles terem certeza de que suas regras são motivadas pelo amor.

5. Não tente fazer isso sozinho
Embora os pais sejam responsáveis pelos filhos, pais não devem sentir como se estivessem sozinhos. Conecte-se com uma igreja saudável, com bons amigos e com mentores confiáveis que possam investir em você e em seus filhos. Sua família será mais saudável e forte devido a esses relacionamentos.

BÔNUS (Dica para o casamento)
Não deixe seu casamento de lado por causa de seus filhos. Um dos maiores presentes que você pode dar aos seus filhos é a segurança que vem de ver sua mãe e pai em uma relação de compromisso amoroso um com o outro. Ame bem o seu cônjuge, porque seus filhos estão vendo e você está lhes ensinando como deve ser o amor e o casamento.


Pr. Josué Gonçalves
Presidente em Família Debaixo da Graça
Casado com Rousemary Maia, pai de três filhos: Letícia, Douglas e Pedro. É pastor, terapeuta familiar e conferencista internacional. Exerce um ministério específico com famílias desde 1990 tendo ministrado em todo o Brasil, EUA, Canadá, Europa, Japão e outros países. Autor de várias obras, é membro da CGADB e AEVB.

Fonte: www.amofamilia.com.br

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

OLIMPÍADAS DA VIDA

          
           
Como sabemos, estes dias têm sido marcados pelo envolvimento de grande parte das nações do globo em torno dos Jogos Olímpicos. Inicialmente, os Jogos foram realizados em Olímpia, na Grécia, por volta do século VIII a.C. Posteriormente, em fins do século XIX da era cristã, foi restabelecida a competição, que perdura até os nossos dias. A lógica é que a cada quatro anos os melhores atletas se reúnam a fim de decidir quem são os mais capazes, os que mais demonstram capacidade de superação e que buscam demonstrar qual o limite a que pode chegar o ser humano.

Diferente dos Jogos Olímpicos, que, como citado anteriormente, ocorrem a cada quatro anos, o cristão enfrenta diariamente uma intensa competição. Longe de a disputa em questão estar relacionada apenas a uma prova esportiva, o que entra na pauta do embate é a vida, não apenas neste mundo, mas aquela que se refere à eternidade.

Em seus escritos, o apóstolo Paulo costumava comparar o cristão a um atleta:“Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis. E todo aquele que luta de tudo se abstém; eles o fazem para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, uma incorruptível. Pois eu assim corro, não como a coisa incerta; assim combato, não como batendo no ar. Antes subjugo o meu corpo, e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado” (ICo 9:24-27 – ACF) [1]. Paulo falava a um público que entendia bem o real significado de uma competição atlética visto que em Corinto eram realizados os Jogos Ístmicos, competição que ocupava o segundo lugar em importância, atrás apenas dos Jogos Olímpicos.

            A grande verdade é que nesta intensa batalha que o cristão enfrenta diariamente, temos dois inimigos principais. Em primeiro lugar travamos uma luta diária contra poderes espirituais, que desde o princípio tem intentado contra os escolhidos de Deus com toda sorte de ardis: “Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais” (Ef 6:12 – ACF). Penso que este não seja o principal inimigo do cristão nas Olimpíadas da vida cristã. O segundo, e principal adversário, seria o “eu”. Thomas Brooks, muito acertadamente, dirigia uma petição a Deus que dizia: “Livra-me, ó Deus, daquele homem mau - eu mesmo” [2]. Infelizmente, muitos cristãos atualmente tem atribuído todo e qualquer problema que ocorra no decorrer da vida ao diabo. É inegável, que os espiritos malignos têm participação nas mazelas que ocorrem no mundo, mas a participação humana não deve ser posta em segundo plano. O profeta Jeremias já afirmava: “De que se queixa, pois, o homem vivente? Queixe-se cada um dos seus pecados” (Lm 3:39 – ACF). O próprio Paulo, no texto anteriormente citado, corroborando com a questão desta luta interna, dizia: “...subjugo o meu corpo, e o reduzo à servidão”.Paulo tinha plena consciência deste ferrenho embate que ocorria no íntimo do seu ser, ele mesmo afirmava: “Porque o que faço não o aprovo; pois o que quero isso não faço, mas o que aborreço isso faço” (Rm 7:15 – ACF).

