segunda-feira, 23 de abril de 2018

Empreender na vida: Sim, Você não só pode, como deve!


Sempre que falo em empreender, lembro de um pensamento do William Shakespeare, que diz o seguinte: “Nossas dúvidas são traiçoeiras e nos fazem perder o bem que sempre poderíamos ganhar se não fosse o medo de tentar”. O fato é que muita gente ainda pensa que empreender é coisa do mundo capitalista que consiste em abrir um negócio e contratar pessoas e tudo o mais, no entanto, o mundo mudou e essa lógica também, desse modo, as pessoas precisam cada vez mais se reinventar, sair da caixa, deixar a sua zona de conforto e ir cada vez mais à luta buscando a realização dos seus sonhos.
Nesse sentido, muita gente deixa de dar o primeiro passo por conta de uma pseudo segurança de um emprego formal, carteira assinada, salário fixo, final de semana remunerado, férias, décimo terceiro e muitas coisas mais, só que veio a tal reforma trabalhista, mudou as regras, que na prática já vinham ocorrendo, e no fim das contas, todo mundo precisa se mexer, quem ficar parado vai ficar para trás ou será soterrado pela avalanche social que está vindo aí com tudo capitaneada pela geração Z, uma geração móvel, que consegue viver igualmente no mundo tanto no mundo real quanto no virtual, que precisa ter apenas o seus smartphones conectados para desempenhar suas funções profissionais de forma mais eficiente, sua tecnologia oferece conforto, propósito e foco no trabalho, por incrível que pareça. Por conta dessa mobilidade, essa galera não se importa muito em cumprir uma carga horária específica, preferem trabalhar por conta própria e ser dono do próprio tempo.
Essa nova geração veio só corroborar aquilo que já estava por acontecer há alguns anos, que é a flexibilização das relações de trabalho. Nesse sentido, ainda existem os postos de trabalhos formais, só que o movimento passa a ser bem diferente, pois, o funcionário, e isso eu já falo há mais de dez anos em minhas palestras e seminários, é também um empreendedor em potencial, onde ele passa, cada vez mais, a assumir o papel de parceiro do negócio e focar, cada vez mais, nos resultados e menos na carga horária de trabalho a ser cumprida. Assim, cada pessoa deve se tornar um profissional de causa (abraçam a missão, não importa o quão difícil pareça ou quanto esforço precise despender) e não de direito (pensam apenas em seus direitos, hora-extra, descanso semanal, folga programada, etc).
Pessoas de Causa, cultivam o perdão e a gratidão pelos seus talentos, pelas oportunidades e pelo seu trabalho; assumem as responsabilidades pelos seus erros; sabem reconhecer o valor do trabalho do outro e os parabenizam; discutem ideias e propõem melhoria contínua; torcem muito e vibram pela vitória dos demais; compartilham informações e democratizam o conhecimento; transmitem entusiasmo e alegria contagiantes;
Pessoas de Direito, preocupam-se apenas com o ganho imediato e com seus direitos; guardam rancor e alimentam sentimentos de mágoa e até de vingança; têm dificuldades em assumir as responsabilidades e normalmente culpam os outros ou às circunstâncias; são, normalmente, implacáveis em criticar os outros e não se furtam em falar de pessoas e, muitas vezes, desejam o mal secretamente, sabotando até mesmo projetos de equipe; escondem informações e sonegam conhecimento e no geral, são mal humoradas, céticas, amargas e carregam uma carga pesada de sentimentos ruins em relação ao mundo e às coisas que o cercam. 1- Que resultados você vem obtendo na sua vida atualmente? Você está satisfeito? O que precisa ser mudado/melhorado? 2- Você está preparado para as oportunidades de mercado? Se sim, qual o próximo passo a ser dado? Se não, o que você acredita que precisa fazer para se preparar melhor para essa nova perspectiva das relações de trabalho?

Enfim, concluo este texto parafraseando um grande ícone empreendedor que viveu muito à frente do seu tempo, chamado, Charlie Chaplin, que dizia: “O dia está aí à sua frente esperando para ser o que você quiser e você, é o escultor que pode dar forma, tudo depende somente de você”! Desse modo, você pertence ao time dos acomodados ou dos incomodados? Pense nisso com carinho, mude o que for necessário e conte comigo.
Gostou do tema? Tem alguma experiência parecida? Compartilhe comigo, terei o maior prazer em conhecer a sua história e quem sabe, contribuir com outras pessoa que têm as mesmas dificuldades, envie suas dúvidas, sugestões, sua opinião para o whatsapp (011) 99546 8145 ou mande um e-mail para: fale@cibracoaching.com.br. Você poderá fazer parte do nossa próxima edição.

Autor:  Nelson Vieira - Advanced Coach Senior e Master Coach Trainer
Fonte: http://www.administradores.com.br/artigos/empreendedorismo/empreender-na-vida-sim-voce-nao-so-pode-como-deve/109556/

quarta-feira, 4 de abril de 2018

O paradoxo da Páscoa!!!


Muitos olham para a Páscoa com expectativa, porque é um “feriadão”, o que significa maior tempo para descanso, realização de uma viagem esperada, um tempo para programação diferente. Mas gostaria de colocar os olhares em algo maior.

É oportuno e valioso considerar a Páscoa no seu sentido original e entender o que se comemora nesta época do ano.

A celebração da Páscoa abriga paradoxos:

Como é possível celebrar a Páscoa, se ela se refere à morte de Cristo? O que vemos no evento da cruz? Jesus é acusado pelos judeus pelas suas declarações, e é levado diante do tribunal de César, cujo procurador preposto era Pôncio Pilatos, cargo comissionado e indicado pelo Imperador de Roma, que governava toda aquela vasta região com mão de ferro. Pilatos tinha conhecimento jurídico e sabia as leis romanas. Entretanto, apesar de seu veredito: “não vejo neste homem crime algum”, para alcançar favores da comunidade judaica, e quebrando todo princípio da lei, entregou Jesus nas mãos das autoridades religiosas judaicas para que ele fosse submetido ao horrendo castigo e morte de cruz. Uma das formas mais cruéis e desumanas de execução de um criminoso.


Destacar essa frase no meio do texto: Este é o paradoxo da Páscoa. Na sua morte, encontramos vida; no seu sofrimento, graça; na sua condenação, libertação.


