quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

Maria Geralda da Silva,

Para Maria Geralda da Silva, 70, técnica em enfermagem, uma das maiores lições em sua trajetória é o que se pode ensinar, às vezes, apenas pelo exemplo. Depois de voltar da viagem do Projeto Bolívia, ela contou, com alegria, que serviu como inspiração para que outras pessoas próximas escolhessem sua profissão. Trabalho que também é serviço, no mais belo sentido da palavra, pois é durante suas atividades que ela tem a oportunidade de acolher, cuidar e aconselhar outras mulheres, como ela lembra das mulheres tão simples atendidas na Bolívia, onde ela teve a oportunidade até mesmo de lavar os seus pés. Tamanha humildade só poderia ter vindo de um coração cheio da presença de Deus e disposto a deixar um legado de temor do Senhor: “Realmente, temos bênçãos para contar. Quem está cheio do Espírito Santo tem bênçãos para contar. Eu não tenho muitos dons de trabalhos manuais, essas coisas, mas o que eu sempre ensino para as mulheres, ensino no meu lar para minha filha, é temer muito a Deus e caminhar na presença do Senhor”, afirma.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

Júlia Rangel

No caso de Júlia Rangel, 21, estudante de psicologia, além da questão da identidade, Deus trabalhou em seu coração a submissão e a paternidade. Criada em um ambiente complicado, seu pai agredia a sua mãe, ela teve, desde a infância, questionamentos sobre como poderia ser submissa em uma situação como essa. “Jesus ministrou muito em mim isso de submissão, que não é você obedecer simplesmente a qualquer tipo de homem ou situação, é você colocar primeiro, antes de tudo, a sua submissão a Deus”, ela expõe.
Segundo a jovem, seu aprendizado envolveu aceitar que ser vulnerável é também ser feminina, primeiramente, porque é preciso ser vulnerável para com Deus. Sua dificuldade até mesmo para chorar na frente de outras pessoas foi transformada na alegria de poder se expressar, com toda sua feminilidade: “Jesus realmente me mostrou que não tem importância você ser você, expressar o que você está sentindo, isso é ser mulher, isso é ser humano, na verdade, você ser vulnerável, você expressar a sua feminilidade e a sua doçura independentemente do que você sofreu, dos traumas que você sofreu, Jesus é muito maior do que todos esses traumas, e Jesus é aquele que restaura a nossa feminilidade, que restaura a nossa personalidade nele”, exclama.
Fonte: www.oitavaigreja.com.br

terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

Geruza Moura

A história de Geruza Moura, 37, professora, também envolve aceitação e autoimagem, mas desta vez, a sua vitória foi contra o preconceito. Ela conta que desde a infância, passando pela adolescência, enfrentou lutas na questão racial: “A sociedade nos anula querendo que a gente seja aquilo que a gente nao é, então eu tive muita crise por causa do cabelo, com o jeito de ser…”, relembra. Foi na universidade que ela pôde confrontar o racismo e mostrar ao mundo o seu valor, quando baseou sua monografia no tema da representatividade afro-brasileira nos livros didáticos. Sua pesquisa foi para fora do país e isso a fortaleceu ainda mais.


Ela comenta que, ao dar aulas, começou a ir com o cabelo natural, deixando de alisá-lo e isso fez com que várias de suas alunas a tivesse como um bom exemplo, pois enxergavam nela a representatividade que não tinham. Algum tempo depois, Geruza também entrou para o ramo da barbearia, valorizando os cachos, o black e devolvendo a identidade a tantas pessoas “escondidas” por trás de um cabelo com química. “É algo que me fortificou como pessoa, de me aceitar, de me amar, de gostar de mim do jeito que eu sou. Tantos diferentes também, às vezes, não se aceitam, queriam ser o outro, mas é uma mistura, Deus fez essa mistura é para compor um quadro. A beleza brasileira é maravilhosa e nós temos que nos enquadrar dentro disso porque foi Deus quem nos fez assim, e o amor próprio vai transmitir isso pro próximo”, enaltece.
fonte: www.oitavaigreja.com.br