            Os próprios escritos de Paulo nos remetem a levarmos uma vida de preparação e luta, fitando sempre um objetivo maior, de cunho espiritual. Dentro deste contexto é válido mencionar o comentário de Barclay quando afirmava: “Como sustentava Coleridge: ‘O mundo, longe de ser uma deusa envolta em uma saia é em realidade um demônio em traje de rua’. Um soldado fraco não pode ganhar batalhas, um atleta mal treinado não pode ganhar corridas. Devemos sempre nos considerar como homens em campanha, avançando sempre para uma meta” [3]. Acerca disto, novamente, Paulo conclui: “Não que já a tenha alcançado, ou que seja perfeito; mas prossigo para alcançar aquilo para o que fui também preso por Cristo Jesus. Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim, prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” (Fl 3:12-14 – ACF).

            Longe de propormos que tal competição diária, que norteia a vida do cristão, esteja relacionada com a obtenção da salvação, visto que esta foi alcançada única e exclusivamente pelos méritos de Cristo e presenteada aos eleitos de Deus por meio da graça, estamos certos de que a é a vontade de Deus que os seus filhos se comportem de forma madura e espiritual, disciplinada e perseverante, nesta competição intensa a que chamamos de Olimpíadas da vida.

            Portando-se assim, ao fim de nossa carreira, seremos galardoados com um prêmio não perecível como o é uma coroa de louros ou uma medalha de ouro, mas sim com um prêmio incorruptível que será entregue diretamente das mãos do nosso Senhor.

Autor: Rafael Lima. Graduado em História pela UFPB. Possui curso de Formação em Missões Urbanas pelo STEC e, atualmente, realiza sua formação teológica pelo STCNE

Fonte: http://www.cosmovisaocrista.com/


Notas



[1] A versão utilizada neste artigo é a Almeida Corrigida e Revisada Fiel ao Texto Original (ACF) publicada pela Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil.

[2] BLANCHARD, John. E-bookPérolas para a Vida. São Paulo: Vida nova, 1993.

[3] BARCLAY, William. E-book. Comentário Bíblico do Novo Testamento. Versão em português de domínio publico.


Os governantes precisam temer a Deus


“… aquele que domina com justiça sobre os homens, que domina no temor de Deus é como a luz da manhã, quando sai o sol, como manhã sem nuvens, cujo esplendor, depois da chuva, faz brotar da terra a erva” (2Sm 23.3,4)


