quinta-feira, 26 de abril de 2018
segunda-feira, 23 de abril de 2018
CULTIVE A HUMILDADE E NÃO SEJA UM GABOLA
“Como nuvens e ventos que não trazem chuva, assim é
o homem que se gaba de dádivas que não fez”(Pv 25.14).
A gabolice é uma atitude mesquinha e reprovável. O
gabola é aquele indivíduo que tem necessidade de contar vantagem sobre si
mesmo. Está sempre enaltecendo suas próprias virtudes. Sempre contando suas
façanhas com o propósito de receber o aplauso dos homens. Sempre estadeando
suas dádivas generosas. Sempre exagerando em suas palavras, colocando-se num
lugar de honra que jamais mereceu. A gabolice, também, pode ser notada, quando
o indivíduo disfarça o seu complexo de inferioridade usando a máscara do complexo
de superioridade. Quem constantemente precisa se autoafirmar, contando
histórias onde ele sempre é o herói ou tem necessidade de contar seus feitos,
suas obras, seu desempenho e sua desenvoltura com o propósito de afagar seu
próprio ego, demonstra ser uma pessoa imatura.
O texto em epígrafe revela que o homem que se gaba
de dádivas que não fez é uma farsa, um embuste, uma nuvem falaz. Troveja e
relampeja suas obras caridosas sem as ter praticado. Suas palavras parecem
nuvens carregadas de chuvas benfazejas. Mas, todas esses relatórios de
benemerências não passam de mentiras deslavadas. Sua verborragia benevolente
são nuvens passageiras que vêm e vão sem deixar cair sequer uma gota de
misericórdia sobre os necessitados. O gabola é um mentiroso. Suas palavras não
merecem confiança. É pródigo de bondade apenas nos lábios, porém, suas mãos
nunca se estendem para socorrer o aflito. Sua bondade é uma miragem. Seus
feitos de misericórdia são uma ficção. Suas promessas são uma frustração. O
gabola é como nuvem passageira e como vento uivante que não produz chuva por
anda passa.
Jesus nos ensinou a sermos misericordiosos, mas com
discrição, sem fazer propaganda de nossas obras. Dar esmola e depois tocar
trombeta, jejuar e depois fazer propaganda de sua espiritualidade é uma atitude
mesquinha. Orar de pé com o fim de ser visto pelos homens e depois estadear
diante de Deus suas virtudes espirituais não passa de indisfarçável hipocrisia.
Há um adágio popular que diz que “lata vazia é que faz barulho”. Quem é, não precisa
fazer propaganda de si mesmo. O autoelogio é uma atitude imprópria para um
cristão maduro. Bater palmas para si mesmo e colocar-se acima dos outros é uma
evidência eloquente de consumada imaturidade.
A palavra de Deus é enfática em dizer que Deus dá
graça aos humildes, mas resiste aos soberbos. A bem-aventurança não está na
arrogância espiritual, mas na singeleza de coração. Jesus ensinou:
“Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus”. Os
humildes de espírito são aqueles que têm plena consciência de sua pobreza.
Sabem que nada têm para reivindicar qualquer direito diante de Deus. Chegam à
presença de Deus conscientes de sua total falência e carentes da graça. Esses
são felizes e a esses pertence o reino dos céus. Porém, os arrogantes, cheios
de si, que ostentam suas pretensas virtudes, são despedidos vazios e não são
justificados diante de Deus.
Oh, que Deus nos livre da soberba! Oh, que nosso
coração fuja da sedução enganadora da gabolice! Oh, que o nosso coração se
humilhe sob a onipotente mão de Deus e que não sejam nossos próprios lábios que
nos louvem! É tempo de sermos maduros na fé e chorarmos pelos nossos pecados em
vez de alardearmos nossas virtudes!
Autor: Hernandes Dias Lopes – Pastor e
Conferencista da Igreja Presbiteriana do Brasil. Autor de mais de 100 livros
Fonte: http://hernandesdiaslopes.com.br
Doenças do Brasil
Arnaldo
Jabor, comentarista da CBN, é conhecido por seu sarcasmo e sua refinada ironia.