Páscoa aponta para a morte de Cristo. O apóstolo Paulo se refere a Jesus como “nosso cordeiro pascal”. Embora na tradição cristã estejamos pensando em Cristo, na tradição judaica se referia a um rito realizado pelo povo de Deus quando saiu do Egito para a terra prometida. Na noite da morte dos primogênitos, já na décima praga, apenas a comunidade israelita que morava em Gósen, foi poupada desta calamidade. Por ordem de Deus, o povo matava um cordeiro e tingia os portais de sua casa com o sangue deste animal. Quando o anjo da morte via o sinal do sangue, ele não entrava e assim a família estava protegida.



Este sinal é aplicado agora a Cristo. Ele é o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. O Cordeiro Eterno, derramou seu sangue e este sangue nos traz perdão, redenção, nos reconcilia com Deus e nos protege do maligno. Páscoa se refere à morte deste cordeiro. Ele morreu pelos nossos pecados.

Então, o evento da dor e da morte de Jesus, torna-se agora o “grande evento”. A morte aponta para a vida. O Filho de Deus nos substituiu. Jesus ensinou aos seus discipulos que sua morte não era opcional. “Era necessária”.

Este é o paradoxo da Páscoa. Na sua morte, encontramos vida; no seu sofrimento, graça; na sua condenação, libertação. Por isto é possivel falar na “celebração” da Páscoa. O apóstolo Paulo, chegou a afirmar que “se gloriava na cruz de Cristo”. Como encontrar glória e regozijo, num símbolo de dor e condenação?


Uma afirmação bíblica pode nos ajudar: “Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós, para que nele, fôssemos feitos justiça de Deus”.


Samuel Vieira – Pastor na Primeira Igreja Presbiteriana de Anápolis
Fonte: http://revsamuca.blogspot.com.br/2017/04/o-paradoxo-da-pascoa.html

Dicas Para Desenvolver uma Mentalidade de Sucesso Como Empreendedor


Dica 01 – Tenha um planejamento financeiro para começar com seus próprios recursos

Quem tomou a decisão de se tornar empreendedor deve ter em mente que a melhor forma de começar nesse caminho é com o investimento de recursos próprios. Se você vai sair do seu emprego para se dedicar com mais afinco ao seu novo negócio, lembre-se de fazer um planejamento financeiro em que tenha uma quantia reservada para cobrir as suas despesas pessoais básicas e para dar andamento para a empresa nos primeiros meses.
 
Dica 02 – Encare os fracassos como possibilidades para aprender

Quando se fala a respeito de mentalidade de sucesso, é importante deixar claro que também se está falando a respeito de encarar possíveis fracassos pelo caminho. Todo mundo erra e enfrenta dificuldades quando se torna empreendedor, a diferença entre os bem e os malsucedidos está na forma como encaram essas situações. Os fracassos devem ser vistos como uma maneira de aprender para não errar novamente no futuro.

Estrategicamente falando, é sempre interessante trabalhar com a possibilidade de ter problemas e, assim, delinear um plano B. Além de anotar mentalmente o que não dá certo ao longo dos processos, é possível se sentir mais seguro, uma vez que se tem outro plano para o caso de não obter sucesso.
 
Dica 03 – Não encare seu empreendimento como um trabalho

Um dos grandes erros que podem ser corrigidos usando o poder da mente, é compreender que seu empreendimento não é um trabalho, isto é, você não tem hora para entrar e sair ou uma rotina determinada. A única pessoa responsável pela sua empresa é você mesmo e, dessa forma, precisa ter bem claro que deve estar preparado para trabalhar em horários fora do convencional de um emprego.

As principais decisões para corrigir o rumo do seu negócio podem ser tomadas em diferentes momentos do dia. Não estou dizendo que você deve deixar de ter uma vida pessoal ou dias de descanso, porém, deve ter em mente que precisa estar pronto para ser acionado em qualquer momento para resolver situações diversas.
 
Dica 04 – Aprenda que não existe hora certa

Geralmente, os empreendedores que se arrependem são aqueles que tiveram uma excelente ideia, mas deixaram o tempo passar sem colocá-la em prática. A mentalidade de sucesso para empreendedores tem como base entender que a tal hora certa para agir não existe, o momento para realizar o seu negócio no mercado é agora.

O que conta no final do dia é o que a sua empresa executou, mesmo que o plano não dê certo a longo prazo, o seu negócio terá sido pioneiro. O fato de saber que não deixou a 
oportunidade de sucesso para os seus concorrentes é uma fonte de energia ilimitada para o crescimento do seu empreendimento. Não se trata de agir por impulso, apenas de não deixar o tempo passar indefinidamente.
 
Dica 05 – Comece o empreendimento pequeno com foco no crescimento gradativo

Antes de aplicar todas as suas economias e seu tempo na 
criação de um negócio, faça um teste para saber se ele tem chances reais de prosperar. O empreendedor que tem a mentalidade de sucesso sabe que deve começar o negócio de maneira mais simples, adicionando tempo e dinheiro conforme o mercado for se mostrando mais promissor. Caso seja mais complicado do que parecia no início, é possível traçar uma nova rota.

O planejamento para crescimento gradativo é uma forma de se sentir mais seguro no momento de assumir a empreitada. Um estudo de mercado é fundamental para conhecer como está a situação do setor em que se pretende investir e quais são as melhores formas de crescer com o passar dos meses.


Publicado por: Marcus Marques

FONTE: http://marcusmarques.com.br/empreendedorismo/05-dicas-para-criar-uma-mentalidade-de-sucesso-no-empreendedorismo/

De Adão a Nietzsche, passando por Dostoievsky: Jesus é a solução para a crise dos valores