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

Evelyn Braga

Outra personagem feminina da Oitava é a adolescente Evelyn Braga, 17, estudante do terceiro ano do ensino médio. Sua história demonstra o amor de Deus e o cuidado do Pai em ensinar e orientar os caminhos de seus filhos. Nascida em berço evangélico, a jovem cresceu dentro do ambiente da igreja, recebendo as instruções da Palavra. “Eu sabia o que era certo e errado, mas eu só sabia, eu não tinha experimentado, sentido na pele de fato o que é o certo e o errado”, ela relata. Diante da mudança de escola e vivendo uma fase de transformações, Evelyn se viu em meio a pessoas diferentes dela, causando grandes questionamentos: “As meninas estavam desenvolvendo, já estavam entrando naquele ciclo mais complicado, tendo corpo mais desenvolvido, e eu demorei muito para desenvolver. Elas já estavam entrando naquela fase de olhar os meninos, os meninos olharem elas, e eu não”, conta.
A adolescente se sentiu excluída, se perguntava por que também não era como elas e se sentia incomodada, perguntando a Deus o porquê de tudo aquilo. “Eu tive que lidar com essa coisa de rejeição e de crise de identidade, de ficar assim: ‘quem sou eu, Deus? Por que eu sou desse jeito?’. E eu questionava muito a ele, não que Deus tivesse feito alguma coisa errada, mas o que eu fiz de errado para eu ser daquele jeito”. Em um dia de grande angústia, também passando por situações difíceis em casa, questionando o propósito de tudo, ela, em seu desespero, sentiu que Jesus estava respondendo suas orações: “Dizer que eu senti um quentinho no coração é muito simples, mas foi muito isso. Eu senti meu coração acelerar e, do nada, ele ficar em paz. Celebrando o mês da mulher, ouvimos as histórias de cinco membros da Oitava Igreja com grandes testemunhos da graça soberana de Deus. histórias marcantes Oitava Revista | 01 de março de 2020 11 Eu senti Deus falando comigo: ‘eu te criei, eu quem te fiz, eu sonhei com você, eu planejei, eu te desenhei, eu te dei forma. Por que a opinião dessas outras pessoas, esses comentários são mais importantes que os meus?”, explica.
O período também foi marcado pelo acompanhamento de sua avó no hospital, a oração por cura e a sua perda, em um momento de tranquilidade, após um ano de internações. Evelyn conta que o tempo de aprendizado a ajudou em sua caminhada cristã, firmando seus passos no Caminho e a ensinando sobre soberania e perdão.

Fonte: www.oitavaigreja.com.br

domingo, 2 de fevereiro de 2020

Cilícia Abjaud

Cilícia Abjaud, 68, é terapeuta ortomolecular. Ela relatou uma parte de seu testemunho mais recente, sobre a cura e a transformação de sua vida e sua saúde, por meio da bondade do Senhor. Aos 57 anos, foi diagnosticada com lúpus eritematoso sistêmico, após uma crise aguda, que foi precedida de um grande abalo emocional. Passou 17 dias internada, recebeu alta, deu início ao tratamento com quimioterapia e viveu meses de dor e angústia, também com outros problemas de saúde decorrentes do tratamento. “Eu não fiquei triste nem um dia, chorei muito, mas eu não fiquei triste”, ela conta, refletindo a sua fé em Deus. Sem saber, os médicos haviam dado a ela dois meses de vida. Sua dor era tão grande que ela chegou a pedir que o Senhor a levasse, mas a resposta que recebeu foi clara: perseverança.
Ela ia se fortalecendo a cada dia, mesmo com os inúmeros problemas de saúde que enfrentou ainda durante o tratamento. Para completar, sua situação em casa não era fácil. A grande tristeza que precedeu a crise foi o abandono do marido, que desistiu do relacionamento por não querer cuidar dela. Passou por todo o tratamento em um período de divórcio, perdeu o plano de saúde para fazer a quimio e a sua independência financeira. “Eu fiquei sem nada. Eu que tinha clínica grande, que sempre fui financeiramente estável, sempre pude doar, sou apaixonada com dar presentes. Nem por um momento eu achei que era injustiça, covardia, mas não era o momento de fazer isso, só que aconteceu”, relata com gratidão.
A terapeuta conta que anos depois pôde se casar de novo e reconstruir sua vida: “Foi uma das grandes e excelentes coisas que Deus fez comigo”, afirma. Com uma fé inabalável, ela testemunha o poder de Deus para restauração e a sua gratidão pela cura e renovo de sua saúde: “Quando Deus restaura, ele restaura por completo, ele devolve a força, o ânimo, ele nunca tira a sua alegria, ele te mantém bonita porque ele sabe que faz parte do nosso universo feminino”, finaliza.

Fonte: www.oitavaigreja.com.br

segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

Deus desceu até nós, isso é Natal!