Recentemente falou sobre algumas doenças que os brasileiros sofrem:
A primeira
é a da apatia, do grupo resignado e que diz “não dá para fazer nada”;
A segunda,
do cinismo, que olha para a situação toda de descalabro e descaso e diz “tem
mais é que meter a mão, não vou respeitar mais nada, eles é que estão certos”;
A terceira,
a indiferença, que afirma: “nem ligo mais para as coisas que estão acontecendo,
na verdade nem quero saber de ouvir as notícias”;
A quarta é
do ódio, pessoas que se tornam reativas e respondem à situação com raiva, “tem
mais é que matar estes canalhas, colocar todos num paredão e exterminá-los!”,
A quinta,
do radicalismo, são os kamikazes, suicidas vivos que dizem: “ainda bem que vou
morrer um dia e para de ver estes canalhas em ação”, ou de atitudes radicais:
“Fecha o Congresso! A ditadura tem de voltar!”
É natural
que o excessivo contato com bactérias e fungos da corrupção e a exposição
constante à radioatividade do mau humor e do cinismo dos poderes constituídos
no Brasil, quebrem o sistema de imunidade do corpo e o levem a se tornar
vulnerável e frágil, expostos às mazelas e enfermidades que circulam pelo
intoxicado ar da combalida democracia brasileira. Em situações assim,
precisamos de um bom sistema de proteção e bons antídotos que nos protejam.
Creio que
um episódio da história mundial, pode nos inspirar. A operação Dínamo,
evacuação militar que se deu em Dunkirk, na França, entre os dias 26 de maio e
4 de junho de 1940, entrou para a História como um dos momentos mais dramáticos
da Segunda Guerra Mundial. As tropas britânicas que se encontravam naquela
região da França empurradas pelos nazistas e chegaram a uma estreita faixa de
área do Canal da Mancha. A situação dos 330 mil soldados se tornou
desesperadora, a não ser que os britânicos enviassem embarcações para
resgatá-los, e então aconteceu o inesperado. A Marinha Britânica convocou os
civis a cruzarem o Canal e participarem da evacuação dos soldados.
Incrivelmente, entre 800 e 1,2 mil embarcações, entre barcos pesqueiros, iates,
se apresentaram para ajudar no resgate. E, no final, graças às incontáveis idas
e vidas das pequenas embarcações civis cerca de 338 mil soldados foram salvos.
Nesta
ocasião, Winston Churchil fez um dos mais importantes discursos da
história: “... Nós não devemos enfraquecer ou fracassar. Iremos até
ao fim... nunca nos renderemos”. Grandes crises são oportunidade de mudanças
significativas. Homens fortes são forjados na luta e nos tempos de dificuldade,
grandes estadistas e cidadãos surgem em períodos de derrocada e fracasso.
Autor:
Samuel vieira. Pastor na Primeira Igreja Presbiteriana de Anápolis desde 2002
Fonte:
http://revsamuca.blogspot.com.br/
UM REAVIVAMENTO NA FAMÍLIA
O que é uma
família? Entre as mais variadas definições que já li sobre o assunto, uma
particularmente me comove: “Uma família é um excitante trabalho artístico,
porque uma arte necessita de trabalho”.
Todas as
coisas belas, boas, significativas e frutíferas exigem trabalho, concentração,
muita energia, preparação, atualização e, sobretudo, a bênção do Deus vivo.
Assim, para se conseguir que a família seja uma bela “criação artística”, é
preciso um investimento de tempo, ânimo, aprendizagem, prática, humildade para
redirecionar caminhos, ânimo e perseverança para dar tempo às pessoas (ou nós
mesmos) de mudarem os seus caminhos, e um inegável compromisso: “Se depender de
mim, essa família vai ser uma bênção”.
Numa das
orações de avivamento o salmista diz assim: “Porventura não tornarás a
vivificar-nos, para que em ti se regozije o teu povo?” (85.6).
Uma família
avivada será uma família alegre. O ambiente do lar será leve, afável, amigo,
carinhoso. Qualquer visitante ou hóspede perceberá a presença sensível do
Espírito Santo, que é o gerador deste fruto: amor, alegria, paz, bondade,
fidelidade, longanimidade, domínio próprio. (Gl 5.22-23)
Este
trabalho artístico de construção de um lar requer nossa cooperação com Deus.
Operamos juntos com Deus quando cultivamos um trato e terno como membros da
família. Há três expressões que são usadas à vontade quando se tem visita em
casa: “por favor”, “dá licença” e “muito obrigado”. Ora, essas palavras
produzem grandes mudanças no ambiente familiar, se usadas abundantemente uns
para com os outros.
