segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Os governantes precisam temer a Deus


“… aquele que domina com justiça sobre os homens, que domina no temor de Deus é como a luz da manhã, quando sai o sol, como manhã sem nuvens, cujo esplendor, depois da chuva, faz brotar da terra a erva” (2Sm 23.3,4)


A nação brasileira vive uma das maiores crises de sua história desde o Brasil Colônia, desde o Brasil Império e desde o Brasil República. A crise mais profunda que enfrentamos hoje é a crise de integridade, ou seja, a corrupção instalada nos meandros dos poderes constituídos. O Brasil caminha trôpego e cambaleante, enfermo e combalido pela crise moral que feriu mortalmente nosso parlamento e nossos governantes. O país sangra, o povo geme e o futuro torna-se sombrio. A inflação acelera enquanto o índice de crescimento dá marcha ré. O povo já empobrecido e as empresas já pagando mais tributos do que conseguem, ainda são convocados a pagar mais impostos, sem qualquer promessa de retorno. Tudo para pagar os rombos da roubalheira e a gastança perdulária daqueles que se empoleiram no poder para se servir do povo em vez de servirem ao povo.
O rei Davi está proferindo suas últimas palavras. É nesse contexto que proclama uma verdade solene: “… aquele que domina com justiça sobre os homens, que domina no temor de Deus é como a luz da manhã, quando sai o sol, como manhã sem nuvens, cujo esplendor, depois da chuva, faz brotar da terra a erva” (2Sm 23.3,4). O que Davi está dizendo, ao fechar as cortinas de sua vida, não emana dele mesmo, mas vem do próprio Deus. Que verdade é essa? Duas coisas são exigidas dos governantes: justiça e temor a Deus. O governante que não pauta sua administração pelas normas da justiça, faz de seu governo um covil de salteadores. Quem não teme a Deus no exercício de seu governo, entrega-se à insensatez e acaba oprimindo o povo em vez de servir ao povo. Quando os governantes pautam sua vida e suas ações pela justiça e pelo temor a Deus, o resultado é a bênção da prosperidade, assim como a luz que vem depois da chuva, faz brotar a erva da terra. A injustiça e a impiedade têm sido, infelizmente, o manto de muitos governantes. Roubam e deixam roubar. Oprimem e toleram a opressão. O povo, em vez de ser abençoado, amarga derrotas fragorosas e geme esmagado sob o peso da opressão. Por outro lado, a palavra de Deus diz: “Feliz é a nação cujo Deus é o Senhor…” (Sl 33.12).
O apóstolo Paulo diz que as autoridades superiores procedem de Deus e foram instituídas por ele. Opor-se gratuitamente à autoridade, portanto, é resistir à ordenação de Deus (Rm 13.1,2). As autoridades superiores são ministros de Deus e recebem de Deus uma dupla responsabilidade: promover o bem e reprimir o mal (Rm 13.4). O governante exerce o seu ministério em nome de Deus e sob a autoridade de Deus. Para que o governante cumpra esse papel devemos dar a ele honra e respeito e pagar a ele tributos e impostos (Rm 13.6,7). O governante precisa firme e resoluto tanto na promoção do bem como na punição do mal (Rm 13.4). E o povo precisa sujeitar-se ao governante não apenas por medo de punição, mas, sobretudo, por dever de consciência (Rm 13.5).
Mas, e se o governante, em vez de cumprir o seu papel, esquecer-se de Deus e colocar a si mesmo acima de Deus e da lei para promover o mal e reprimir o bem? E se o governante em vez de ser um diácono de Deus a serviço do povo (Rm 13.4), apostatar-se de Deus, para oprimir o povo? Nesse caso, cabe à igreja, como consciência do Estado, exercer sua voz profética e alertar a autoridade constituída, a mudar o rumo de sua ação e voltar-se Deus, a fim de servir ao povo em vez de oprimir o povo. Onde falta profecia, o povo se corrompe. Quando a igreja se cala, a sociedade se corrompe. Que Deus nos dê governantes justos e tementes a Deus! Que Deus nos conceda, nesta nação, um tempo de restauração, prosperidade, ordem e progresso!


Hernandes Dias Lopes é escritor, apresentador do Programa Verdade e Vida e pastor da Primeira Igreja Presbiteriana de Vitória ES.

Extraído: http://www.igrejapresbiterianadepraiagrande.com/#!os-governantes-precisam-temer-a-deus/c21r7


DISPUTA DESIGUAL NÃO É LEGAL

Assim como a luta de boxe ou a corrida de bicicletas, as eleições também têm regras que devem ser observadas para que a disputa nas urnas seja justa.

Para garantir esse equilíbrio, o Ministério Público fiscaliza o cumprimento da legislação, intervindo no processo eleitoral para combater a ocorrência de abusos que possam comprometer a normalidade e legitimidade das eleições.