O Natal fala desse glorioso mistério que a mente mais brilhante não pode alcançar: Deus se fez homem, o Rei dos reis se fez servo.
O nascimento de Jesus foi o acontecimento mais extraordinário da história. Foi planejado na eternidade e anunciado na história. A própria história da humanidade foi uma preparação para esse dia glorioso. A vinda de Jesus ao mundo foi proclamada a nossos pais no Éden. Os patriarcas falaram desse dia. Os profetas descreveram esse dia. O tabernáculo e o templo de Jerusalém apontavam para esse dia. Os sacrifícios e as festas judaicas eram sombras daquele que nasceria nesse dia. Jesus nasceu na plenitude dos tempos. Deus preparou o mundo para a chegada de seu Filho. Através dos gregos, Deus deu ao mundo uma língua universal. Através dos romanos, Deus deu ao mundo uma lei universal. Através dos judeus, Deus deu ao mundo uma revelação sobrenatural. Quando tudo estava pronto, Deus desceu!

O Natal fala da encarnação do Verbo eterno, pessoal e divino. O Natal anuncia que o criador do universo entrou na história e vestiu pele humana. O Natal fala desse glorioso mistério que a mente mais brilhante não pode alcançar: Deus se fez homem, o Rei dos reis se fez servo. O eterno entrou no tempo. O infinito nasceu de uma virgem. Aquele que nem o céu dos céus pode contê-lo foi enfaixado em panos e deitado numa manjedoura.

O Natal traz à lume esse mistério dos mistérios. Jesus sendo Deus esvaziou-se e tornou-se homem sem deixar de ser Deus. Mesmo assumindo um corpo humano, nele residiu toda a plenitude da divindade. Ele veio para nos revelar Deus. Ele é a exata expressão do ser de Deus. Nele está todo o resplendor da glória divina. O Verbo habitou entre nós cheio de graça e de verdade. Quem vê a Jesus vê o próprio Deus, pois ele e o Pai são um.

O Natal é a sublime mensagem de que Deus enviou seu Filho Unigênito e o Filho voluntariamente veio, no poder do Espírito Santo, para dar sua vida em resgate do seu povo. Jesus nasceu não num palácio, cercado de glória e poder, mas numa estrebaria humilde, pois entrou no mundo como o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Veio para estabelecer seu reino de graça em nossos corações e preparar-nos para o seu reino de glória. Veio não para brandir a espada da condenação, mas oferecer-nos o presente da salvação.

Quando Deus desceu até nós, os anjos celebraram no céu e os homens se alegraram na terra. Houve glória a Deus no céu e paz na terra entre os homens. O Natal precisa ser celebrado, pois é uma boa notícia de grande alegria! O Salvador do mundo, o Messias esperado e o Senhor dos senhores veio até nós, como nosso Redentor. Ele é a porta do céu. Ele é o novo e vivo caminho para Deus. Ele o único Mediador entre Deus e os homens. Só em seu nome há salvação. Por meio dele temos livre acesso à graça e exultamos na esperança da glória.

É tempo de recristianizarmos o Natal e devolvê-lo a seu verdadeiro dono. É tempo de celebrarmos Cristo e não a nós mesmos. É tempo de nos prostrarmos diante dele para adorá-lo, como o fizeram os magos do Oriente e não fazermos festa para nós mesmos. É tempo de nos alegrarmos com grande e intenso júbilo, porque Deus nos amou de tal maneira que nos deu seu próprio Filho Unigênito, para que nele pudéssemos ter a vida eterna. Eis o conteúdo do Natal! Eis o propósito do Natal! Eis a glória do Natal! Deus desceu até nós para nos tirar do império das trevas e da escravidão do pecado. Deus desceu até nós para nos adotar como seus filhos. Deus desceu até nós para nos dar vida e vida em abundância!

Autor: Hernandes Dias Lopes, pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil na 1ª IPB de Vitória e pastor colaborador da IPB de Pinheiros em São Paulo. diretor executivo da Luz para o Caminho, conferencista, apresentador do programa Verdade e Vida e escritor, com mais de 144 livros publicados.


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Um Pouco Mais de Alma



A música Paciência, do cantor e compositor Lenine, possui um refrão que diz: “Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma. Até quando o corpo pede um pouco mais de alma. A vida não para.” É... nosso corpo precisa de um pouco mais de alma.

O corpo humano é uma máquina perfeita. Já imaginaram quanto tempo essa máquina magnífica trabalha, com todas as juntas devidamente adequadas, todos os sistemas interligados e em harmonia para que funcionem perfeitamente?

Minha máquina já está com 60 anos. E, pelo que sei, a não ser que esteja enganado, ainda não sofreu obsolescência industrial. Certamente precisa de um pouco mais de cuidado e atenção. Determinados componentes mostram que sofreram desgaste com o passar dos anos e a manutenção tem de ser mais cuidadosa. Não dá para abusar, mas não é mesmo incrível pensar em uma máquina tão perfeita?

Alguém declarou que existem pelo menos oito provas de que o corpo humano é fantástico.