Além disso,
procuremos evitar a qualquer custo o trato ríspido, a gritaria, a zombaria, a
ironia ferina. Esmeremos no trato com palavras carinhosas e positivas. Peçamos
ao Senhor graça para “aqueles momentos”, quando a impaciência, via de regra,
nada de braçadas.
Todos, uma e
outra vez, falharemos. Não queríamos agir insensatamente e eis que o “velho
adão”, aquela natureza dura, pecaminosa, se manifesta. O que faremos agora?
Bem, agora é hora de usar o melhor remédio para curar essas feridas emocionais:
a confissão do erro e o pedido sincero de perdão. “Perdoando-vos uns aos outros
como Deus em Cristo vos perdoou caso alguém tenha motivo de queixa contra
outrem” (Cl 3.12).
Após esse
exercício espiritual de humilhação sincera, ore com o ofendido e peça-lhe para
orar com você, selando assim a cura daquela ofensa e fechando brechas
espirituais.
Jeremias
Pereira - Pastor Titular Oitava Igreja Presbiteriana de Belo Horizonte desde
1990.
Fonte:
www.oitavaigreja.org.br
Empreender na vida: Sim, Você não só pode, como deve!
Sempre que falo em empreender, lembro de um pensamento do
William Shakespeare, que diz o seguinte: “Nossas dúvidas são traiçoeiras e nos
fazem perder o bem que sempre poderíamos ganhar se não fosse o medo de tentar”.
O fato é que muita gente ainda pensa que empreender é coisa do mundo capitalista
que consiste em abrir um negócio e contratar pessoas e tudo o mais, no entanto,
o mundo mudou e essa lógica também, desse modo, as pessoas precisam cada vez
mais se reinventar, sair da caixa, deixar a sua zona de conforto e ir cada vez
mais à luta buscando a realização dos seus sonhos.
Nesse sentido, muita gente deixa de dar o primeiro passo por
conta de uma pseudo segurança de um emprego formal, carteira assinada, salário
fixo, final de semana remunerado, férias, décimo terceiro e muitas coisas mais,
só que veio a tal reforma trabalhista, mudou as regras, que na prática já
vinham ocorrendo, e no fim das contas, todo mundo precisa se mexer, quem ficar
parado vai ficar para trás ou será soterrado pela avalanche social que está
vindo aí com tudo capitaneada pela geração Z, uma geração móvel, que consegue
viver igualmente no mundo tanto no mundo real quanto no virtual, que precisa
ter apenas o seus smartphones conectados para desempenhar suas funções
profissionais de forma mais eficiente, sua tecnologia oferece conforto,
propósito e foco no trabalho, por incrível que pareça. Por conta dessa
mobilidade, essa galera não se importa muito em cumprir uma carga horária
específica, preferem trabalhar por conta própria e ser dono do próprio tempo.
Essa nova geração veio só corroborar aquilo que já estava por
acontecer há alguns anos, que é a flexibilização das relações de trabalho.
Nesse sentido, ainda existem os postos de trabalhos formais, só que o movimento
passa a ser bem diferente, pois, o funcionário, e isso eu já falo há mais de
dez anos em minhas palestras e seminários, é também um empreendedor em
potencial, onde ele passa, cada vez mais, a assumir o papel de parceiro do
negócio e focar, cada vez mais, nos resultados e menos na carga horária de
trabalho a ser cumprida. Assim, cada pessoa deve se tornar um profissional de
causa (abraçam a missão, não importa o quão difícil pareça ou quanto esforço
precise despender) e não de direito (pensam apenas em seus direitos,
hora-extra, descanso semanal, folga programada, etc).
Pessoas de Causa, cultivam o perdão e a gratidão pelos seus
talentos, pelas oportunidades e pelo seu trabalho; assumem as responsabilidades
pelos seus erros; sabem reconhecer o valor do trabalho do outro e os
parabenizam; discutem ideias e propõem melhoria contínua; torcem muito e vibram
pela vitória dos demais; compartilham informações e democratizam o
conhecimento; transmitem entusiasmo e alegria contagiantes;
Pessoas de Direito, preocupam-se apenas com o ganho imediato e
com seus direitos; guardam rancor e alimentam sentimentos de mágoa e até de
vingança; têm dificuldades em assumir as responsabilidades e normalmente culpam
os outros ou às circunstâncias; são, normalmente, implacáveis em criticar os
outros e não se furtam em falar de pessoas e, muitas vezes, desejam o mal
secretamente, sabotando até mesmo projetos de equipe; escondem informações e
sonegam conhecimento e no geral, são mal humoradas, céticas, amargas e carregam
uma carga pesada de sentimentos ruins em relação ao mundo e às coisas que o cercam.