Você sabe quais são as infrações eleitorais que ocorrem com maior frequência?
 Conheça as principais irregularidades e ajude o Ministério Público a garantir a liberdade do voto e a livre escolha do eleitor.
 * Uso da máquina administrativa: consiste na utilização de bens e serviços públicos
para fins eleitorais, fora das exceções previstas em lei. Exemplos: emprego de servidores públicos em campanha eleitoral durante o horário de expediente e utilização de carros e prédios públicos para favorecer partido ou candidato. Dependendo da irregularidade, pode acarretar o cancelamento do registro de candidatura, a cassação do diploma e até a perda do mandato (arts. 73 a 78 da Lei nº 9.504/1997). A conduta também pode configurar crime eleitoral.
 * Propaganda eleitoral irregular: trata-se de infração eleitoral que pode acarretar o pagamento de multa e até mesmo o reconhecimento de abuso de poder. Ocorre em duas situações: quando for realizada antes de 16 de agosto do ano das eleições ou, após essa data, quando desobedecer ao regramento previsto em lei. Exemplos: propaganda eleitoral em outdoors, realização de showmícios, fixação de placas e cavaletes em praça pública etc. É crime inutilizar ou impedir a realização da propaganda regular dos candidatos (arts. 331 e 332 do Código Eleitoral), assim como injuriar, difamar ou caluniar alguém na propaganda eleitoral (arts. 324 a 326 do Código Eleitoral), ou divulgar fatos que se sabe inverídicos a respeito de partidos e candidatos (art. 323 do Código Eleitoral).
 * Inscrição fraudulenta de eleitores: configura o crime previsto no art. 289 do Código Eleitoral. A pessoa inscreve-se como eleitor em dois municípios ao mesmo tempo ou transfere o título para outra localidade, por meio da utilização de documentos falsos ou mediante o recebimento de alguma vantagem, sem que possua qualquer vínculo que justifique a transferência. O Código Eleitoral prevê punição tanto para quem se inscreve (prisão de até cinco anos e pagamento de multa) quanto para quem convenceu ou induziu o eleitor a se transferir fraudulentamente (prisão de até dois anos e pagamento de multa).

* Aliciamento do eleitor: comumente contemplada pela conduta de “compra de votos”, a infração configura o crime previsto no art. 299 do Código Eleitoral. A pessoa oferece, promete ou entrega bem ou vantagem de qualquer natureza (dinheiro, material de construção, cestas básicas, emprego, atendimento médico etc.) em troca do voto do eleitor. Respondem pelo crime tanto o eleitor quanto o aliciador, que não necessariamente é o candidato. A pena prevista para o delito é de até quatro anos de reclusão e pagamento de multa. Pela mesma conduta, o candidato pode ter cancelado o seu registro de candidatura ou cassado o diploma expedido, desde que, no juízo cível, seja reconhecida a ocorrência de captação ilícita de sufrágio (art. 41-A da Lei nº 9.504/1997). Mesmo sem pedido de voto, em ano de eleições, a Lei Eleitoral veda a distribuição gratuita de bens, valores ou benefícios por parte da Administração Pública, salvo programas em andamento e demais exceções (§ 10 do art. 73 da Lei Eleitoral).
 * Transporte irregular de eleitores: configura o crime previsto no art. 11, III da Lei nº 6.091/1974. Responde pelo crime, portanto, aquele que contrata ou oferece transporte a eleitores que residem fora da zona eleitoral, em infringência ao regramento estabelecido na lei. A pena prevista para o delito varia de quatro a seis anos de prisão e pagamento de multa.
 * Boca de urna: configura o crime previsto no art. 39, § 5º, II da Lei nº 9.504/1997. Responde pelo crime aquele que realiza propaganda eleitoral, no dia das eleições, nas proximidades das seções de votação. A pena prevista para o delito varia de seis meses a um ano de prisão e pagamento de multa. A norma visa resguardar a liberdade do voto. Contudo, é permitida a manifestação individual e silenciosa do eleitor, por meio de camisetas, broches, bonés ou adesivos em veículos.

O Ministério Público conta com sua ajuda para fiscalizar. Fique de olho. Você pode entrar em contato diretamente com o promotor eleitoral do seu município para denunciar irregularidades. O procurador regional eleitoral do seu estado também poderá receber a denúncia e encaminhá-la ao respectivo promotor eleitoral para a investigação dos fatos.
 Você ainda pode denunciar por meio do aplicativo SAC MPF, disponível gratuitamente na App Store e no Google Play.

Ministério Público Federal – Procuradoria Geral Eleitoral

Fonte: http://eleitoral.mpf.mp.br/noticias/eleitoral/campanha-mpf-por-uma-disputa-justa/