A nação brasileira vive uma das maiores crises de sua história desde o Brasil Colônia, desde o Brasil Império e desde o Brasil República. A crise mais profunda que enfrentamos hoje é a crise de integridade, ou seja, a corrupção instalada nos meandros dos poderes constituídos. O Brasil caminha trôpego e cambaleante, enfermo e combalido pela crise moral que feriu mortalmente nosso parlamento e nossos governantes. O país sangra, o povo geme e o futuro torna-se sombrio. A inflação acelera enquanto o índice de crescimento dá marcha ré. O povo já empobrecido e as empresas já pagando mais tributos do que conseguem, ainda são convocados a pagar mais impostos, sem qualquer promessa de retorno. Tudo para pagar os rombos da roubalheira e a gastança perdulária daqueles que se empoleiram no poder para se servir do povo em vez de servirem ao povo.
O rei Davi está proferindo suas últimas palavras. É nesse contexto que proclama uma verdade solene: “… aquele que domina com justiça sobre os homens, que domina no temor de Deus é como a luz da manhã, quando sai o sol, como manhã sem nuvens, cujo esplendor, depois da chuva, faz brotar da terra a erva” (2Sm 23.3,4). O que Davi está dizendo, ao fechar as cortinas de sua vida, não emana dele mesmo, mas vem do próprio Deus. Que verdade é essa? Duas coisas são exigidas dos governantes: justiça e temor a Deus. O governante que não pauta sua administração pelas normas da justiça, faz de seu governo um covil de salteadores. Quem não teme a Deus no exercício de seu governo, entrega-se à insensatez e acaba oprimindo o povo em vez de servir ao povo. Quando os governantes pautam sua vida e suas ações pela justiça e pelo temor a Deus, o resultado é a bênção da prosperidade, assim como a luz que vem depois da chuva, faz brotar a erva da terra. A injustiça e a impiedade têm sido, infelizmente, o manto de muitos governantes. Roubam e deixam roubar. Oprimem e toleram a opressão. O povo, em vez de ser abençoado, amarga derrotas fragorosas e geme esmagado sob o peso da opressão. Por outro lado, a palavra de Deus diz: “Feliz é a nação cujo Deus é o Senhor…” (Sl 33.12).
O apóstolo Paulo diz que as autoridades superiores procedem de Deus e foram instituídas por ele. Opor-se gratuitamente à autoridade, portanto, é resistir à ordenação de Deus (Rm 13.1,2). As autoridades superiores são ministros de Deus e recebem de Deus uma dupla responsabilidade: promover o bem e reprimir o mal (Rm 13.4). O governante exerce o seu ministério em nome de Deus e sob a autoridade de Deus. Para que o governante cumpra esse papel devemos dar a ele honra e respeito e pagar a ele tributos e impostos (Rm 13.6,7). O governante precisa firme e resoluto tanto na promoção do bem como na punição do mal (Rm 13.4). E o povo precisa sujeitar-se ao governante não apenas por medo de punição, mas, sobretudo, por dever de consciência (Rm 13.5).
Mas, e se o governante, em vez de cumprir o seu papel, esquecer-se de Deus e colocar a si mesmo acima de Deus e da lei para promover o mal e reprimir o bem? E se o governante em vez de ser um diácono de Deus a serviço do povo (Rm 13.4), apostatar-se de Deus, para oprimir o povo? Nesse caso, cabe à igreja, como consciência do Estado, exercer sua voz profética e alertar a autoridade constituída, a mudar o rumo de sua ação e voltar-se Deus, a fim de servir ao povo em vez de oprimir o povo. Onde falta profecia, o povo se corrompe. Quando a igreja se cala, a sociedade se corrompe. Que Deus nos dê governantes justos e tementes a Deus! Que Deus nos conceda, nesta nação, um tempo de restauração, prosperidade, ordem e progresso!


Hernandes Dias Lopes é escritor, apresentador do Programa Verdade e Vida e pastor da Primeira Igreja Presbiteriana de Vitória ES.

Extraído: http://www.igrejapresbiterianadepraiagrande.com/#!os-governantes-precisam-temer-a-deus/c21r7


DISPUTA DESIGUAL NÃO É LEGAL

Assim como a luta de boxe ou a corrida de bicicletas, as eleições também têm regras que devem ser observadas para que a disputa nas urnas seja justa.

Para garantir esse equilíbrio, o Ministério Público fiscaliza o cumprimento da legislação, intervindo no processo eleitoral para combater a ocorrência de abusos que possam comprometer a normalidade e legitimidade das eleições.