1- Que resultados você vem obtendo na sua vida
atualmente? Você está satisfeito? O que precisa ser mudado/melhorado? 2- Você
está preparado para as oportunidades de mercado? Se sim, qual o próximo passo a
ser dado? Se não, o que você acredita que precisa fazer para se preparar melhor
para essa nova perspectiva das relações de trabalho?
Enfim, concluo este texto parafraseando um grande ícone empreendedor que
viveu muito à frente do seu tempo, chamado, Charlie Chaplin, que dizia: “O dia
está aí à sua frente esperando para ser o que você quiser e você, é o escultor
que pode dar forma, tudo depende somente de você”! Desse modo, você pertence ao
time dos acomodados ou dos incomodados? Pense nisso com carinho, mude o que for
necessário e conte comigo.
Gostou do tema? Tem alguma experiência parecida? Compartilhe comigo,
terei o maior prazer em conhecer a sua história e quem sabe, contribuir com
outras pessoa que têm as mesmas dificuldades, envie suas dúvidas, sugestões,
sua opinião para o whatsapp (011) 99546 8145 ou mande um e-mail para:
fale@cibracoaching.com.br. Você poderá fazer parte do nossa próxima edição.
Autor: Nelson Vieira - Advanced Coach Senior
e Master Coach Trainer
Fonte: http://www.administradores.com.br/artigos/empreendedorismo/empreender-na-vida-sim-voce-nao-so-pode-como-deve/109556/
quarta-feira, 4 de abril de 2018
O paradoxo da Páscoa!!!
Muitos olham para a Páscoa com expectativa, porque é um “feriadão”, o
que significa maior tempo para descanso, realização de uma viagem esperada, um
tempo para programação diferente. Mas gostaria de colocar os olhares em algo maior.
É oportuno e valioso considerar a Páscoa no seu sentido original e
entender o que se comemora nesta época do ano.
A celebração da Páscoa abriga paradoxos:
Como é possível celebrar a Páscoa, se ela se refere à
morte de Cristo? O que vemos no evento da cruz? Jesus é acusado pelos judeus
pelas suas declarações, e é levado diante do tribunal de César, cujo procurador
preposto era Pôncio Pilatos, cargo comissionado e indicado pelo Imperador de
Roma, que governava toda aquela vasta região com mão de ferro. Pilatos tinha
conhecimento jurídico e sabia as leis romanas. Entretanto, apesar de seu
veredito: “não vejo neste homem crime algum”, para alcançar favores da
comunidade judaica, e quebrando todo princípio da lei, entregou Jesus nas mãos
das autoridades religiosas judaicas para que ele fosse submetido ao horrendo
castigo e morte de cruz. Uma das formas mais cruéis e desumanas de execução de
um criminoso.
Destacar essa
frase no meio do texto: Este é o paradoxo da Páscoa. Na sua morte, encontramos vida; no seu
sofrimento, graça; na sua condenação, libertação.
Páscoa aponta para a morte de Cristo. O apóstolo Paulo se refere a Jesus
como “nosso cordeiro pascal”. Embora na tradição cristã estejamos
pensando em Cristo, na tradição judaica se referia a um rito realizado pelo
povo de Deus quando saiu do Egito para a terra prometida. Na noite da morte dos
primogênitos, já na décima praga, apenas a comunidade israelita que morava em
Gósen, foi poupada desta calamidade. Por ordem de Deus, o povo matava um cordeiro
e tingia os portais de sua casa com o sangue deste animal. Quando o anjo da
morte via o sinal do sangue, ele não entrava e assim a família estava
protegida.
Este sinal é aplicado agora a Cristo. Ele é o cordeiro de Deus que tira
o pecado do mundo. O Cordeiro Eterno, derramou seu sangue e este sangue nos
traz perdão, redenção, nos reconcilia com Deus e nos protege do maligno. Páscoa
se refere à morte deste cordeiro. Ele morreu pelos nossos pecados.
Então, o evento da dor e da morte de Jesus, torna-se agora o “grande
evento”. A morte aponta para a vida. O Filho de Deus nos substituiu. Jesus
ensinou aos seus discipulos que sua morte não era opcional. “Era
necessária”.