Entendendo a Ideologia de Gênero

      O tema ganhou um espaço enorme nas mídias sociais depois da prova do ENEM onde foi feita uma citação da feminista Simone de Beauvoir, “Ninguém nasce mulher: torna-se mulher. Nenhum destino biológico, psíquico, econômico define a forma que a fêmea humana assume no seio da sociedade; é o conjunto da civilização que elabora esse produto intermediário entre o macho e o castrado que qualificam o feminino (O segundo sexo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1980). Em outras palavras, uma mulher é definida, não pelo sexo biológico com que nasce, mas pela construção social da civilização.
     De acordo com os defensores da ideologia de gênero, existe uma diferença entre sexo e gênero. Sexo aponta para as determinações naturais e diferenças biológicas entre homem e mulher. Entende-se por gênero, o papel que ambos, homem e mulher, têm e exercem na sociedade.
     Na literatura secular acerca da sexualidade humana, gênero tem gradualmente substituído sexo. Ao invés de falar de diferenças de sexo, as pessoas agora falam em diferenças de gênero. Mas, então, qual seria a origem do termo gênero e como chegou a ser utilizado como substituto para sexo? Aparentemente, foi o psicólogo e sexista John Money o pioneiro no uso de gênero com sentido de sexo. Em suas obras ele postula que “o gênero é certo tipo particular de conduta do homem e mulher”. Depois dele, o psicanalista Robert Stoler escreveu em “Sexo e Gênero”(1968) que sexo é biológico, gênero é o que cada sociedade a ele atribui.
     Decorre a seguinte questão: se o gênero de uma pessoa não é determinado biologicamente, como o é o sexo, quem, então, o determina? A resposta é: gênero é algo atribuído, não natural: é socialmente determinado. Masculino e feminino são papéis definidos por cada sociedade. Em outras palavras, uma pessoa pode nascer homem – isto é sexo – mas em termos de gênero, ele pode ser feminino, tanto por escolha como por determinação social.
     Pode-se também dizer que a ideologia de gênero tem seu ponto de partida na ideologia marxista, na qual é impossível haver qualquer conciliação entre classes. Como o marxismo, a ideologia de gênero reivindica a abolição de todas as diferenças de sexo e gênero, tanto na sociedade como na igreja. Para fazê-lo, é preciso desconstruir a influência da cosmovisão patriarcal perpetuada na cultura ocidental pela igreja cristã e sua Bíblia, subverter a dominação masculina presente e real na sociedade e igreja por meio da imposição de uma cosmovisão feminina, ou, no mínimo, a abolição de todas as distinções claras entre sexos e gêneros.
     Os apologistas da ideologia do gênero desenvolveram sistemas e métodos próprios para alcançar sua meta. Eles tem se mantido bastante ativos, influenciando e mudando as políticas governamentais, a educação pública (vide prova do ENEM), a mídia e a opinião pública, a fim de abolir tudo o que eles entendem que perpetua a dominação masculina e as distinções sexuais, e lhes impor a agenda homoafetiva.
     As questões de gênero têm causado um impacto global. Elas alcançaram as igrejas ao redor do mundo, não somente no contexto ocidental. Como cristãos, podemos perceber os diversos perigos sociais e consequências do crescimento contínuo da ideologia de gênero e sua influência social e cultural em todos os continentes. Primeiro: todas as diferenças sexuais naturais, criadas por Deus de acordo com a Bíblia, são abolidas. Você pode se reinventar. Segundo, não é difícil de perceber que a instituição familiar e valores são desafiados. Da mesma forma, não existe mais certo e errado nestes assuntos. A ideologia do gênero representa, no fim das contas, um ataque severo à cosmovisão bíblica pela cosmovisão pagã.
     Não há dúvida sobre o fato de que, em muitos países, as mulheres têm sido abusadas, oprimidas, humilhadas e escravizadas. Mesmo nas culturas mais civilizadas, as mulheres continuam a ser abusadas e espancadas por seus maridos. A ideologia de gênero, contudo, não se contenta apenas em fazer justiça aos direitos das mulheres; ela deseja a subversão e reversão dos papéis tradicionais e a abolição de todas as distinções entre homem e mulher, até mesmo a sua identidade biológica.
     Qual deve ser a resposta bíblica a ser oferecida aos desafios da ideologia do gênero? Para responder, nós deveríamos compreender, antes de qualquer coisa, o que realmente está em jogo aqui. Eu creio que as questões do gênero não são de natureza secundária; elas são temas que lidam com pontos fundamentais da fé cristã, tais como a criação, família e igreja.
     Também precisamos compreender a relação entre a cultura e as Escrituras. As Escrituras, e não a cultura, devem ser o referencial nas igrejas evangélicas no tratamento das questões de gênero. Embora existam elementos culturais no texto bíblico, a compreensão cristã histórica é que a Escritura se encontra sempre acima da cultura e representa a verdade universal. Isto se também se aplica aos contextos do sexo e gênero.
     Assim sendo, uma resposta bíblica às questões de gênero começa com o fato de que Deus criou apenas dois sexos e gêneros. Nós podemos falar de sexo como algo determinado biologicamente da mesma forma que também dizemos que o gênero é a decorrência natural desta determinação. Aqueles que, por natureza, são homens, são machos (masculinos) conforme contempla o seu gênero. O mesmo se aplica às mulheres. Também podemos afirmar que o gênero, compreendido como a autoconsciência sexual de uma pessoa e o comportamento social dele ou dela, é bíblica, e não socialmente determinado, embora as culturas possam diferir acerca dos papeis tradicionais do homem e da mulher.
     Como forma estratégica de tratar com essas questões, as igrejas deveriam procurar e preparar liderança masculina sólida e bíblica, fortalecer o ministério feminino, apoiar grupos para que homens e mulheres cristãos aprendam sobre a masculinidade e a feminilidade bíblicas, e criar e sustentar grupos para aqueles que são tentados ou têm caído na homossexualidade. Além disso, os púlpitos das igrejas cristãs eventualmente deveriam ministrar ensino bíblico sólido e compassivo abordando o tema. Também deveriam promover eventos regulares, com palestrantes convidados para falar sobre família e questões de gênero.
     Tenho consciência de que é normal e compreensível haver certa resistência por parte da liderança da igreja em tocar no assunto. O resultado da omissão, contudo, é o crescimento do engano e do erro. Ensinos equivocados tendem a ocupar cada pequena brecha que possa existir na vida da igreja local. Se os membros da igreja não aprendem de seus pastores e líderes, eles aprenderão dos defensores da ideologia do gênero e ativistas. Um plano claro e definido para preparar os membros da igreja nestas áreas é uma necessidade. Eles precisam ser ensinados como enfrentar estas questões, tanto os jovens como os adultos. E o único modo de isso ocorrer é pelo ensino bíblico consistente.

Por Augustus Nicodemus Lopes
Pastor da Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia


Extraído do Facebook do autor


Crise


Em 1978, com 101 anos de idade, o velho missionário inglês Harold Cook escreveu: “Já se tornou moda falar em crise, pondo-lhe sobre às costas coisas que não lhe pertencem. Fazem-no cavalo de fuga às responsabilidades. Fala-se tanto da tal crise que levam alguns a imaginar que eles pessoalmente estão passando por uma crise, quando de fato não é assim; há muitos que não são atingidos pela crise, e outros o são em grau mínimo. Não se deve fechar os olhos ao fato de que a situação geral exige cautela, economia e administração sabia das finanças; mas, ao mesmo tempo, é muito inconveniente aplicar a palavra “crise” a tudo e a todos e falar tanto dela ao ponto de desanimar o mundo inteiro. O exagero é sempre prejudicial em todos os sentidos”.
Usando a velha e conhecida semântica chinesa, crise é sempre a junção de dois elementos: oportunidade e perigo. Os EUA se transformaram numa grande potência no meio de duas grandes guerras mundiais, sabendo capitalizar seus recursos quando a Europa brigava entre si. No Brasil, a Prudential, gigantesca companhia de seguros, tem crescido no meio da crise em torno de 30% ano. Estive ontem com um homem no ramo da agricultura dizendo que sua empresa está apertada para conseguir atender a todos os pedidos que lhe chegam. É certo que alguns setores estão em baixa, mas outros estão crescendo, e muito. Enquanto alguns perdem, outros estão ganhando.
Economia é algo dinâmico e volátil, possui a capacidade de se movimentar como uma força viva. Na Bíblia, Economia é uma das forças da história, de acordo com a descrição dos cavalos que surgem simbolicamente em Apocalipse 6. Sendo assim, pode esmagar ou potencializar. Dinheiro some e aparece, torna-se abundante e escasso, como a transformação da água que sai do seu estado liquido e sofre o processo da evaporação, até retornar à terra em forma líquida novamente. Dinheiro não deixa de existir, apenas se desloca, troca de mão. Quando um perde, outros setores ganham.
Então, ao invés de ficar se lamentando na crise, aprenda a discernir as novas oportunidades.
Devemos aprender que crise pode nos ensinar a manter a confiança em Deus e a desenvolver espírito sereno e calmo; muitas crises geram avaliações positivas e transformadoras, trazem conversões de estilo de vida, tanto para Deus quanto para as pessoas. Certa pessoa afirmou que jamais teria saído do seu caminho de morte e auto engano se a crise não o tivesse apanhado em cheio. No meio da vergonha e humilhação, foi quebrado mas se tornou humano, restaurou sua família, se reencontrou com Deus, coisas estas impossíveis em tempo de sucesso e prosperidade.

Por isto não transforme sua crise em algo definitivo e nem reduza sua história aos solavancos próprios da vida. A má notícia é a seguinte: Você passará por crise. A boa notícia é: Nenhuma crise dura para sempre. Existe um conhecido texto das Escrituras que diz o seguinte: “A dor pode durar a noite inteira, mas a alegria vem pelo amanhecer”.

Autor: Samuel Vieira é pastor na Primeira Igreja Presbiteriana de Anápolis, GO.
http://revsamuca.blogspot.com.br/

GOVERNO NÃO REPASSA PARA O BANCO A PARCELA DO EMPRÉSTIMO E ESTE NEGATIVA O MEU NOME. O QUE FAZER?

Através do discurso de tarifas mais baixas e menos burocracia, o empréstimo consignado tem sido ferramenta comum para os servidores públicos e aposentados em geral que necessitam de empréstimos.
A vantagem para a instituição financeira é enorme, haja vista que manterá boa margem de lucros através dos juros cobrados e, principalmente, por que terá a garantia do recebimento através do desconto da remuneração/benefício de seu cliente.
Mas o que acontece quando o governo (seja federal, estadual ou municipal) desconta de seu servidor a parcela do empréstimo por ele contratado, mas não repassa para a instituição financeira?
Em que pese esta conduta poder figurar como crime de apropriação indébita, vez que o governo retém valores que não lhe pertencem, muitos gestores vem utilizando desta manobra para desviar valores para cobrir outras despesas.
E o mais grave disto tudo é que na prática o que temos vivenciado é a instituição financeira negativando o nome do servidor junto aos órgãos de proteção ao crédito, como se dele fosse à culpa pelo inadimplemento.
Em resumo, o servidor, se não bastasse pagar juros elevados, tendo sua parcela descontada na data e valor corretos, é “brindado” com a negativação de seu nome, taxado como inadimplente por força de uma não transferência de valores que ele não possui qualquer responsabilidade.
A instituição financeira, ao aceitar fornecer o empréstimo consignado, assumiu o ônus de tal operação junto ao governo, não podendo lançar sobre o consumidor uma obrigação que não lhe compete.
Uma vez comprovado que a parcela fora descontada dos rendimentos do servidor e que este teve seu nome negativado pela instituição financeira, este deve buscar resguardar seus direitos pela via judicial.
Por óbvio figura direito da instituição financeira receber pelo empréstimo disponibilizado, mas o procedimento de cobrança deve se voltar em desfavor da instituição pública que reteve o pagamento e não transferiu para o banco.
O que recomendamos é que todos os servidores que se depararem com tal situação devem acionar o Poder Judiciário para estancar este abuso e receber justa indenização pelo dano moral sofrido.
Márcio Luís, advogado e mestre em direito pela UnB.