Você sabe quais são as infrações eleitorais que ocorrem com maior frequência?
 Conheça as principais irregularidades e ajude o Ministério Público a garantir a liberdade do voto e a livre escolha do eleitor.
 * Uso da máquina administrativa: consiste na utilização de bens e serviços públicos
para fins eleitorais, fora das exceções previstas em lei. Exemplos: emprego de servidores públicos em campanha eleitoral durante o horário de expediente e utilização de carros e prédios públicos para favorecer partido ou candidato. Dependendo da irregularidade, pode acarretar o cancelamento do registro de candidatura, a cassação do diploma e até a perda do mandato (arts. 73 a 78 da Lei nº 9.504/1997). A conduta também pode configurar crime eleitoral.
 * Propaganda eleitoral irregular: trata-se de infração eleitoral que pode acarretar o pagamento de multa e até mesmo o reconhecimento de abuso de poder. Ocorre em duas situações: quando for realizada antes de 16 de agosto do ano das eleições ou, após essa data, quando desobedecer ao regramento previsto em lei. Exemplos: propaganda eleitoral em outdoors, realização de showmícios, fixação de placas e cavaletes em praça pública etc. É crime inutilizar ou impedir a realização da propaganda regular dos candidatos (arts. 331 e 332 do Código Eleitoral), assim como injuriar, difamar ou caluniar alguém na propaganda eleitoral (arts. 324 a 326 do Código Eleitoral), ou divulgar fatos que se sabe inverídicos a respeito de partidos e candidatos (art. 323 do Código Eleitoral).
 * Inscrição fraudulenta de eleitores: configura o crime previsto no art. 289 do Código Eleitoral. A pessoa inscreve-se como eleitor em dois municípios ao mesmo tempo ou transfere o título para outra localidade, por meio da utilização de documentos falsos ou mediante o recebimento de alguma vantagem, sem que possua qualquer vínculo que justifique a transferência. O Código Eleitoral prevê punição tanto para quem se inscreve (prisão de até cinco anos e pagamento de multa) quanto para quem convenceu ou induziu o eleitor a se transferir fraudulentamente (prisão de até dois anos e pagamento de multa).

* Aliciamento do eleitor: comumente contemplada pela conduta de “compra de votos”, a infração configura o crime previsto no art. 299 do Código Eleitoral. A pessoa oferece, promete ou entrega bem ou vantagem de qualquer natureza (dinheiro, material de construção, cestas básicas, emprego, atendimento médico etc.) em troca do voto do eleitor. Respondem pelo crime tanto o eleitor quanto o aliciador, que não necessariamente é o candidato. A pena prevista para o delito é de até quatro anos de reclusão e pagamento de multa. Pela mesma conduta, o candidato pode ter cancelado o seu registro de candidatura ou cassado o diploma expedido, desde que, no juízo cível, seja reconhecida a ocorrência de captação ilícita de sufrágio (art. 41-A da Lei nº 9.504/1997). Mesmo sem pedido de voto, em ano de eleições, a Lei Eleitoral veda a distribuição gratuita de bens, valores ou benefícios por parte da Administração Pública, salvo programas em andamento e demais exceções (§ 10 do art. 73 da Lei Eleitoral).
 * Transporte irregular de eleitores: configura o crime previsto no art. 11, III da Lei nº 6.091/1974. Responde pelo crime, portanto, aquele que contrata ou oferece transporte a eleitores que residem fora da zona eleitoral, em infringência ao regramento estabelecido na lei. A pena prevista para o delito varia de quatro a seis anos de prisão e pagamento de multa.
 * Boca de urna: configura o crime previsto no art. 39, § 5º, II da Lei nº 9.504/1997. Responde pelo crime aquele que realiza propaganda eleitoral, no dia das eleições, nas proximidades das seções de votação. A pena prevista para o delito varia de seis meses a um ano de prisão e pagamento de multa. A norma visa resguardar a liberdade do voto. Contudo, é permitida a manifestação individual e silenciosa do eleitor, por meio de camisetas, broches, bonés ou adesivos em veículos.

O Ministério Público conta com sua ajuda para fiscalizar. Fique de olho. Você pode entrar em contato diretamente com o promotor eleitoral do seu município para denunciar irregularidades. O procurador regional eleitoral do seu estado também poderá receber a denúncia e encaminhá-la ao respectivo promotor eleitoral para a investigação dos fatos.
 Você ainda pode denunciar por meio do aplicativo SAC MPF, disponível gratuitamente na App Store e no Google Play.