Este é o paradoxo da Páscoa. Na sua morte, encontramos vida; no seu
sofrimento, graça; na sua condenação, libertação. Por isto é possivel falar na
“celebração” da Páscoa. O apóstolo Paulo, chegou a afirmar que “se gloriava na
cruz de Cristo”. Como encontrar glória e regozijo, num símbolo de dor e
condenação?
Uma afirmação bíblica pode nos ajudar: “Aquele que não conheceu
pecado, ele o fez pecado por nós, para que nele, fôssemos feitos justiça de
Deus”.
Samuel Vieira – Pastor na Primeira Igreja Presbiteriana de
Anápolis
Fonte: http://revsamuca.blogspot.com.br/2017/04/o-paradoxo-da-pascoa.html
Dicas Para Desenvolver uma Mentalidade de Sucesso Como Empreendedor
Dica
01 – Tenha um planejamento financeiro para começar com seus próprios recursos
Quem tomou a decisão de se tornar empreendedor deve ter em mente que a melhor forma de começar nesse caminho é com o investimento de recursos próprios. Se você vai sair do seu emprego para se dedicar com mais afinco ao seu novo negócio, lembre-se de fazer um planejamento financeiro em que tenha uma quantia reservada para cobrir as suas despesas pessoais básicas e para dar andamento para a empresa nos primeiros meses.
Dica
02 – Encare os fracassos como possibilidades para aprender
Quando se fala a respeito de mentalidade de sucesso, é importante deixar claro que também se está falando a respeito de encarar possíveis fracassos pelo caminho. Todo mundo erra e enfrenta dificuldades quando se torna empreendedor, a diferença entre os bem e os malsucedidos está na forma como encaram essas situações. Os fracassos devem ser vistos como uma maneira de aprender para não errar novamente no futuro.
Estrategicamente falando, é sempre interessante trabalhar com a possibilidade de ter problemas e, assim, delinear um plano B. Além de anotar mentalmente o que não dá certo ao longo dos processos, é possível se sentir mais seguro, uma vez que se tem outro plano para o caso de não obter sucesso.
Dica
03 – Não encare seu empreendimento como um trabalho
Um dos grandes erros que podem ser corrigidos usando o poder da mente, é compreender que seu empreendimento não é um trabalho, isto é, você não tem hora para entrar e sair ou uma rotina determinada. A única pessoa responsável pela sua empresa é você mesmo e, dessa forma, precisa ter bem claro que deve estar preparado para trabalhar em horários fora do convencional de um emprego.
As principais decisões para corrigir o rumo do seu negócio podem ser tomadas em diferentes momentos do dia. Não estou dizendo que você deve deixar de ter uma vida pessoal ou dias de descanso, porém, deve ter em mente que precisa estar pronto para ser acionado em qualquer momento para resolver situações diversas.
Dica
04 – Aprenda que não existe hora certa
Geralmente, os empreendedores que se arrependem são aqueles que tiveram uma excelente ideia, mas deixaram o tempo passar sem colocá-la em prática. A mentalidade de sucesso para empreendedores tem como base entender que a tal hora certa para agir não existe, o momento para realizar o seu negócio no mercado é agora.
O que conta no final do dia é o que a sua empresa executou, mesmo que o plano não dê certo a longo prazo, o seu negócio terá sido pioneiro. O fato de saber que não deixou a oportunidade de sucesso para os seus concorrentes é uma fonte de energia ilimitada para o crescimento do seu empreendimento. Não se trata de agir por impulso, apenas de não deixar o tempo passar indefinidamente.
Dica
05 – Comece o empreendimento pequeno com foco no crescimento gradativo
Antes de aplicar todas as suas economias e seu tempo na criação de um negócio, faça um teste para saber se ele tem chances reais de prosperar. O empreendedor que tem a mentalidade de sucesso sabe que deve começar o negócio de maneira mais simples, adicionando tempo e dinheiro conforme o mercado for se mostrando mais promissor. Caso seja mais complicado do que parecia no início, é possível traçar uma nova rota.
O planejamento para crescimento gradativo é uma forma de se sentir mais seguro no momento de assumir a empreitada. Um estudo de mercado é fundamental para conhecer como está a situação do setor em que se pretende investir e quais são as melhores formas de crescer com o passar dos meses.