A sociedade contemporânea tenta a todo custo negar que existe um bem absoluto, uma justiça absoluta. A sociedade anticristã de hoje nega que existe Deus e que existem valores absolutos. Principalmente por meio de instituições como escolas e universidades, ela passa diuturnamente a mensagem de que todos os valores são relativos, a mensagem de que o que é certo para você pode não ser para mim.
Veja, por exemplo, o que Dostoievsky escreveu em um trecho da obra “Os Irmãos Karamazov”. O referido autor, por meio do personagem Ivan, expõe a ideia de que em um mundo que nega Deus, tudo seria permitido; ou seja, o homem não mais seguiria o critério de moralidade emanado de Deus para saber o que é o bem ou o mal, o que é certo e o que é errado.
Em um mundo assim, o homem afastaria Deus, tentando afastar a objetividade da moralidade. Mas, como dizer que há moralidade quando cada um é o padrão de sua própria ação? Será que algo poderia ser justo para mim, mas não para você? Se não há Deus, ninguém pode estar errado em nada que faça. Tudo o que fará estará certo para ele, tanto que o fez, e ninguém terá o direito de dizer nada. Em resumo, um mundo sem Deus é um mundo impossível de ser vivido, é um mundo ilógico.
C. S. Lewis, assim como eu, percorreu o caminho que vai do ateísmo ao Cristianismo. No começo de sua trajetória, ele considerava a chamada questão moral como o grande obstáculo para a sua aceitação do Cristianismo. Ele achava este mundo era injusto demais para comportar um Deus bondoso. Até que Lewis, dando-se conta de que seu argumento não se sustentava logicamente, concluiu que o próprio senso de que o mundo era injusto somente faria algum sentido lógico se houvesse um critério de justiça absoluta e externa ao mundo, a partir da qual ele seria capaz de diferenciar o certo do errado, o justo do injusto, o bem do mal. Veja o que ele disse:
[Como ateu] meu argumento contra Deus era que o Universo parecia cruel e injusto demais. Mas de que modo eu tinha esta ideia de justo e injusto? Um homem não diz que uma linha está torta até que tenha alguma ideia do que seja uma linha reta. Com o que eu estava comparando este Universo quando o chamei de injusto? (C. S. Lewis, em “Cristianismo Puro e Simples”)
Assim, ele percebeu que o fato de ser capaz de achar o mundo injusto era, na realidade, uma prova a favor da existência de Deus e não contrária a isso. Além de o mundo sem Deus ser ilógico, ele seria sem esperança e incapaz de ser vivido. Em um mundo sem Deus, dizer que é errado torturar uma criança por prazer não seria expressar um juízo moral, mas sim uma opinião subjetiva, como, por exemplo, a de que eu prefiro sorvete de chocolate ao de baunilha.
Nietzsche, na obra “Assim falava Zaratustra”, populariza um conceito que já havia inserido em uma de suas obras anteriores, “A Gaia Ciência”. O conceito “Deus está morto” é o de que, em uma sociedade que afasta Deus, não há mais provisão de valores morais absolutos. Nietzsche vai além e mostra que em uma sociedade assim, sem valores, o homem tenta, em algum sentido, ser um super-homem, ocupar a posição de critério objetivo dos valores.
Dostoievsky faz mais ou menos o mesmo. Ele identifica que uma sociedade ateísta faria com que o homem tomasse o papel de Deus, tornando-se uma espécie de homem-deus. Penso que, neste ponto específico, Nietzsche e Dostoievsky têm razão.
Quando o homem se afasta de Deus, ele passa a procurar ocupar o lugar dEle, para tentar ser a fonte dos valores do mundo, para tentar dar logicidade ao mundo. Como ocupar o lugar de Deus é uma tarefa impossível, a humanidade na sociedade contemporânea mergulha na angústia de tentar ser o que nunca conseguirá.
Para resgatar a humanidade, em vão, o homem tenta ser Deus, tenta ser a fonte da qual emanam os valores morais; mas, repito, como a tarefa é impossível, o super-homem que Nietzsche idealizou nunca se realizará, pois o homem não pode por si só ser mais do que o homem; o homem não pode ser Deus, por sua própria força.
Em uma situação como esta, temos uma vida sem propósito, sem sentido objetivo, sem valores reais. Poucos talvez se atentem para isso, mas é a mesma ideia que está presente em Gênesis, um livro escrito há impressionantes trinta e cinco séculos, por um profeta chamado Moisés. O livro de Gênesis, nos versos 2:9, 2:16-17; 3:1-24, diz que a desobediência da humanidade ao comer da árvore do conhecimento do Bem e do Mal levará à morte, ao afastamento do Criador.
Realmente, afastando-se de Deus, o homem passa a ter ciência do Bem e do Mal, passa a tentar ser ele mesmo a fonte de onde emana a moralidade. Para resgate da humanidade, é que alguém veio à Terra para fazer isso; ou seja, para ser o critério da moralidade, do certo e do errado. Essa pessoa só logrou êxito porque era ele próprio a fonte, era ele próprio Deus.
Jesus Cristo é a Verdade que vem ao mundo corrompido para nos reconectar à fonte da moralidade, para nos tirar da crise dos valores, para que possamos cada vez mais alcançar o propósito para o qual fomos criados. Cristo é o único caminho do reconhecimento de que nós, como indivíduos, não queremos mais viver por nossa própria régua (o que é impossível), mas queremos viver pela de Deus. Somente em Cristo realizamos o que de qualquer outra forma ninguém consegue: ser mais do que o homem, pois é somente em Cristo que nos reconectamos com Deus.

Autor: Tassos Lycurgo. É presidente do Ministério Internacional Defesa da Fé (defesadafe.org) e do Faith.College, pastor ordenado pelo RMAI (EUA), advogado (OAB/RN), É Pós-Doutor em Apologética Cristã (ORU, EUA) e em Sociologia Jurídica (UFPB), PhD em Educação – Matemática/Lógica (UFRN), Mestre em Filosofia Analítica (Sussex University, Inglaterra), Especialista em Direito Material e Processual do Trabalho (UNIDERP), Graduado em Direito (URCA), Filosofia (UFRN)


quarta-feira, 7 de março de 2018

A coragem feminina


Uma estranha firmeza de alma ante o perigo e misturada numa perseverança rumo a um objetivo é o que comumente chamamos de “coragem”. Uma palavra latina cuja raiz é a mesma da palavra “coração”, isso porque em épocas remotas, acreditava-se que o coração era o órgão responsável por desenvolver este sentimento heroico.


Eu peço licença aos meus amigos e amigas leitores/as para afirmar que em se tratando de tipos de coragem, se é que podemos fazer tal separação, existe uma a qual a profundidade é desenvolvida em graus mais extremos, a saber, a coragem feminina.


Ao nos depararmos com a narrativa do nascimento do grande líder Moisés, encontrada no livro de Êxodo, podemos perceber que o seu nascimento, e, consequentemente sua vida de liderança, só se tornou viável pela coragem feminina, ou seja, pela dedicação e perseverança de mulheres que tomaram decisões difíceis frente a determinadas situações de perigo e ameaças reais.


No livro de Êxodo em seu primeiro capítulo, o rei do Egito é claríssimo em ordenar as parteiras Sifrá e Puá que matassem todos os bebês recém-nascidos do sexo masculino. Trata-se, portanto, de uma ordem de morte, provinda do Estado, agressiva e mortal, a saber: o infanticídio. Então duas mulheres, as principais administradoras de uma espécie de organização de parteiras, se veem diante de um dilema ético.


É incrivelmente empolgante perceber que elas decidem desobedecer uma ordem do governo para assumir o preço da liberdade ética da escolha. Mas o que estava por trás de tudo isso? A coragem feminina!