 - O ser humano é o melhor corredor de longa distância;
2 - O fígado humano pode se regenerar como a cauda de um lagarto;
3 - A força da mordida de um homem é 50% mais forte que a de um gorila;
4 - Um computador poderoso precisa de 40 minutos para simular um segundo da atividade do cérebro humano;
5 - O cérebro humano tem tantas células nervosas quanto a quantidade de estrelas da Via Láctea;
6 - O volume da memória humana corresponde a mais de 30.000 iPhones;
7 - Os músculos humanos são muito mais fortes do que pensamos. Em situações normais não parecem tão potentes, mas em situações de risco e perigo a força humana tem dimensão de superpoder;
 8 - O ser humano emana luz. Pesquisadores japoneses com câmeras supersensíveis captaram a luz que os seres humanos emitem.

Apesar de toda essa energia corporal, o homem precisa de um pouco mais de alma, de vida e de significado. Certa vez Santo Agostinho comentou que “a mente controla o corpo, mas a mente não controla a mente.” Ou seja, o grande é permitir que este corpo seja adentrado por algo muito maior que ele mesmo. O corpo precisa de alma.

O corpo humano, alma, é apenas uma máquina. A matéria pode ser facilmente descartada, ser transformada em pó e perder sua relevância, mas o corpo precisa ser revestido de algo imaterial. A serenidade, a paz e a calma trazem de volta a harmonia de que o corpo tanto precisa.

Hoje temos muitos fisiculturistas, atletas e modelos que se tornaram robóticos. Esqueceram a alma em algum lugar. Temos empresários e empregados que impuseram ao corpo um grau de stress tão elevado que é capaz de subtrair desse próprio corpo a capacidade de sobrevivência. Sem revisão, manutenção e harmonia, a bela máquina humana estoura. A máquina precisa de alma. O corpo pede um pouco mais de alma.

Autor: Samuel Vieira, pastor na Primeira Igreja Presbiteriana de Anapólis

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SITUAÇÕES DIFÍCEIS


"Vai tudo bem?”. “Tudo bem!”. Frases que fazem parte do nosso dia a dia e podem significar muitas coisas. Qualquer que seja o significado da resposta, Deus tem interesse nos detalhes da nossa vida.
As situações difíceis atingem a todos nós. O mesmo fato pode gerar reações diferentes: a greve para a professora pública é a esperança de uma melhoria no salário de miséria e fome. Para os pais, o medo de que as crianças percam o ano.
As situações difíceis são imprevisíveis e podem atingir qualquer área da vida. O desemprego; o resultado de um exame; o pecado; amigos já não conversam mais; o namorado tão carinhoso transformou-se num marido indiferente; a tristeza de mudar os filhos de colégio pela falta de recursos; a mudança de cidade; a palavra dura do cônjuge; a pressão para casar ou ter sexo pré-matrimonial; um homem tão cansado que já não tem energia para a mulher ou filhos.
As situações difíceis podem abalar o sistema nervoso e emocional. Reações de ira; amargura; depressão; insônia; manchas vermelhas na pele; dores que apertam o peito; pensamentos de vingança, muitas vezes de suicídio; fraqueza no corpo; vontade de sumir; sentimentos de culpa; uma introspecção doentia buscando “onde falhei, meu Deus?”, “qual é a causa do problema?”; uma sensação de não pertencer; um sentimento de que foi vítima de exploração; uma dúvida lá no fundo da mente: “e Deus, onde está?”; além da própria dor emocional, o diabo aproveita para oprimir.
Nas situações difíceis devemos buscar o auxílio de alguém. A Sunamita, quando viu o filho morto, procurou o profeta Eliseu. A mulher cananéia, vendo a filha endemoniada, perseverantemente procurou Jesus. Neemias reuniu os magistrados, os sacerdotes e os nobres de Israel. Quando Dorcas morreu, os discípulos foram de Jope a Lida buscar o apóstolo Pedro. Procure alguém no meio do seu drama tão difícil. Fale de suas dores, compartilhe suas tristezas e decepções. Só de abrir seu coração o fardo ficará mais leve. Peça a Deus direção e fale com alguém.
As situações difíceis, frequentemente, são grandes oportunidades para a poderosa intervenção de Deus. A Sunamita viu seu filho ressuscitado. Jó experimentou o dobro da bênção de Deus. Os que foram jogados na fornalha de fogo viram o poder de Deus sete vezes atuando mais forte. A igreja viu Deus mandar o anjo e abrir automaticamente o portão de ferro e libertar Pedro. Mesmo os maiores escândalos que o inimigo promove entre o povo de Deus, o Senhor pode transformar em sementes de avivamento. Nas situações difíceis, espere e creia na intervenção poderosa de Deus. Ore por isso, espere com paciência. A paciência é uma arma para conquistar qualquer vitória. “Vai tudo bem?”. “Sim. Eu sei que o Senhor está no controle de tudo, por isso, vai tudo bem”.
 Pr. Jeremias Pereira • Pastor Titular na Oitava Igreja Presbiteriana de Belo Horizonte
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Cansados, de quê?