Ministério Público Federal – Procuradoria Geral Eleitoral

Fonte: http://eleitoral.mpf.mp.br/noticias/eleitoral/campanha-mpf-por-uma-disputa-justa/

Entendendo a Ideologia de Gênero

      O tema ganhou um espaço enorme nas mídias sociais depois da prova do ENEM onde foi feita uma citação da feminista Simone de Beauvoir, “Ninguém nasce mulher: torna-se mulher. Nenhum destino biológico, psíquico, econômico define a forma que a fêmea humana assume no seio da sociedade; é o conjunto da civilização que elabora esse produto intermediário entre o macho e o castrado que qualificam o feminino (O segundo sexo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1980). Em outras palavras, uma mulher é definida, não pelo sexo biológico com que nasce, mas pela construção social da civilização.
     De acordo com os defensores da ideologia de gênero, existe uma diferença entre sexo e gênero. Sexo aponta para as determinações naturais e diferenças biológicas entre homem e mulher. Entende-se por gênero, o papel que ambos, homem e mulher, têm e exercem na sociedade.
     Na literatura secular acerca da sexualidade humana, gênero tem gradualmente substituído sexo. Ao invés de falar de diferenças de sexo, as pessoas agora falam em diferenças de gênero. Mas, então, qual seria a origem do termo gênero e como chegou a ser utilizado como substituto para sexo? Aparentemente, foi o psicólogo e sexista John Money o pioneiro no uso de gênero com sentido de sexo. Em suas obras ele postula que “o gênero é certo tipo particular de conduta do homem e mulher”. Depois dele, o psicanalista Robert Stoler escreveu em “Sexo e Gênero”(1968) que sexo é biológico, gênero é o que cada sociedade a ele atribui.
     Decorre a seguinte questão: se o gênero de uma pessoa não é determinado biologicamente, como o é o sexo, quem, então, o determina? A resposta é: gênero é algo atribuído, não natural: é socialmente determinado. Masculino e feminino são papéis definidos por cada sociedade. Em outras palavras, uma pessoa pode nascer homem – isto é sexo – mas em termos de gênero, ele pode ser feminino, tanto por escolha como por determinação social.
     Pode-se também dizer que a ideologia de gênero tem seu ponto de partida na ideologia marxista, na qual é impossível haver qualquer conciliação entre classes. Como o marxismo, a ideologia de gênero reivindica a abolição de todas as diferenças de sexo e gênero, tanto na sociedade como na igreja. Para fazê-lo, é preciso desconstruir a influência da cosmovisão patriarcal perpetuada na cultura ocidental pela igreja cristã e sua Bíblia, subverter a dominação masculina presente e real na sociedade e igreja por meio da imposição de uma cosmovisão feminina, ou, no mínimo, a abolição de todas as distinções claras entre sexos e gêneros.
     Os apologistas da ideologia do gênero desenvolveram sistemas e métodos próprios para alcançar sua meta. Eles tem se mantido bastante ativos, influenciando e mudando as políticas governamentais, a educação pública (vide prova do ENEM), a mídia e a opinião pública, a fim de abolir tudo o que eles entendem que perpetua a dominação masculina e as distinções sexuais, e lhes impor a agenda homoafetiva.
     As questões de gênero têm causado um impacto global. Elas alcançaram as igrejas ao redor do mundo, não somente no contexto ocidental. Como cristãos, podemos perceber os diversos perigos sociais e consequências do crescimento contínuo da ideologia de gênero e sua influência social e cultural em todos os continentes. Primeiro: todas as diferenças sexuais naturais, criadas por Deus de acordo com a Bíblia, são abolidas. Você pode se reinventar. Segundo, não é difícil de perceber que a instituição familiar e valores são desafiados. Da mesma forma, não existe mais certo e errado nestes assuntos. A ideologia do gênero representa, no fim das contas, um ataque severo à cosmovisão bíblica pela cosmovisão pagã.
     Não há dúvida sobre o fato de que, em muitos países, as mulheres têm sido abusadas, oprimidas, humilhadas e escravizadas. Mesmo nas culturas mais civilizadas, as mulheres continuam a ser abusadas e espancadas por seus maridos. A ideologia de gênero, contudo, não se contenta apenas em fazer justiça aos direitos das mulheres; ela deseja a subversão e reversão dos papéis tradicionais e a abolição de todas as distinções entre homem e mulher, até mesmo a sua identidade biológica.
     Qual deve ser a resposta bíblica a ser oferecida aos desafios da ideologia do gênero? Para responder, nós deveríamos compreender, antes de qualquer coisa, o que realmente está em jogo aqui. Eu creio que as questões do gênero não são de natureza secundária; elas são temas que lidam com pontos fundamentais da fé cristã, tais como a criação, família e igreja.
     Também precisamos compreender a relação entre a cultura e as Escrituras. As Escrituras, e não a cultura, devem ser o referencial nas igrejas evangélicas no tratamento das questões de gênero. Embora existam elementos culturais no texto bíblico, a compreensão cristã histórica é que a Escritura se encontra sempre acima da cultura e representa a verdade universal. Isto se também se aplica aos contextos do sexo e gênero.
     Assim sendo, uma resposta bíblica às questões de gênero começa com o fato de que Deus criou apenas dois sexos e gêneros. Nós podemos falar de sexo como algo determinado biologicamente da mesma forma que também dizemos que o gênero é a decorrência natural desta determinação. Aqueles que, por natureza, são homens, são machos (masculinos) conforme contempla o seu gênero. O mesmo se aplica às mulheres. Também podemos afirmar que o gênero, compreendido como a autoconsciência sexual de uma pessoa e o comportamento social dele ou dela, é bíblica, e não socialmente determinado, embora as culturas possam diferir acerca dos papeis tradicionais do homem e da mulher.
     Como forma estratégica de tratar com essas questões, as igrejas deveriam procurar e preparar liderança masculina sólida e bíblica, fortalecer o ministério feminino, apoiar grupos para que homens e mulheres cristãos aprendam sobre a masculinidade e a feminilidade bíblicas, e criar e sustentar grupos para aqueles que são tentados ou têm caído na homossexualidade. Além disso, os púlpitos das igrejas cristãs eventualmente deveriam ministrar ensino bíblico sólido e compassivo abordando o tema. Também deveriam promover eventos regulares, com palestrantes convidados para falar sobre família e questões de gênero.
     Tenho consciência de que é normal e compreensível haver certa resistência por parte da liderança da igreja em tocar no assunto. O resultado da omissão, contudo, é o crescimento do engano e do erro. Ensinos equivocados tendem a ocupar cada pequena brecha que possa existir na vida da igreja local. Se os membros da igreja não aprendem de seus pastores e líderes, eles aprenderão dos defensores da ideologia do gênero e ativistas. Um plano claro e definido para preparar os membros da igreja nestas áreas é uma necessidade. Eles precisam ser ensinados como enfrentar estas questões, tanto os jovens como os adultos. E o único modo de isso ocorrer é pelo ensino bíblico consistente.