A coragem de olhares delicados, de uma profissão intrinsecamente ligada a outras mulheres que geravam vidas, mulheres que estavam diariamente diante da essência da vida. E é exatamente esta coragem única, a coragem feminina, que desperta em Sifrá e Puá a certeza de que naquele momento elas precisavam agir em desobediência ao rei do Egito.


É sobre essa coragem que te convido a refletir, uma coragem fundamentada no temor a Deus, o que significa estar enraizada no Deus da Vida, no Eterno Criador, Aquele que vocacionou essas mulheres a participarem e auxiliarem nos momentos onde a vida é revelada e não para serem agentes de um crime de infanticídio.


O que percebemos é que no coração destas mulheres estava um princípio simples e profundo, elas eram sujeitas ao governo do Egito, mas antes disso elas temiam o Eterno! Temor a Deus é o princípio de vida para estas heroínas e assim, ao desobedecerem o comando do rei do Egito, elas deixaram viver os meninos.


Todo ato de desobediência civil, obviamente, é questionado pelo Estado e no caso delas não foi diferente, ao serem questionadas pelo rei do Egito, tais mulheres mantiveram a coragem e posicionamento.





A beleza de toda essa narrativa é que o Eterno derramou a sua bondade sobre as parteiras Sifrá e Puá, e então, a coragem feminina fundamentada no temor a Deus colheu bênçãos e frutos na vida destas duas mulheres.


Olhar com atenção para esta narrativa nos faz refletir que por trás do grande líder Moisés, existem figuras femininas fundamentais que se estivessem ausentes, sua vida não teria sucesso algum, podemos até dizer que nem uma brevíssima duração.


A coragem feminina se revela na vida de toda mulher. A coragem da mãe de Moisés que desafia a lei daquele governo a fim de manter seu filho vivo; também se revela na filha do faraó que recebe o bebê e cuida como se seu filho fosse, sabendo que era um Hebreu, também desafia seu próprio pai; a coragem feminina também está na irmã de Moisés, Miriã, que vigia o bebê flutuando no cesto do rio. Porém toda essa sequencia de heroínas parte de Sifrá e Puá, as quais desafiam a ordem do rei do Egito se recusando a matar os meninos hebreus.


O que podemos aprender com tudo isso? Que talvez, nós homens não tenhamos a profundidade deste tipo de coragem a qual eu, particularmente, chamo de “coragem feminina”; trata-se de um olhar feminino para a vida e que através desse poder e perseverança, tais mulheres formaram e ainda formam grandes homens e grandes líderes; e por fim, que a bondade de Deus sempre é derramada sobre a vida de mulheres corajosas que, diante de desafios, dores e sofrimentos, nunca desistem.


Creio ser válido deixar um lembrete especial a nós homens: que possamos ler as narrativas da Bíblia e da vida com honestidade, louvando a Deus pelas heroínas cristãs as quais abençoam e edificam nossas vidas com um tipo de coragem exclusiva e profunda reservada apenas a elas.


E que o Eterno nos abençoe na mais absoluta certeza de que em Cristo Jesus todas as coisas ficarão bem.
Lacy Campos é casado com Junia e pai da Bella Hadassa, pastor na Igreja Presbiteriana de Leme/SP; graduado em Direito; Bacharel em Teologia pelo Seminário Presbiteriano do Sul; Mestrando em Ciências da Religião na Universidade Presbiteriana Mackenzie. Um discípulo trilhando a jornada espiritual e que acredita que, em Cristo Jesus, todas as coisas ficarão bem.
Fonte - http://doisdedosdeteologia.com.br/a-coragem-feminina/

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

A VERDADEIRA ALEGRIA NUM MUNDO EMBRIAGADO PELO FALSO PRAZER


O Brasil celebra mais uma edição do Carnaval, a festa popular mais conhecida do mundo. Milhões de reais são gastos, todos os anos, para promover essa festa cheia de brilho, muito ruído, exposição à nudez e consumo exagerado de álcool. Nas passarelas as escolas de samba desfilam; nas ruas, os trio elétricos apresentam shows, levando os carnavalescos ao delírio. Uns se disfarçam atrás de máscaras, outros se revelam tirando a roupa. No carnaval nada é feito com moderação. A ordem é: não se reprima. É a festa dos excessos. O resultado dessa festa da carne é a mácula da honra, a perda da pureza, a escravidão ao vício, o azorrague da culpa. Essa festa termina em cinzas, mas não em arrependimento. As mesmas pessoas que, num ritual vazio de contrição, recebem cinzas na testa, já começam a programar a próxima festa, ainda atordoadas por esta, mas ávidas pelos prazeres que a outra possa lhes proporcionar.
Ah, a festa do pecado não pode proporcionar verdadeira alegria! A alegria do álcool é passageira  e fugaz. A alegria do sexo sem compromisso transforma-se em pesadelo. A alegria das drogas psicodélicas acabam se tornando grossas correntes. A alegria da cama do adultério converte-se numa sinfonia de gemidos. A alegria sem Deus tem cheiro de enxofre e sabor de morte.
A verdadeira alegria não está na passarela do carnaval. Não está na música estridente dos trio elétricos. A verdadeira alegria não está nas paixões que se afloram alimentadas pelo sedução do álcool. A verdadeira alegria está em Deus. Na presença dele há plenitude de alegria. À sua destra há delícias perpetuamente. Nossa alma não encontra descanso nem prazer neste mundo posto no maligno. O que reina aí é o desejo dos olhos, o desejo da carne e a soberba da vida. Tudo isso é um brilho falso, uma propaganda enganosa, um embuste. O pecado é uma ilusão. É uma isca apetitosa ao paladar, mas por trás carrega o anzol da morte. O pecado é um falsário: promete prazer e dá desgosto; promete liberdade e escraviza; promete vida e mata.