quarta-feira, 8 de junho de 2016

A chave para um casamento feliz


“Conectar computadores é um trabalho. Conectar pessoas é uma arte.” (Eckart Wintzen)
A maneira como o casal se comunica determinará a qualidade da viagem conjugal. Antes de tudo, aprenda a se comunicar de maneira inteligente. É possível se comunicar sem que haja conexão saudável, mas é uma comunicação ineficiente que não aproxima as pessoas e nem promove a unidade da família. Se preocupar em praticar uma boa comunicação é fazer um investimento de tempo para se ter mais qualidade no relacionamento conjugal e familiar. Sendo assim, qual é a comunicação que leva o indivíduo a uma boa conexão? Podemos chamar de “comunicação inteligente”, tema tão bem elaborado por Tiago, bispo de Jerusalém. “Todo homem, pois, seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar” (Tg 1.19 – grifo do autor). Este versículo é uma síntese do que significa comunicar-se de forma construtiva, inteligente.
Deus deu aos seres humanos “uma boca” e “dois ouvidos”, para no mínimo ouvirmos o dobro do que falamos. Isso é comunicação inteligente. Qualquer casal que deseje construir um relacionamento com muita qualidade, precisa desenvolver a arte do ouvir.
Falar de comunicação na convivência a dois é falar de proximidade, comunhão, intimidade. É através da comunicação que o casal procura desfrutar da companhia um do outro, em todos os aspectos possíveis. O texto de Eclesiastes é altamente recomendável quanto a isso: “Goza a vida com a mulher que amas, todos os dias de tua vida fugaz, os quais Deus te deu debaixo do sol; porque esta é a tua porção nesta vida pelo trabalho com que te afadigaste debaixo do sol” (Ec 9.9 – grifo do autor).
Não está escrito, briga a vida toda com a mulher que amas; digladie toda a vida com a mulher que amas; guerreia a vida contra a mulher que amas; perturba a vida da mulher que amas. Nada disso. A palavra é “goza”! O que se depreende da palavra gozar? Não se trata somente de sexo (orgasmo), mas de se viver de maneira espontânea e alegre; significa viver a plenitude da vida, viver “gozando a vida” segundo o que foi planejado por Deus.
A maneira como o casal se comunica determinará a qualidade da viagem conjugal.
Em uma viagem longa, feita por um grupo de pessoas, é um fator decisivo saber dialogar, conversar, se comunicar. Sabemos que se o processo de comunicação for comprometido por alguma razão, a viagem estará fadada a ser insuportável, provocando até a desistência de alguns. No casamento não é diferente. Leon Tolstoi, escritor e poeta russo, disse: “A palavra pode unir os homens, a palavra pode também separá-los, a palavra pode servir o amor como pode servir a amizade e o rancor. Livra-te da palavra que pode provocar o ódio”.
Para que o casal desenvolva uma comunicação que seja construtiva tornando a viagem conjugal uma experiência maravilhosa, é necessário atentar para alguns pontos importantes:
Primeiro. Construa um ambiente que facilite a comunicação no lar. É preciso bater novamente na tecla de que o casamento não vem pronto, se constrói. Lembre-se, a relação é bem edificada quando fundamentada num ambiente onde há bondade, confiança e abertura. Aprende-se melhor a praticar a arte da comunicação quando esta é aberta, honesta e sem agressões verbais ou físicas. O amor deve ser a motivação maior neste processo de construção do ambiente que favorece a comunicação. O Apóstolo Paulo, escreveu: “Sejam BONDOSOS e compassivos uns com os outros, perdoando-se mutuamente, assim como Deus os perdoou em Cristo.” (Ef 4.32 – grifo do autor) Lembre-se, a bondade é o amor em ação. É o amor que me faz bondoso, e a bondade me faz agradável.
Três ingredientes principais da bondade:
Gentileza – Uma pessoa gentil é amável, atenciosa, cortês, delicada, educada e graciosa. Toda mulher espera ter ao lado um homem com esse perfil. Ninguém nasce com essa virtude de caráter, o homem e a mulher aprendem a ser gentis. Todos nós precisamos fazer um exercício diário para desenvolver essa qualidade que nos torna pessoas nobres. Você se considera uma pessoa gentil, dentro e fora do seu lar? Sempre digo nas minhas palestras, trate as pessoas como você gostaria de ser tratado. Lembre-se, gentileza gera gentileza.
Prestabilidade – A melhor definição para prestativo, é: “prontidão para servir”. Gosto da frase que diz, “quem não serve, não serve”. O casamento ganha muito em qualidade, quando marido e mulher tem um coração servil. Se os casais soubessem que servimos bem a Deus, quando servimos bem ao próximo, teriam menos conflitos em casa e viveriam bem melhor.
Iniciativa – As pessoas bondosas, sempre fazem a diferença onde quer que estejam ou atuem, porque elas são proativas. Elas não esperam serem solicitadas, elas fazem o que tem que ser feito, vão sempre além da obrigação. Conheço esposas e maridos que vivem uma “vida conjugal pequena”, porque só fazem aquilo que é obrigação, nada mais. Casais inteligentes sempre estão prontos para agir em favor do casamento, fazendo com excelência aquilo que não foi pedido, mas que é necessário ser feito.
É interessante como comprometimento e iniciativa são como duas asas de um avião. Toda pessoa comprometida tem iniciativa própria em favor daquilo com o qual está comprometido. Podemos dizer que a minha iniciativa demonstra o nível do meu comprometimento. É impossível amar e não estar comprometido, porque o amor automaticamente nos compromete. Quem ama é bondoso e pessoas bondosas tem iniciativa em favor do bem estar da pessoa amada. Lembre-se, a alegria no casamento ainda está ligada ao nível diário de bondade expressada.
A pessoa bondosa é nutridora, por isso sua ausência provoca saudades. Responda com honestidade: Você faz falta? A sua ausência provoca saudade, ou alivio nas pessoas? É bom voltar para casa por sua causa? A nossa resposta a estas perguntas, pode revelar onde é necessário melhorarmos.
Fonte: site Verdade Gospel - http://www.verdadegospel.com/

MEU NOME FOI NEGATIVADO DE MANEIRA INDEVIDA: COMO PROCEDER?