Por Augustus Nicodemus Lopes
Pastor da Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia


Extraído do Facebook do autor


Crise


Em 1978, com 101 anos de idade, o velho missionário inglês Harold Cook escreveu: “Já se tornou moda falar em crise, pondo-lhe sobre às costas coisas que não lhe pertencem. Fazem-no cavalo de fuga às responsabilidades. Fala-se tanto da tal crise que levam alguns a imaginar que eles pessoalmente estão passando por uma crise, quando de fato não é assim; há muitos que não são atingidos pela crise, e outros o são em grau mínimo. Não se deve fechar os olhos ao fato de que a situação geral exige cautela, economia e administração sabia das finanças; mas, ao mesmo tempo, é muito inconveniente aplicar a palavra “crise” a tudo e a todos e falar tanto dela ao ponto de desanimar o mundo inteiro. O exagero é sempre prejudicial em todos os sentidos”.
Usando a velha e conhecida semântica chinesa, crise é sempre a junção de dois elementos: oportunidade e perigo. Os EUA se transformaram numa grande potência no meio de duas grandes guerras mundiais, sabendo capitalizar seus recursos quando a Europa brigava entre si. No Brasil, a Prudential, gigantesca companhia de seguros, tem crescido no meio da crise em torno de 30% ano. Estive ontem com um homem no ramo da agricultura dizendo que sua empresa está apertada para conseguir atender a todos os pedidos que lhe chegam. É certo que alguns setores estão em baixa, mas outros estão crescendo, e muito. Enquanto alguns perdem, outros estão ganhando.
Economia é algo dinâmico e volátil, possui a capacidade de se movimentar como uma força viva. Na Bíblia, Economia é uma das forças da história, de acordo com a descrição dos cavalos que surgem simbolicamente em Apocalipse 6. Sendo assim, pode esmagar ou potencializar. Dinheiro some e aparece, torna-se abundante e escasso, como a transformação da água que sai do seu estado liquido e sofre o processo da evaporação, até retornar à terra em forma líquida novamente. Dinheiro não deixa de existir, apenas se desloca, troca de mão. Quando um perde, outros setores ganham.
Então, ao invés de ficar se lamentando na crise, aprenda a discernir as novas oportunidades.
Devemos aprender que crise pode nos ensinar a manter a confiança em Deus e a desenvolver espírito sereno e calmo; muitas crises geram avaliações positivas e transformadoras, trazem conversões de estilo de vida, tanto para Deus quanto para as pessoas. Certa pessoa afirmou que jamais teria saído do seu caminho de morte e auto engano se a crise não o tivesse apanhado em cheio. No meio da vergonha e humilhação, foi quebrado mas se tornou humano, restaurou sua família, se reencontrou com Deus, coisas estas impossíveis em tempo de sucesso e prosperidade.