Estudos apontam um exacerbado cansaço na geração moderna. Além do estresse estar cada vez mais presente na vida das pessoas, ele também está chegando cada vez mais cedo. Dados da pesquisa IBOPE Inteligência apontam que 98% dos brasileiros dizem ter algum nível de cansaço físico ou mental. Os jovens entre 20 e 29 anos são os mais cansados e 99% afirmam estar exaustos.

São muitas pessoas com esgotamento, com Síndrome de Burnout, cansados de estarem cansados. Há uma exaustão social que atinge o corpo, a mente e as emoções no contexto onde se dá a robotização da vida. O filósofo coreano Byung-Chul Han disse bem: estamos na “era do cansaço.” 


O cansaço altera o equilíbrio do corpo, a produtividade no trabalho e o modo como vemos as coisas. Muitas crises nos relacionamentos conjugais são provocadas pelo excesso de atividades e exigências. Muitos se cansam por causa das tensões no trabalho, das lutas familiares e, claro, em razão dos relacionamentos desgastados no casamento. 


Outros se sentem consumidos por não alcançarem as metas almejadas, por não conseguirem emagrecer ou por não serem aprovados em algum concurso desejado, mesmo após tanto esforço. E assim o tédio e a desesperança chegam a cada um de nós, cobrando o preço, taxando-nos severamente.


O cansaço leva à depressão, ao desejo de fuga e de morte, a escolhas erradas e ao cinismo. O abuso e a onipresença do virtual cansam, não dão férias. A dependência digital tem se tornado uma fonte de grande estresse. No entanto, várias atividades podem ajudar nosso corpo a encontrar sua homeostase. 
Lamentavelmente, temos deixado de praticar o que pode ajudar a trazer descanso e serenidade ao organismo.

Certa vez o poeta cristão 
W. H. Auden afirmou: “estamos perdendo duas das nossas mais preciosas qualidades: a habilidade de rir de todo o coração e a habilidade de orar.” Para alguns, noites de sono mais longas e boas férias já seriam suficientes para trazer de volta ao corpo o equilíbrio necessário.

E você, está cansado de quê?


Precisamos reconhecer nossas limitações. Não podemos fazer tudo. O slogan da SporTV “somos todos campeões” é falso, já que nem todos podem estar no topo. Desenvolver a arte do contentamento pode ser libertador. 


É dos beneditinos a afirmação “ora et labora”, que quer dizer: ora e trabalha. Ora, o resultado do vício em trabalho é o esgotamento físico e mental.


Jesus viu a multidão exausta, como ovelha sem pastor e então convidou: “Vinde a mim, todos vós que estais cansados e sobrecarregados”.  Sim, a oração, o culto, a espiritualidade, a graça de Deus são profundamente restauradores. Talvez seja esta a sua condição. Venha para Jesus!

Autor: Samuel Vieira, pastor na Primeira Igreja Presbiteriana de Anápolis. Autor dos livros: O Império Gnóstico contra-ataca, Tudo sob Controle, Teologia do Afeto, Deus no Banco dos Réus, etc.