Jesus, o Filho de Deus, veio ao mundo para oferecer-nos a verdadeira felicidade. Ele veio para nos trazer vida e vida em abundância. Conhecê-lo é a própria essência da vida eterna. Glorificar a Deus é a razão maiúscula da nossa existência. A felicidade deste mundo, por mais estridente, é uma frágil sombra da felicidade verdadeira e duradoura que Jesus oferece. A felicidade de andar com Deus e deleitar-se nele. A felicidade de obedecer os mandamentos de Deus e neles encontrar prazer. A felicidade de beber o leite da piedade e apartar-se da iniquidade. A felicidade de ter o nome escrito no livro da vida e fazer parte da família de Deus. A felicidade de ter o Espírito Santo habitando em nós, fazendo jorrar de dentro de nós, rios de água vida. A felicidade de uma paz que excede todo o entendimento, mesmo nos momentos mais sombrios da história. A felicidade de sermos embaixadores de Deus num mundo rebelado contra Deus, conclamando as pessoas a se reconciliarem com ele. A felicidade de termos uma família onde podemos amar e sermos amados. A felicidade de
termos pão com fartura sobre a nossa mesa e um banquete de paz em nossa alma. A felicidade de contentamento em toda e qualquer situação. A felicidade de vivermos aqui como peregrinos, mas termos a garantia de uma cidadania celestial. A felicidade de sermos filhos de Deus, herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo. Oh, a nossa felicidade não é periódica como o carnaval, mas constante! Essa felicidade não depende do álcool que produz embriaguez, mas emana da plenitude do Espírito que promove adoração, comunhão e gratidão. Não se apequena nem se limita às paixões da carne, mas está ancorada nas coisas lá do alto, onde Cristo vive. Você, agora mesmo, pode experimentar, em Cristo Jesus, a verdadeira alegria, mesmo num mundo embriagado pelo prazer.
Rev. Hernandes Dias Lopes
Autor: Rev. Hernandes Dias Lopes - Conferencista e autor de vários livros - Pastor da Igreja Presbiteriana de Vila Operária

Fonte: http://hernandesdiaslopes.com.br/portal/a-verdadeira-alegria-num-mundo-embriagado-pelo-falso-prazer/


O Julgamento de Lula


Política nunca foi meu tema principal, e portanto, seria temerário caminhar por estas tortuosas trilhas. Melhor deixar para aqueles que sabem fazer uma análise mais ampla, profunda e apropriada para a ocasião. Não me cabe dizer se Lula é inocente ou culpado, isto é a lei que determina, mas acho interessante analisar o problema da justiça em si. 
A ausência de justiça é o maior problema de uma civilização. Com muita sabedoria Salomão falou deste tema três mil anos atrás:  “Quando o justo governa, o povo se alegra, mas quando o ímpio domina, o povo geme” (Pv 29.2). Poderes são facilmente corrompidos, pela influência e fascínio que ele exerce. Portanto, quando o Executivo e o Legislativo são corruptos, mas o Judiciário se mantém íntegro, é possível recuperar tudo, mas quando este poder se presta a interesses de grupos econômicos ou pessoais, tal nação está falida.
A aplicação da justiça não tem efeito apenas no transgressor, mas modela e aponta a direção. A impunidade de hoje torna-se encorajadora para os injustos; a correta punição, por outro lado, é uma ameaça e desestímulo àqueles que se julgam acima da lei. Líderes sem caráter em nosso país, surtaram há muito tempo contando sempre com a benevolência do sistema, e com a força de bons advogados e juristas. O julgamento de Lula aponta a direção da nação. É preciso caminhar nesta luta, e não parar na esfera federal, há muito ainda a ser feito nas instâncias menores. Se a justiça prevalecer, uma nova nação poderá ser construída, caso contrário, o povo vai continuar gemente sendo dominada pelo ímpio.
Uma nação sob a égide da injustiça e desigualdade desemboca na anarquia. Na Antiga lei mosaica lemos: “Juízes e oficiais constituirás em todas as cidades que o Senhor, teu Deus, te der entre as tuas tribos, para que julguem o povo com reto juízo. Não torcerás a justiça, não farás acepção de pessoas, nem tomarás suborno; porquanto o suborno cega os olhos dos sábios e subverte a causa dos justos. A justiça seguirás, somente a justiça, para que vivas e possuas em herança a terra que te dá o Senhor, teu Deus (Dt 16.18-20). O suborno traz graves problemas degenerativos, e subverte a ordem. Por isto, Moisés foi tão enfático na aplicação da justiça. Uma nação alicerçada no engano, dissimulação, mentira não tem base sólida para se sustentar.

Por isto o julgamento de Lula se torna tão relevante. Ele é paradigmático, pedagógico e didático. A tendência política é a polarização partidária, que não interessa em nada no momento. Li uma sarcástica frase que dizia: “Neste momento, tentar defender qualquer lado político, é o mesmo que defender a fidelidade num bordel”.  É preciso ir mais fundo. Há muita coisa a ser feita em todos os poderes, segmentos e autarquias que precisam ser investigados para se crie uma nova consciência de justiça e valor.

Autor: Samuel Vieira é pastor titular da Primeira Igreja Presbiteriana de Anápolis desde 2005. Fonte: http://www.jornalcontexto.net/opiniao_autor_detalhe.php?id_autor=4

FRATERNIDADE




“Continuamos, nesta mensagem de hoje, falando sobre a fraternidade como um dos elementos indispensáveis à vida de uma comunidade. E estamos convencidos de que a verdadeira fraternidade depende de, pelo menos, cinco fatores indispensáveis ao exercício do espírito ou da vida fraternal:

1| Devemos gostar da pessoa humana, independente de sua posição social, econômica, religiosa ou racial. Gosta-se do ser humano porque ele é o “nosso próximo, o nosso semelhante, o nosso irmão natural”. Isso independe de “simpatia” ou “empatia”. O querer bem ao nosso próximo é um mandamento divino, mesmo que ele seja o nosso “inimigo”. O espírito fraternal nos faz superar todas as fraquezas humanas e nos leva a orar por todos os homens. É por isso que a Palavra de Deus afirma que Cristo “simpatizou conosco”, não porque o mereçamos, mas porque Ele conhece o valor intrínseco do ser humano e nos ama.

2 | Devemos reconhecer a dignidade humana. O ser humano não é um animal comum. Ele foi feito “à semelhança de Deus”, ou, numa tradução mais lídima, “à sombra da projeção de Deus”. Existe no homem uma dignidade que se não vê em nenhum outro ser criado por Deus. É essa dignidade que deve ser reconhecida e respeitada, por mais abjeta que nos pareça a pessoa humana, arruinada pelo pecado. Quanto mais pecador, mais merece o nosso amor, pois, nas palavras de Jesus “a quem muito pecou, muito se lhe perdoou”.

3| Devemos procurar criar uma relação de amizade com todos. Ódio é, psiquicamente, comparado ao câncer. Tudo destrói; tudo corrompe. Um coração doentio odeia; um coração sadio ama. E não há amizade sem a semente do amor desinteressado e que somente de Deus pode vir. É verdade que nem toda amizade nos convém, no sentido de um relacionamento mais íntimo. Mas, entre odiar e evitar consequências inconvenientes de relacionamento vai um abismo imenso. Podemos evitar sem ofender. Isso é manter a necessária fraternidade.