Por isto não transforme sua crise em algo definitivo e nem reduza sua história aos solavancos próprios da vida. A má notícia é a seguinte: Você passará por crise. A boa notícia é: Nenhuma crise dura para sempre. Existe um conhecido texto das Escrituras que diz o seguinte: “A dor pode durar a noite inteira, mas a alegria vem pelo amanhecer”.

Autor: Samuel Vieira é pastor na Primeira Igreja Presbiteriana de Anápolis, GO.
http://revsamuca.blogspot.com.br/

GOVERNO NÃO REPASSA PARA O BANCO A PARCELA DO EMPRÉSTIMO E ESTE NEGATIVA O MEU NOME. O QUE FAZER?

Através do discurso de tarifas mais baixas e menos burocracia, o empréstimo consignado tem sido ferramenta comum para os servidores públicos e aposentados em geral que necessitam de empréstimos.
A vantagem para a instituição financeira é enorme, haja vista que manterá boa margem de lucros através dos juros cobrados e, principalmente, por que terá a garantia do recebimento através do desconto da remuneração/benefício de seu cliente.
Mas o que acontece quando o governo (seja federal, estadual ou municipal) desconta de seu servidor a parcela do empréstimo por ele contratado, mas não repassa para a instituição financeira?
Em que pese esta conduta poder figurar como crime de apropriação indébita, vez que o governo retém valores que não lhe pertencem, muitos gestores vem utilizando desta manobra para desviar valores para cobrir outras despesas.
E o mais grave disto tudo é que na prática o que temos vivenciado é a instituição financeira negativando o nome do servidor junto aos órgãos de proteção ao crédito, como se dele fosse à culpa pelo inadimplemento.
Em resumo, o servidor, se não bastasse pagar juros elevados, tendo sua parcela descontada na data e valor corretos, é “brindado” com a negativação de seu nome, taxado como inadimplente por força de uma não transferência de valores que ele não possui qualquer responsabilidade.
A instituição financeira, ao aceitar fornecer o empréstimo consignado, assumiu o ônus de tal operação junto ao governo, não podendo lançar sobre o consumidor uma obrigação que não lhe compete.
Uma vez comprovado que a parcela fora descontada dos rendimentos do servidor e que este teve seu nome negativado pela instituição financeira, este deve buscar resguardar seus direitos pela via judicial.
Por óbvio figura direito da instituição financeira receber pelo empréstimo disponibilizado, mas o procedimento de cobrança deve se voltar em desfavor da instituição pública que reteve o pagamento e não transferiu para o banco.
O que recomendamos é que todos os servidores que se depararem com tal situação devem acionar o Poder Judiciário para estancar este abuso e receber justa indenização pelo dano moral sofrido.
Márcio Luís, advogado e mestre em direito pela UnB.