Paralelamente as facilidades no acesso ao mercado de consumo vivenciado nos últimos anos, sobretudo com a disponibilização de serviços e venda de produtos à distância, seja via internet ou pelas centrais de atendimento, temos acompanhado uma verdadeira explosão nos casos de inscrição indevida nos órgãos de proteção ao crédito.
Lamentavelmente tem se tornado cada vez mais comum ser surpreendido com a informação de que seu nome foi registrado nos órgãos de proteção ao crédito, dentre eles SERASA, SPC e SCPC, sem que qualquer inadimplência exista.
Dois aspectos podem ser apontados como os principais causadores desta situação, sendo que ambos possuem o fato de ter os fornecedores como os maiores responsáveis desta situação.
 Primeiro o estelionato. Estimulado pela contratação de serviços à distância, sem a conferência pessoal de documentos e de outras medidas que poderiam atestar a autenticidade de quem está efetivamente contratando, os estelionatários, usando nomes e dados de terceiros, usam e abusam de tais facilidades para fraudar essa fragilidade do sistema.
Por óbvio, com a contratação em nome de terceiros, tais estelionatários utilizam tais serviços até que os mesmos sejam interrompidos por força da inadimplência. E é justamente esta inadimplência que, passados alguns meses, irá “premiar” o terceiro inocente com a inscrição de seu nome junto aos órgãos de proteção ao crédito, a famosa “negativação indevida”.
Lado outro, não menos grave, com a explosão nos contratos de serviços à distância, sobretudo no campo das operadoras de telefonia, o controle de recebimento também resta prejudicado.
Na lida como advogado, já presenciei incontáveis situações em que o consumidor é indevidamente negativado por força de uma parcela que fora tempestiva e integralmente paga.
Como adiantado acima, ambas as situações possuem o fornecedor como responsável direto por tais irregularidades, afinal, se por um lado estas facilidades na contratação reduz seu custo operacional (não necessitando de bases físicas em todas as cidades que ele opera, limitação também no quadro de funcionários), por outro ele assume o chamado “risco do estabelecimento”, aceitando todo o ônus por força do campo fértil que criou para os estelionatários.
Hoje resta consagrado entre os membros do Poder Judiciário que uma negativação indevida gera o chamado “dano moral presumido”, aonde a justiça presume toda a humilhação, constrangimento, dor social vivida por quem teve o seu nome indevidamente inscrito nos órgãos de proteção ao crédito.
Ainda que uma indenização pecuniária não vá apagar da memória o indescritível constrangimento de ser negativado de maneira indevida, ela possui um duplo viés de recompensar tal dano através de uma justa indenização, como ainda um caráter pedagógico, punindo financeiramente os fornecedores, estimulando-os assim a criar mecanismos de segurança em seus negócios, ampliando a proteção dos consumidores.
Por isto, caso você passe por uma situação desta, ou seja, caso você seja “negativado” indevidamente, faça valer os seus direitos. Procure um advogado de sua confiança e busque o Poder Judiciário, exercendo sua cidadania, almejando não só uma justa indenização como também colaborando para que esta prática seja interrompida.
Márcio Luís, advogado e mestre em direito pela UnB.



As Pedras Maiores

O mestre colocou, em cima da mesa, um vaso de vidro.
Em seguida, retirou de um saco uma dezena de pedras do tamanho de uma laranja, e começou a enfia-las, uma a uma, dentro do jarro.
Quando o jarro já estava com pedras até a borda, perguntou aos seus alunos:
- Está cheio?

Todos disseram que sim. O mestre, porém, retirou de outro saco um cascalho, e sacudindo as pedras grandes dentro do jarro, conseguiu colocar bastante cascalho ali dentro.
- Está cheio? – perguntou de novo.
Os alunos disseram que, desta vez, estava cheio. Foi quando o mestre abriu um terceiro saco, cheio de areia fina, e começou a derrama-la no. A areia foi preenchendo o espaço vazio entre as pedras e o cascalho, até que chegou ao topo.
- Muito bem – disse o mestre – agora o jarro está cheio. Qual o ensinamento que eu quis demonstrar?
- Que, não importa o quanto você esteja ocupado, sempre há espaço para fazer alguma coisa a mais – disse um aluno.
- Nada disso. Na verdade, esta pequena demonstração nos faz ver o seguinte: se não colocamos as pedras grandes antes, não poderemos coloca-las depois.
“Então, quais são as coisas importantes na nossa vida? Quais os projetos que adiamos, as aventuras que não vivemos, os amores pelo qual não lutamos? Perguntem quais são pedras grandes, sólidas, que mantém acesa em vocês a chama de Deus. E coloquem rápido no vaso de suas decisões, ou em pouco tempo já não encontrarão lugar para elas.”


Autor desconhecido


Fonte: http://www.hebert.com.br/

Como Temperar o Aço?

Lynell Waterman conta a história do ferreiro que, depois de uma juventude cheia de excessos, decidiu entregar sua alma a Deus. Durante muitos anos trabalhou com afinco, praticou a caridade, mas – apesar de toda a sua dedicação, nada parecia dar certo em sua vida.
Muito pelo contrário: seus problemas e dívidas acumulavam-se cada vez mais.
Uma bela tarde, um amigo que o visitava – e que se compadecia de sua situação difícil – comentou:

- É realmente muito estranho que, justamente depois que você resolveu se tornar um homem temente a Deus, sua vida começou a piorar. Eu não desejo enfraquecer sua fé, mas, apesar de toda a sua crença no mundo espiritual, nada tem melhorado.
O ferreiro não respondeu imediatamente: ele já havia pensado nisso muitas vezes, sem entender o que acontecia em sua vida.
Entretanto, como não queria deixar o amigo sem resposta, começou a falar –
e terminou encontrando a explicação que procurava.Eis o que disse o ferreiro:
- Eu recebo nesta oficina o aço ainda não trabalhado, e preciso transforma-lo em espadas. você sabe como isso é feito?
“Primeiro, eu aqueço a chapa de aço num calor infernal, até que ela fique vermelha. Em seguida, sem qualquer piedade, eu pego o martelo mais pesado, e aplico vários golpes, até que a peça adquira a forma desejada.
“Logo ela é mergulhada num balde de água fria, e a oficina inteira se enche com o barulho do vapor, enquanto a peça estala e grita por causa da súbita mudança de temperatura.
“Tenho que repetir este processo até conseguir a espada perfeita: uma vez apenas não é suficiente.”
O ferreiro deu uma longa pausa, e continuou:
- Às vezes, o aço que chega as minhas mãos não consegue aguentar este tratamento. O calor, as marteladas, e a água fria terminam por enche-lo de rachaduras. E eu sei que jamais se transformará numa boa lâmina de espada.
“Então, eu simplesmente o coloco no monte de ferro-velho que você viu na entrada da minha ferraria.”
Mais uma pausa, e o ferreiro concluiu:
- Sei que Deus esta me colocando no fogo das aflições. Tenho aceito as marteladas que a vida me dá, e às vezes sinto-me tão frio e insensível como a água que faz sofrer o aço. Mas a única coisa que peço é: “Meu Deus, não desista, até que eu consiga tomar a forma que o Senhor espera de mim. Tente da maneira que achar melhor, pelo tempo que quiser – mas jamais me coloque no monte de ferro-velho das almas”