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Aborto, o Mal Sem Igual


A paternidade me deixou muito mais sensível para algumas coisas. É como se, na palheta de cores da vida, novos tons fossem notados. Se você é pai ou mãe sabe bem do que estou falando. Lembro-me como se fosse hoje da primeira vez que ouvi as batidas do coração do meu filho: foi impossível conter as lágrimas. Após cada consulta médica, a sensação era de ter recebido um prêmio riquíssimo. Durante nove meses, eu e minha esposa tivemos de conter a ansiedade, até que o grande dia chegou. O relógio marcava 7h52, hora exata em que ele veio ao mundo, pesando cerca de 3,5 quilos e medindo quase 50 centímetros. Que alegria! Pude, enfim, ouvir seu choro. Quando o peguei no colo pela primeira vez, disse baixinho em seu ouvido: “O papai vai cuidar de você, filho”. 
Infelizmente, nem todos os bebês desfrutam do mesmo amor e cuidado. Muitos são assassinados estando ainda no ventre de suas mães. O aborto, sem sombra de dúvida, é um dos atos mais abomináveis cometidos pelo homem. Especialistas buscam amenizar a brutalidade dessa prática referindo-se ao aborto não como algo realizado contra uma pessoa. Alguns defendem que até a 12ª semana de gestação o embrião é apenas um emaranhado de células em formação e que, portanto, não se trata de um ser pessoal. Tudo isso são maneiras de fazer com que algo bárbaro, como é o aborto, ganhe contornos mais amenos perante a sociedade.
O que causa mais espanto, porém, é saber que existem grupos “ditos evangélicos” que apoiam a descriminalização do aborto. Recentemente, li uma matéria em que um dos integrantes desses grupos dizia: “Não somos a favor do aborto, mas da descriminalização de quem o pratica”.
Essa frase não partiu de ateus, mas de alguém que, supostamente, apresenta-se como sendo da “família da fé”. Notem: essa pessoa não se diz a favor do aborto, mas reivindica que sua prática não seja considerada crime. Em resumo, o próprio filho, ainda no ventre materno, é assassinado e, isso, segundo ela, não dever ser visto como crime perante a lei. Que grande incoerência!
Se, por exemplo, alguém diz não ser a favor do estupro, mas defende que o estuprador é inocente, não estaria, com isso, viabilizando a violência sexual contra a mulher por meio da impunidade contra tal crime? É óbvio que sim! Da mesma forma, quem defende a descriminalização do aborto, consequentemente, é “pró-aborto”. Por isso, a retórica falaciosa comum entre os chamados “cristãos progressistas” não deve confundir o povo santo de Deus.
O aborto é um assassinato, mesmo quando regulamentado pelo Estado. A interrupção da gravidez — como alguns se referem ao aborto — nada mais é do que o assassinato cruel de pessoas indefesas. É evidente que há situações ligadas a esse tema que são complexas e que causam grande sofrimento a todos os envolvidos. No entanto, estou certo de que o aborto não é a solução.
Bíblia nos ensina que homem e mulher foram feitos à imagem e semelhança de Deus (Gn 1.26), de modo que a vida humana é extremamente valiosa. Afinal, todas as pessoas, sejam fetos em desenvolvimento ou adultos, refletem a imagem do grande Criador do universo. Isso, por si só, deveria ser suficiente para convencer qualquer cristão verdadeiro de que a prática do aborto é uma abominação aos olhos de Deus.
Em Êxodo 21.22-25, o bebê no ventre de sua mãe é tratado como uma pessoa. Isso tanto é verdade que, nesse texto, aprendemos que, caso a mãe ou o bebê, ainda que acidentalmente, sofressem algum mal causado por determinado agressor, a mesma punição deveria ser aplicada àquele que causou o dano (v.23), apontando que tanto o bebê, que ainda está no ventre materno, como a mãe possuem o mesmo valor perante Deus.
No Salmo 139, Deus é apresentado como o doador da vida. Nesse texto, aprendemos que o Senhor cuida de cada etapa do desenvolvimento de um bebê e que seu pequeno corpo é minuciosamente desenvolvido por ele (v.13). Mesmo quando sua condição é a de um pequeno embrião, Deus está com ele, demonstrando todo cuidado (v.16). Diante dessa maravilhosa realidade, não resta mais nada ao salmista senão ficar maravilhado com a soberania e o poder de Deus (v.17-18). É possível ver, claramente, o enorme cuidado que o Senhor tem para com o embrião desde sua concepção, de maneira que tentar contra sua vida ofende imensamente o próprio Deus.
Que nosso Senhor nos dê intrepidez frente a questões tão importantes como essa!
Robson Maciel Alves

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sexta-feira, 15 de novembro de 2019

Revista Primícias - Boa teologia para alicerçar sua fé em Deus









Justiça para quem?


O Brasil reafirma a sua imagem de país da impunidade
E Alexandre Nardoni voltou à regalia do regime semiaberto. Uma beleza este nosso país. Aqui, mesmo os crimes hediondos, inclusive contra crianças, passam longe da punição rigorosa. O sujeito foi condenado a 30 anos de prisão pelo assassinato da própria filha, Isabella, de 5 anos, mas conseguiu a progressão de regime por ter cumprido o tempo mínimo de detenção (um escárnio) e porque ...se comportou bem na cadeia! É isso: a despeito do crime covarde e cruel, contra uma criança, Nardoni é um bom moço. Ignore-se, portanto, a vítima e contemple-se o condenado com as benesses da nossa legislação “penal”.