4| Devemos interessar-nos pelos problemas do próximo. Como vulgarmente se diz, há muita gente que “quer Deus para si e o diabo para os outros”. É verdade que nós já temos os nossos problemas, mas não custa uma palavra de simpatia, um conselho de mais experiência, um abraço fraternal de apoio, uma oração que inspira. Vivemos solitários no meio da multidão. Diz R. W. Emerson que “a indiferença para com o próximo é a maior maldade que pode cometer contra ele”. A fraternidade faz-nos necessários.

5| Finalmente, devemos fazer-nos dignos desta relação fraternal. Às vezes, somos evitados porque não merecemos a confiança que a vida fraternal nos proporciona. Revelamos os segredos dos outros; tornamo-nos mexeriqueiros, inconvenientes, criando problemas insanáveis. Não somos dignos da confiança que a fraternidade nos concede. Não existe fraternidade sem sinceridade. Mas a fraternidade sincera é sentida, recebida, desejada e conservada.

Concluindo: Nossa igreja comemora hoje 10 anos de existência eclesiástica. O que a tem feito crescer? Sem dúvida, o espírito de fraternidade que temos procurado desenvolver para que sejamos uma verdadeira comunidade. Continuemos, irmãos. O último mandamento de Jesus aos seus discípulos foi: “Amaivos uns aos outros, assim como Eu vos amei”. E o amor começa com o espírito de fraternidade. Amém.

Autor: Pastor Wilson de Souza, em maio de 1979. Ele foi pastor titular da Oitava Igreja Presbiteriana de Belo Horizonte entre os anos 1978-1986 e pastor emérito entre 1987-1989. Faleceu em 1989.
Fonte: http://www.oitavaigreja.org.br/fraternidade


É preciso ter esperança!





O anúncio da Quaker State Metais Co., de 24 de Fevereiro de 1958 foi sugestivo: “Não deixe que lhe tirem até seu cachorro quente”. Ele dizia o seguinte:

“Um homem vivia na beira da estrada e vendia cachorros-quentes. Não tinha rádio, e nem acesso a jornais, mas, em compensação, vendia bons sanduíches. Colocou cartazes anunciando a mercadoria, e as pessoas paravam e compravam seu produto. Com isso, aumentou os pedidos de pães e salsichas, começou a fazer melhorias, contratou pessoas, investiu em maquinários, e acabou construindo uma boa clientela. Seu negócio estava prosperando.

Seu filho, que estava estudando na universidade veio de férias visitá-lo, e o pai lhe contou como o negócio ia bem, como estava entrando no mercado, falou de seus projetos e investimentos para aumentar a capacidade de servir melhor, com mais qualidade e rapidez.

Seu filho retrucou: - “Pai, o senhor não tem ouvido o rádio? Não tem lido jornais? Há uma crise muito séria no país e a situação internacional é perigosa! O senhor corre muito risco e pode perder todo seu investimento por causa do aumento do dólar e das variações das commodities, aumento do desemprego, inflação, o governo e mercado recessivo.

Ele nunca havia falar sobre estas coisas, mas ponderou: - “Meu filho estuda na universidade! Ouve rádio e lê jornais, portanto deve saber o que está dizendo!” Assim, cancelou o pedido de maquinários, não contratou e não fez as ampliações e melhorias necessárias, reduziu os pedidos de pão e salsichas e as vendas começaram a cair do dia para a noite.

Quando alguém questionou sua estratégia, ele disse seguro: “Meu filho tinha razão, a crise é muito séria! Por pouco não entrei na contramão da história”.

Não é de hoje que o Brasil vive uma onda de pessimismo e desânimo. Você deve concordar comigo sobre o quão depressivo tem sido assistir ou ler um jornal. São tantos escândalos, notícias estranhas, oportunismo político e casuísmo jurídico, um jogo claro de ações onde não se considera a oportunidade de se construir um país sério, mas jogos de poderes que parecem brincadeiras infantis de crianças com seus pais, escondendo seu rosto atrás da cortina, deixando todo o seu corpo visível, achando que assim não serão encontrados.


É preciso ter esperança em meio às notícias ruins. Não se abater por causa dos desmandos, crer que é possível, sonhar no meio do caos. O que sustenta gerações e nações é o fato de que alguns sonhadores e lunáticos nunca deixaram de gritar: “Eu tenho um sonho!” Aqui está a diferença entre os derrotados e os vitoriosos.


Autor Pr Samuel Vieira – Pastor na Primeira Igreja Presbiteriana de Anápolis
Fonte: http://revsamuca.blogspot.com.br/


Não mude o calendário, apenas...



Por mais que saibamos que a mera mudança de calendário não muda nada na nossa história, a verdade é que sempre criamos expectativas quando pensamos no final do ano, afinal, imaginamos: Novo calendário...nova vida...

A realidade é que a mudança de calendário, não necessariamente, implica em uma mudança real. Não adianta mudar o calendário se não mudarmos as atitudes, assim como não adianta mudar de cidade, se não mudarmos a mente.
Certamente você já tem ter feito, mentalmente, uma lista de resoluções para o ano que vem: Ir para a academia, fazer um projeto financeiro, ser uma pessoa mais próxima dos amigos, emagrecer, desenvolver mais a sua espiritualidade e fé, entrar na faculdade ou fazer um curso, abandonar um vício, casar, planejar uma viagem especial. Tudo isto é muito comum e cabe muito bem em nosso esquema mental. O problema com tais resoluções é que podem facilmente cair no esquecimento, e serem arquivadas na mente, ou na planilha que fizemos.

Apesar de tudo, não podemos desprezar tais resoluções ou sermos negativos ou pessimistas em relação a elas. Resoluções, mesmo sabendo que correm riscos de serem abandonadas no caminho, podem se tornar, eventualmente, um revolucionário “start-up” individual. Um ponto de convergência e mudança. Muitas vidas continuaram na mesma depois de sérias resoluções, mas muitas foram profundamente impactadas por causa de compromissos assumidos, sejam eles verbalizados ou não, mas que mentalmente foram assumidos. Num determinado momento, uma disposição pode ser o ponto de partida para grandes mudanças.

Pense na parábola do filho pródigo contada por Jesus. Aquele rapaz, depois de ter assumido posições tão equivocadas, “Caindo em si disse: Quantos trabalhadores de meu pai, tem pão com fartura, e eu aqui morro de fome. E levantando-se foi para se encontrar com seu pai”. Sua primeira ação foi “cair em si” (muitos caem nos outros...). Esta auto-análise e auto crítica mudou sua história. A segunda ação foi colocar em prática o que havia decidido: “Levantando-se foi”. Ele não apenas entendeu sua situação, mas ele agiu em direção a ela.