Publicado por  Hebert Gonçalves pastor na Igreja Presbiteriana Jardim Maringá - Itapeva SP
 em http://www.hebert.com.br/

Esqueletos

No dia 09 de Maio de 2016, o Jornal Estado de São Paulo publicou matéria assustadora sobre os chamados “Esqueletos” do governo Dilma que são as despesas ocultas geradas por derrapadas na gestão da política econômica ou popularmente chamados de gastos contingentes: despesas excepcionais que ficam escondidas até que explodam ou que alguém jogue luz sobre elas.
O economista Mansueto Almeida afirma: "Tem uma coisa que precisa ficar clara: a dinâmica do gasto social, do gasto com previdência, do gasto com pessoal, tudo isso, é muito previsível. Não há surpresa. A gente conhece e não deixou esqueletos. Mas a política setorial deixou".
A Caixa Econômica Federal, é a instituição mais sensível a um eventual aporte financeiro que o governo quebrado, precisará socorrer. A instituição foi usada para impulsionar o crédito na baixa renda, segmento que está sendo castigado pela queda na renda e pelo desemprego.
Como não sou economista, apesar da preocupação natural que tenho como cidadão, gostaria de considerar outros “esqueletos”.
Certa mulher perdeu abruptamente seu esposo, vítima de um fatal aneurisma. De repente, teve que organizar a vida, documentos, finanças, administração doméstica, e foi assim que as informações até então desconhecidas vieram à tona. Ele era membro de uma seita, e ela descobriu, para seu completo espanto, que ele guardava no seu guarda roupa, um crânio humano para os rituais que executava. Ela tinha, literalmente, um esqueleto dentro de sua casa.
Quais são os esqueletos que estamos escondendo, que se tornarão conhecidos até que explodam ou que alguém jogue luz sobre eles?
O mal, diz o Psiquiatra Scott Peck, é como o fungo e o mofo, floresce na penumbra. Se projetarmos luz em quartos escuros e pouco ventilados, como porões ou sótãos das casas, veremos como as baratas, lacraias e ratos fugirão assustados. Como insetos peçonhentos, os esqueletos, parecem ter vida própria, e brotarão acusatórios. Por isto, Jaqueline, uma mística cristã da Idade Média, afirmou: “Confessar é antecipar o juízo”. Um dia, todos nós deveremos comparecer diante do tribunal de Deus, e é importante lançar luz nestes cantos escuros. As Sagradas Escrituras afirmam: “O que endurece o seu coração, cairá no mal, mas o que confessa e deixa, alcança misericórdia” (Pv 28.13).

Os esqueletos financeiros do governo certamente serão bem difíceis de administrar. Mas pior seria se permanecessem escondidos, porque como uma doença silenciosa, continuariam seu devastador processo de destruição. O mesmo acontecerá se insistirmos em manter os esqueletos da alma.


Autor: Samuel vieira. Pastor na Primeira Igreja Presbiteriana de Anápolis

O AMOR FAMILIAR QUE RESISTE AO TEMPO

Os vínculos familiares são muito importantes no desenvolvimento da personalidade do indivíduo. Os membros de uma casa constroem vivências, experiências e interações que jamais poderiam ser reproduzidas com exatidão em outro ambiente. É evidente que a estabilidade ou instabilidade de uma residência irá interferir na vida dos seus integrantes.
A decisão do homem em romper-se com Deus provocou um desajuste pessoal e relacional na primeira família da terra. O trágico assassinato de Abel pelo seu irmão Caim fornece os indícios de como seriam os lares após a queda humana. A partir deste momento, as famílias se tornaram verdadeiros campos de batalhas, marcadas por discórdias, provocações, desrespeitos, agressões e tantos outros males. Poucos ambientes são capazes de gerar feridas mais profundas!
Além destas crises familiares que ocorrem desde sempre, parte da sociedade atual decidiu apostar em caminhos alternativos que dispensam o matrimônio e a criação de filhos. Como consequência, muitos governantes estão desesperados para que os jovens se despertem para a concepção de filhos. Os decréscimos da população em vários países da Europa e também no Japão revelam que o culto ao individualismo começa a apresentar as suas desastrosas consequências. É importante registrar que a Palavra de Deus não condena a decisão de permanecer solteiro, no entanto, esta é a exceção e não a regra.
A Bíblia estabelece de maneira simples, óbvia e direta que a família é a matriz invariável para o bem estar do indivíduo e para a sobrevivência da raça: “Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. E Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a.” Gênesis 1.27,28a.
Tanto a indisposição para casar e ter filhos como os incessantes conflitos das famílias na atualidade são consequências do desamor ou do equivocado conceito de amor que permeia uma sociedade que trata Deus com descaso e, por outro lado, cultua o prazer pessoal.
A Bíblia ensina que Deus é amor (I Jo 4.8) e para que o homem experimente deste verdadeiro amor é necessário um encontro com Cristo, o filho de Deus que veio ao mundo transformar toda a realidade. A sua entrega na cruz para salvar o homem perdido, o seu exemplo de serviço, humildade e compaixão revelam o âmago do amor divino. Cristo é o exemplo e a referência de amor para todos aqueles que desejam edificar as suas casas sobre a rocha.
Esposas, maridos e filhos precisam observar a maneira amorosa com que Cristo tratava as pessoas, precisam orar e clamar ao Espírito Santo para que as relações sejam sedimentadas com o mesmo amor. Este é o caminho para que a alegria e a harmonia se estabeleçam na família cristã que visa a glória de Deus e não a busca pelos seus próprios interesses.