Em agosto, elogiei neste espaço a determinação do Tribunal de Justiça de São Paulo de que Nardoni voltasse ao regime fechado, do qual havia saído quatro meses antes. Na ocasião, um dos juízes justificou a decisão: “A indiferença e a frieza causam assombro. Não há traço mínimo de arrependimento ou remorso pela morte da filha, de sorte que não apresenta prognose (prognóstico) positiva para o benefício obtido”. Uma perfeita síntese, diga-se. Mas o Superior Tribunal de Justiça não viu da mesma forma e restabeleceu o regime semiaberto para ele, com direito às saídas temporárias da prisão.

Fecha-se, assim, mais um capítulo de injustiça contra Isabella. A madrasta dela, Anna Carolina Jatobá — condenada a 26 anos e oito meses de prisão pelo mesmo crime —, está no semiaberto desde 2017, com direito às saídas temporárias, inclusive no Dia das Crianças! Duro de aceitar, não?
Abordo o caso Nardoni por ser emblemático, mas há um sem-número de criminosos no Brasil desfrutando da nossa legislação pró-réu. Para os cidadãos, fica o sentimento de revolta, inconformismo, impotência.

Urge uma reformulação na legislação “penal” para pôr fim a tantas regalias a bandidos. São infinidades de recursos — a ponto de crimes prescreverem —; decisões jurídicas com dois pesos e duas medidas, a depender do cacife do réu; benefícios em série que impedem o cumprimento total das penas. A própria Justiça deveria fazer uma profunda autocrítica. Mas tanto Legislativo quanto Judiciário, poderes instituídos para servirem ao povo, fazem ouvidos moucos a essas urgentes demandas. Está aí a decisão desta semana do Supremo Tribunal Federal que não me deixa mentir. O Brasil reafirma a sua imagem de país da impunidade.

Cida Barbosa


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Esgotamento psicológico: Nem sempre é fraqueza, às vezes é por ter sido forte demais


 Às vezes desabamos mentalmente, não porque somos fracos, mas por termos sido fortes durante muito tempo. Sofremos demais, durante demasiado tempo. Assumimos muitas responsabilidades. Vencendo uma guerra após outra, e só o fato de sermos pessoas fortes parece que nos impõe a obrigação de jamais termos o direito de fraquejar um instante sequer.

Mas é muito compreensivo e normal, às vezes, sofrermos uma profunda exaustão psicológica.

O cansaço psicológico geralmente é um processo lento, ele se acumula gota a gota sem perceber. A gota d’água que transborda o copo pode ser qualquer coisa que nos coloca cara a cara com a impossibilidade de resolver determinados assuntos que vão se acumulando. Então nós caímos, física e mentalmente.

O que é o esgotamento psicológico e quais são suas causas?

O esgotamento psicológico é um estado de extrema exaustão mental e emocional, que muitas vezes é acompanhado por um sentimento de falta de força física. Esse estado de desgaste extremo é causado por um excesso de recursos emocionais e / ou cognitivos. Em outras palavras: nós não damos mais de nós. Muitas vezes, é experimentado como uma espécie de inércia física e mental, um sentimento de “peso” que envolve o dia a dia, como se estivéssemos ligados no piloto automático.

As causas do esgotamento psicológico são variadas, embora em muitos casos haja uma constante: dar muito e receber pouco, por exemplo. A exaustão psicológica aparece como resultado de uma entrega constante e até mesmo excessiva, seja no trabalho, para outros, para um projeto que nos excita, mas também nos consome; aos problemas cotidianos, às tarefas do dia a dia.

Fadiga mental: sintomas premonitórios de exaustão

  1. Perda de energia. O sentimento de exaustão psicológica geralmente se reflete primeiro fisicamente, então é normal que você se sinta sem energia. Só o ato de abrir os olhos pela manhã, faz você achar que não poderá enfrentar o dia.
  2. Irritabilidade. Um dos sintomas mais evidentes de exaustão psicológica é nervosismo, irritabilidade e hipersensibilidade porque você perde o autocontrole com mais facilidade do que o normal. Ao mesmo tempo, você começa a interpretar os estímulos como se fossem ameaças, o que leva você a reagir, colocando-se na defensiva.
  3. Insônia. Muitas vezes, por trás do esgotamento psicológico, estão ocultos problemas não resolvidos, que se aproximam em sua mente, de modo que não permitem que você durma bem e você se vê acordado por várias horas durante à noite.
  4. Incapacidade de desfrutar de pequenos prazeres da vida. As coisas que você já desfrutou já não o encorajam mais. É como se o mundo subitamente tivesse perdido suas cores. Em alguns casos, você pode sentir como se você flutuasse em uma espécie de limbo que o distancia da realidade.
  5. Perda de motivação. Quando você está extremamente exausto, você simplesmente não encontra a motivação para se envolver em novos projetos ou fazer as coisas com as quais você se apaixonava antes. Qualquer tarefa parece titânica e você desenvolve uma profunda apatia em relação ao mundo. E a todo momento aparecem sentimentos de desencanto, decepção e desespero.
  6. Falhas na memória. A atenção é um dos primeiros processos psicológicos que são afetados quando você está exausto, o que também leva a lapsos frequentes. É provável que você esqueça as mensagens, que você não lembre de onde você deixou as chaves ou mesmo que tenha dificuldade em lembrar o que você comeu no dia anterior. Isso ocorre porque sua mente está muito saturada para continuar processando e armazenando informações no nível consciente.
  7. Pensamento lento. O esgotamento psicológico também afeta processos cognitivos, então você pode perceber que você pensa mais devagar ou que tem dificuldade em pensar. O que você costumava fazer rapidamente, custa-lhe muito mais e às vezes você até achou difícil dar um sentido lógico às ideias em sua mente ou acompanhar um longo discurso.