Então, nesta virada de ano, não mude apenas o calendário. Mude a atitude, crie nova disposição, e lute por ela. Isto fará diferença entre a condição atual e a condição desejada. Afinal, se queremos andar 500 milhas, precisamos dar o primeiro passo.

Pastor Samuel Vieira

Fonte: www.revsamuca.blogspot.com

COCA-COLA ADERE AO MARKETING DE LACRAÇÃO COM PABLLO VITTAR E FUNKEIROS



A Coca-Cola abandonou seu lado família e preferiu se associar ao funk de Pabllo Vittar, Ludmilla e Valesca Popozuda. O que ganha com isso?
A Coca-Cola é a nova aderente e proponente do marketing de lacração, depois de tantos exemplos de empresas que aderiram à idéia do progressismo politicamente correto: lançou várias latinhas de fim de ano com imagens de celebridades lacradoras, como o travesti Pabllo Vittar e as funkeiras Ludmila, Anitta, Valesca Popozuda e Simone e Simaria.
Não há nada comercialmente errado em utilizar as celebridades modistas do momento para uma campanha de marketing. Marqueteiros fazem isso hoje e sempre.
Mas a escolha só seria por “celebridades” se os lacrantes em questão estivessem por mera coincidência num bolo entre outros não-lacrantes. Apesar da presença de um Thiaguinho ou de um Luan Santana, a predominância em latinhas de Coca-Cola é pela lacração.
Tal posicionamento evidencia-se pelo uso de frases agressivas e um tanto quanto indecorosas para acompanhar o rosto dos escalados, como Anitta aparecer sobre a declaração “Meiga e abusada”, perfeita para ser entregue para a sobrinha de 4 anos quando pede uma Coca, ou Valesca Popozuda com a insígnia “Eu sou a diva que você quer copiar”, esta seriamente pensada para a vovó Gertrudes, 83 anos, que reza o terço no dia 24 e vai tomar uma Coquinha gelada tão logo terminar a Missa do Galo.
A Coca-Cola, que já foi uma marca família, com mensagens de Natal com toda a família chegando (“e se os vizinhos aparecerem?!”), preferiu trocar o marketing família pelo marketing da lacração.
Mas Natal e família são coisas ultrapassadas nesse mundinho de 2017. O negócio agora é funk e agredir a mamãe, a vovó, a ceia de Natal com aquele Menino Jesus patriarcal obscurantista reacionário Bolsonaro 2018.
As empresas, apesar de não lucrarem absolutamente nada com isso, sempre caem no canto da sereia de algum lacrador com o cabelo tingido de roxo do departamento de marketing dizendo que a onda agora é se dizer abusada, danada e diva para a família.
O problema óbvio é factual: alguém do público de Anitta, Pabllo Vittar e outras bobagens de adolescentes alienados e modistas tem capacidade de fazer um sacrifício e trocar o barato Dollynho por uma toda-poderosa Coca-Cola? Esse povo depende justamente do papai opressor que vai falar de Bolsonaro, pau em bandido e comunista na ceia de Natal (que só vai começar de um Pai Nosso, uma Ave Maria e um Glória ao Pai). Sem ele, não tem dinheiro nem pra comprar bagulho.

O problema menos óbvio é sociológico: a Coca-Cola é grande demais para seguir ondas. Ela tem de ditar modas. O que é Pabllo Vittar, ser que ninguém lembrará daqui a uma década, perto da Coca-Cola? É como tentar lembrar dos sucessos dos anos 90: Baba Cósmica, t.A.t.u., Chumbawamba, Aqua (aquela da Barbie Girl). E se a Coca-Cola vivesse correndo atrás dessas modinhas?
Uma lenda urbana bem comum no Brasil diz que o Papai Noel originalmente era verde, e só é pintado de vermelho graças à Coca-Cola. Será essa empresa que terá como grande criatividade citar Anitta e Valesca Popozuda (aquela dos hits “Agora virei puta” e “My Pussy é o poder”) gritando que são divas abusadas?
Os ídolos que queremos ter na sociedade podem ser o Papai Noel e o urso polar da Coca-Cola, famosíssimo num país tropicalíssimo como o Brasil, por aspirarem a algo superior às nossas chateações comezinhas. Agora, é o contrário: grandes marcas consolidadas, símbolos da família, têm como grande triunfo em plena época mais importante do ano (inclusive comercialmente) estampar um traveco e a autora de “Um Otário Pra Bancar” e “Tô Com o C* Pegando Fogo”. E pronto. É ao funk que a Coca-Cola quer se associar como valor?
Será que empresas precisam mesmo de tanta coragem assim para simplesmente colocarem mamãe, papai e filhinhos (ainda existem por aí! não nascem de chocadeiras ainda!) tomando uma Coquinha e sorrindo? Apesar de toda a gritaria, o total de realização de vida de todos os millenials somados soma zero.
Não dá nem pra pagar uma Coca-Cola latinha.
—————
Autor: Flavio Morgenstern. É escritor, analista político, palestrante e tradutor. Seu trabalho tem foco nas relações entre linguagem e poder e em construções de narrativas
Leia a matéria completa em : http://sensoincomum.org/2017/12/06/coca-cola-marketing-pabllo-vittar

O VERDADEIRO SENTIDO DO NATAL



Foge à capacidade humana explicar, compreender o mistério da encarnação de Cristo Jesus. Como o criador pôde ter se tornado um de nós e tornar-se a única e verdadeira esperança para toda raça humana.

A Bíblia não explica o fato, apenas o revela. Três verbos são chaves: Ele criou, Ele amou e Ele salvou. Todos os verbos no passado revelam uma ação completa. O Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo foi “morto antes da fundação do mundo” (Apocalipse 13.8).
“Na plenitude dos tempos, Deus enviou Seu filho, nascido de Mulher”. (Gálatas 4.4). É a soberana decisão do Criador. Ele definiu quando era a Plenitude dos tempos. “O verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a Glória do unigênito do Pai, cheia de graça e de verdade” (João 1.14).

A Bíblia registra o fato. O Verbo se fez carne. Deus encarnou. Deus revelou Cristo, Seu Filho amado. A Bíblia não explica o mistério, ela revela que o Criador humanizou-se sem comungar com o pecado da raça humana: igual a nós em tudo, mas sem pecado. Ele, sem pecado, mas Maria não estava isenta do pecado. Ele é “semente da mulher”, e não do homem. “Descerá sobre ti o Espírito Santo” (Lucas 1.35).