Rev. Alexandre Rodrigues Sena
Pastor na Igreja Presbiteriana da Gávea no Rio de Janeiro


Vencendo a tentação do adultério


1- Cuidado com o excesso de autoconfiança. Nunca diga: "Comigo isso nunca vai acontecer". A autoconfiança foi a causa do fracasso de Pedro diante da tentação de negar a Jesus (Mt 26.33,34). Consciente de que ninguém está livre dessa possibilidade, devemos orar sempre: "Senhor, nunca deixe faltar temor em nosso coração e ensina-nos a viver com sabedoria e prudência".

2- Nunca brinque na "Zona de Perigo". A queda de Sansão é a história de um homem que brincou de flertar com o pecado (Jz 16.1-31). Jesus disse aos seus discípulos: "...a carne é fraca" (Mt 26.41). Todas as pessoas que cederam à tentação e praticaram o adultério cometeram o mesmo erro de Sansão, ou seja, brincaram onde e com quem não deviam brincar. Se a "carne" é fraca, todo cuidado é pouco.

3- Sempre preste conta ao cônjuge. A Bíblia diz: "Confessai as vossas culpas uns aos outros; e orai uns pelos outros, para que sareis. A oração feita por um justo pode muito em seus efeitos" (Tg 5.16). É necessário que o(angel) companheiro(angel) saiba o que está acontecendo na vida do outro. Uma vida não supervisionada não é vivida com responsabilidade. Todos nós precisamos viver conscientes de que temos que responder a alguém sobre os nossos atos.

4- Peça ajuda quando perceber algum sinal de perigo rodeando. O casal precisa construir uma relação com base na verdade (Pv 10.9) para que quando vier a tentação um tenha confiança no outro para abrir o coração, buscando ajuda. Há situações na vida em é impossível vencer sozinho. Quando o cônjuge procura ser um agente de cura para o companheiro, o resultado final é a vitória sobre a tentação de pecar.

5- Cultive o seu casamento como se faz com um jardim. Não se pode negligenciar o casamento e esperar que ele por si só floresça e frutifique. Invista no seu relacionamento conjugal, dê a atenção necessária. Jamais descuide das barreiras de proteção que devem estar em torno do seu casamento. 
Não confie no cônjuge ao ponto de achar que ele(angel) está imune ao pecado do adultério. A sua confiança no cônjuge deve ser inteligente, equilibrada e sensata. Confiar não significa ver o outro como um "anjo incapaz de pecar" só porque ele(angel) é uma pessoa seriamente comprometida com Deus. Por mais que o seu cônjuge seja sério e espiritual, ajude-o(angel) a não pecar.

6- Selecione sua amizades - Já aconselhei casais que caíram em pecado porque não foram criteriosos em relação a quem deveriam receber como "amigos" dentro de casa ou até mesmo porque não foram cuidadosos com quem eles se relacionavam. Quem ama não tem ciúmes doentios, mas sabe cuidar, protegendo muito bem a pessoa amada. A esposa deve ajudar o marido a enxergar o que muitas vezes ele não percebe e que, no futuro, pode se tornar um grande problema. E o marido deve fazer o mesmo.

7- Ao perceber qualquer comportamento estranho do cônjuge, não tenha medo de confrontá-lo. A verdade não tem medo da luz. Pessoas responsáveis respondem perguntas difíceis sobre os seus atos. A confrontação quase sempre provoca tensão, mas é o melhor caminho para livrar o outro de um tropeço moral, que via de regra torna-se fatal no relacionamento. Quantos casamentos teriam sido salvos se o cônjuge tivesse confrontado o outro na busca de livrá-lo do pior!? Infelizmente, na maioria das vezes em que ocorre um adultério, só depois que tudo vem à tona é que o cônjuge diz: "Bem que eu notei, vi, percebi, desconfiei... Mas não tive coragem de perguntar, de ir atrás, de buscar a verdade." Lembre-se: É sempre mais fácil vencer a tentação quando o processo está no início.

8- Cuidado com a internet. De todos os avanços tecnológicos, a internet é uma das mais impressionantes invenções do homem. A internet foi um fator determinante para a globalização, pois tudo passa por essa rede virtual fantástica. Porém, quando esse meio de comunicação é usado para o mal, o prejuízo é tão grande ou maior quanto os benefícios que ela proporciona. O número de crianças, adolescentes, jovens e casais que estão se perdendo a partir do facebook, das salas de bate-papo, dos recados através de msn´s e de outras janelas virtuais é assustador. Quando se trata de internet, é preciso tomar muito cuidado para não usar de forma errada esse instrumento tão poderoso. O melhor lugar para se ter um computador em casa é na sala ou em uma espaço onde o marido supervisiona a esposa e vice-versa. Conheci um homem casado que, não conseguindo vencer a tentação de visitar páginas impróprias na internet, decidiu falar sobre isso com a sua esposa. Os dois acabaram tomando uma atitude radical: sempre que ele precisasse, ela iria acessar a internet junto com ele, pois assim a esposa, que não tinha esse problema, poderia ajudá-lo a vencer a tentação de conviver com aquilo que poderia destruir o casamento deles. A Bíblia diz que é melhor serem dois do que um, e o cordão de três dobras não se quebra com facilidade (Ec 4). Foi por isso que Jesus disse, vigiai e orai...

Autor: Josué Gonçalves

Fonte: http://www.amofamilia.com.br/