Quem é mais vulnerável ao esgotamento psicológico?

Todos podemos nos esgotar psicologicamente, especialmente quando passamos por situações particularmente estressantes na vida, mas existem algumas características de personalidade que podem nos tornar mais vulneráveis ​​a essa exaustão mental.
– Perfeccionismo. Os perfeccionistas, que exigem muito de si mesmos, acabam adicionando um peso extra nos ombros que, a longo prazo, representa mais estresse.
– Dificuldade para delegar. As pessoas que querem assumir todas as tarefas, porque acreditam que os outros não sabem como fazê-las ou não estão à altura, são mais propensas a sofrer o esgotamento psicológico devido a um excesso de responsabilidades.
– Sensibilidade extrema. As pessoas que são muito empáticas e hipersensíveis são mais propensas a sofrer um estado de exaustão emocional porque muitas vezes assumem os problemas dos outros como seus próprios, sem poder estabelecer uma distância psicológica de proteção.
– Incapacidade de relaxar. Algumas pessoas, devido às características do sistema nervoso, acham mais difícil relaxar e se desconectar do que outros. É como se o seu cérebro tivesse funcionado a mil revoluções por minuto constantemente. No entanto, no longo prazo, isso acaba fazendo exame de seu pedágio.
Remédios para a fadiga mental: as 5 regras a seguir

Todos devem encontrar seu próprio remédio para a fadiga mental, o que significa que você deve detectar o que está consumindo sua energia e enfrentar esse problema, talvez numa perspectiva diferente. Lembre-se de que, às vezes, uma mudança de perspectiva é suficiente para mudar tudo, sem que nada mude.
No entanto, aqui estão 5 regras gerais que você deve seguir para lidar com o esgotamento psicológico:

1.Descanse. Para ser eficaz e produtivo, você precisa descansar. Na vida, é essencial encontrar um equilíbrio entre trabalho e obrigações e tempo livre e descanso. Certifique-se de encontrar o tempo para relaxar, de modo que se torne um hábito diário – dos 15 minutos após às refeições – e assim, você pode evitar o esgotamento físico e psicológico.

2.Priorizar. O dia tem 24 horas, embora você queira não pode estendê-lo. Portanto, você deve aprender a priorizar as coisas que parecem ser urgentes, mas também aquelas com as quais você é mais apaixonado. Porque se você preencher o seu dia com tarefas que geram estresse, isso causará fadiga mental profunda, então você deve se permitir um equilíbrio dentre suas prioridades.

3.Demanda menos. Seja um pouco mais realista, você não é um super-homem ou uma super-mulher. Às vezes, nada acontece se cometer erros, se as coisas não forem perfeitas ou se as adiar. Não adiciona pressão desnecessária à sua vida, você não é uma panela.

4.Seja compassivo consigo mesmo. Trata de se relacionar com você, assumindo uma atitude mais positiva e compassiva. Consiste em modular o discurso que você mantém com você, dando-lhe confiança e tranquilidade, em vez de recriminar e criticar a si mesmo com dureza. Um discurso que acrescenta mais estresse e desconforto se tornará o combustível que alimenta o esgotamento psicológico.

5.Reencontre-se. O esgotamento psicológico geralmente cria em torno de nós uma camada composta de preocupações, pressões, deveres, angústia e auto-demandas que, a longo prazo, nos faz esquecer de nós mesmos. Portanto, é importante que você encontre um espaço para estar sozinho com você, alguns momentos do dia em que você simplesmente respire com facilidade e conecte-se com suas necessidades, sonhos e desejos.


Fonte. https://jafoste.net/esgotamento-psicologico-nem-sempre-e-fraqueza-as-vezes-e-por-ter-sido-forte-demais/

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