Jesus Cristo, nosso Senhor, foi formado de modo maravilhoso, maravilhosamente concebido e maravilhosamente nascido. Ele é um ser supernatural. Foi Ele, só e único em sua própria história.

A linguagem humana é pobre demais para expressar a encarnação. “Sem pai, sem mãe, sem genealogia, que não teve princípio de dias, nem fim de existência, entretanto, feito semelhante ao Filho de Deus” (Hebreus 7.3). Jesus Cristo sem herança hereditária. A grandeza da encarnação de Cristo Jesus, Sua sublime realidade, a manifestação de Deus em forma humana, apenas nos faz sentir abjetos diante da suprema grandeza de Sua Graça e Sua imarcescível sabedoria e amor.

É esta face misteriosa do Natal que nos enleva e nos enobrece. Naquela manjedoura, a sombra de cruz. Na cruz nossos pecados foram condenados e perdoados em Cristo. Ele morreu, mas ressuscitou e vive pelos séculos dos séculos e voltará para buscar todos os remidos pelo Seu sangue. Que grande e insigne revelação do Eterno Deus.

Neste ano, vivenciamos em meio a tantas lutas mundiais e nacionais, Cristo Jesus, nossa Esperança. Neste mês de dezembro, quando em tantos lugares do mundo as comemorações de fim de ano tentam deletar o Cristo Vivo do Natal, todos são tocados e movidos ao perceber que algo maravilhoso deve ser reconhecido, celebrado, lembrado e comemorado. É a comemoração da centralidade de Cristo, o Deus Emanuel.

Festejemos a Cristo. Festejemos o Natal de Cristo. Festejemos a Cristo que é a nossa única esperança com reverência, amor e temor. Os sinais da Sua vinda já se mostram cada vez mais. Ele poderá retornar ainda neste mês. Honremos a Cristo. Glorifiquemos a Cristo, o Deus feito homem: Deus forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz, Maravilhoso, Conselheiro, o Caminho, a Verdade e a Vida. Nossa Esperança viva. Amém.


Pr. Jeremias Pereira
Pastor titular da Oitava Igreja Presbiteriana de BH

Fonte: http://www.oitavaigreja.org.br


“PERDOE-ME”



 “Qual a primeira proclamação pública que Jesus fez após ser batizado por seu amigo João? ‘Arrependam-se!’”. Expressões como essa, e tudo que é espiritual e demanda implicações éticas e morais, numa geração, onde tudo é aceitável, são pouco populares, inclusive entre os que frequentam igrejas. Porém, a verdade é que se você tirar de seu testemunho cristão o arrependimento, irá à esterilidade espiritual.
Sem ser capaz de dizer desculpe-me, você não pode desfrutar da misericórdia de Deus. Este sobressalente tônico chamado graça não pode lubrificar sua alma se você não se arrepende. Verdadeiramente, Jesus, por sua morte, tirou de nós os pecados. Sim, nós, como filhos de Deus, não estamos sob a lei. Sem nenhuma dúvida, Deus mudou o ponto de vista sobre mim e você quando nós nascemos novamente por meio de Jesus Cristo. Então, como é que não necessitamos arrepender-nos?
Francamente, eu luto cada dia contra as tentações que enredam minha natureza carnal, que é tenaz e persistente. Encontro-me, quase todos os dias, dizendo: “perdoe-me” a meus amigos e ao meu Senhor. Não estou falando acerca de assassinatos, roubos, adultérios, pecados óbvios, e muitas circunstâncias, bastante fáceis de reconhecer. Mas, o orgulho, as desavenças, a mentira, os rancores, os ódios, os descuidos com o Senhor e a hipocrisia. Não seria eu acusado de presunçoso se lhe dissesse que se você não tem do que se arrepender, não necessita do Salvador?
Se você se submetesse a um severo exame, um “Raio-X”, não seria possível que a “chapa” mostrasse o seu coração com alguma artéria obstruída ou seu estômago com algum problema, por exemplo? Confesso que, talvez, alguns dos meus órgãos se mostrariam com problemas. Falando agora de vida espiritual, não há pecados cometidos dos quais você não tenha se arrependido e que encontram-se ocultos dentro de sua alma? Não teria você relacionamentos interrompidos simplesmente porque você se recusa a dizer: “perdoe-me?” Não se arrepender é a mais alta forma de orgulho, além de um abuso grotesco do amor de Deus.
O arrependimento requer expressão verbal: “desculpe-me”, “perdoe-me”. Demanda, às vezes, restituição para a reconciliação. É uma experiência de recompensa e edificação. “Perdoe-me” é um testemunho que agrada a Deus. Somente quando me achego arrependido a Deus é que vejo a medida de sua misericórdia. A luz da graça brilha mais forte quando a alma arrependida chora diante de Deus: “Pequei, perdoa-me”.
Não é difícil encontrar cristãos de “caras fechadas”. Por quê? Principalmente porque não descansam e gozam no Senhor. Por quê? Principalmente porque, por meio de sua jornada pelo mundo, já não dizem: “perdoe-me, desculpeme!”. Possuo, hoje, amigos que algum dia foram meus inimigos. Eu os feri, eles me feriram. Em cada caso, a reconciliação começou com um de nós chegando-se ao outro e dizendo: “desculpeme pelo que lhe fiz ou disse”. O resultado – uma aliança e reconciliação – tem sido o ressonante testemunho do meu Senhor Jesus Cristo que, pela sua misericórdia e paciência, não se lembra de nossas faltas confessadas e abandonadas.
“Arrependam-se”, diz-nos Ele, o Senhor Jesus, em termos de definida atitude para com Deus e o nosso próximo. Torna-se, desse modo, o arrependimento uma das mais altas e lindíssimas manifestações da vida espiritual que o Espírito Santo inocula em nosso ser.
Diz o conhecido brocardo: “errar é humano; mas o permanecer no pecado é diabólico”. Essa é a experiência humana e que não pode ser negada. Mais séria e significativa é a palavra de Jesus: “Em verdade eu vos digo que, se não vos arrependerem, de maneira nenhuma sereis salvos”. É por isso que tanto João Batista como Jesus Cristo iniciaram seu ministério com a proclamação: “Arrependei-vos! Amém!”.”
Rev. Wilson de Souza – Pastor da Oitava Igreja Presbiteriana de Belo Horizonte nos anos 1978-1987
Fonte: http://www.oitavaigreja.org.br