Publicado por: Marcus Marques
FONTE: http://marcusmarques.com.br/empreendedorismo/05-dicas-para-criar-uma-mentalidade-de-sucesso-no-empreendedorismo/
De Adão a Nietzsche, passando por Dostoievsky: Jesus é a solução para a crise dos valores
A sociedade
contemporânea tenta a todo custo negar que existe um bem absoluto, uma justiça
absoluta. A sociedade anticristã de
hoje nega que existe Deus e que existem valores absolutos. Principalmente por
meio de instituições como escolas e universidades, ela passa diuturnamente a
mensagem de que todos os valores são relativos, a mensagem de que o que é certo
para você pode não ser para mim.
Veja, por exemplo, o que
Dostoievsky escreveu em um trecho da obra “Os Irmãos Karamazov”. O referido autor, por meio do
personagem Ivan, expõe a ideia de que em um mundo que nega Deus, tudo seria
permitido; ou seja, o homem não mais seguiria o critério de moralidade emanado
de Deus para saber o que é o bem ou o mal, o que é certo e o que é errado.
Em um mundo assim, o homem afastaria Deus, tentando afastar a
objetividade da moralidade. Mas, como dizer que há moralidade quando cada um é
o padrão de sua própria ação? Será que algo poderia ser justo para mim,
mas não para você? Se não há Deus, ninguém pode estar errado em nada que
faça. Tudo o que fará estará certo para ele, tanto que o fez, e ninguém terá o
direito de dizer nada. Em resumo, um mundo sem Deus é um mundo impossível de
ser vivido, é um mundo ilógico.
C. S. Lewis, assim como eu, percorreu o caminho que vai do
ateísmo ao Cristianismo. No começo de sua trajetória, ele considerava a chamada
questão moral como o grande obstáculo para a sua aceitação do Cristianismo. Ele
achava este mundo era injusto demais para comportar um Deus bondoso. Até que
Lewis, dando-se conta de que seu argumento não se sustentava logicamente,
concluiu que o próprio senso de que o mundo era injusto somente faria algum
sentido lógico se houvesse um critério de justiça absoluta e externa ao mundo,
a partir da qual ele seria capaz de diferenciar o certo do errado, o justo do
injusto, o bem do mal. Veja o que ele disse:
[Como ateu] meu argumento contra Deus era
que o Universo parecia cruel e injusto demais. Mas de que modo eu tinha esta
ideia de justo e injusto? Um homem não diz que uma linha está torta até que
tenha alguma ideia do que seja uma linha reta. Com o que eu estava comparando
este Universo quando o chamei de injusto? (C. S. Lewis, em “Cristianismo
Puro e Simples”)
Assim, ele percebeu que o fato de ser capaz de achar o mundo
injusto era, na realidade, uma prova a favor da existência de Deus e não
contrária a isso. Além de o mundo sem Deus ser ilógico, ele seria sem esperança
e incapaz de ser vivido. Em um mundo sem Deus, dizer que é errado torturar uma
criança por prazer não seria expressar um juízo moral, mas sim uma opinião
subjetiva, como, por exemplo, a de que eu prefiro sorvete de chocolate ao de
baunilha.
Nietzsche, na obra “Assim falava Zaratustra”, populariza um conceito que já havia
inserido em uma de suas obras anteriores, “A Gaia Ciência”. O conceito “Deus está morto” é o de que, em uma sociedade que
afasta Deus, não há mais provisão de valores morais absolutos. Nietzsche vai
além e mostra que em uma sociedade assim, sem valores, o homem tenta, em algum
sentido, ser um super-homem, ocupar a posição de critério objetivo dos valores.
Dostoievsky faz mais ou menos o mesmo. Ele identifica que uma
sociedade ateísta faria com que o homem tomasse o papel de Deus, tornando-se
uma espécie de homem-deus. Penso que, neste ponto específico, Nietzsche e
Dostoievsky têm razão.
Quando o homem se afasta de Deus, ele passa a procurar ocupar o
lugar dEle, para tentar ser a fonte dos valores do mundo, para tentar dar
logicidade ao mundo. Como ocupar o lugar de Deus é uma tarefa impossível, a
humanidade na sociedade contemporânea mergulha na angústia de tentar ser o que
nunca conseguirá.
Para resgatar a humanidade, em vão, o homem tenta ser Deus,
tenta ser a fonte da qual emanam os valores morais; mas, repito, como a tarefa
é impossível, o super-homem que Nietzsche idealizou nunca se realizará, pois o
homem não pode por si só ser mais do que o homem; o homem não pode ser Deus,
por sua própria força.
Em uma situação como esta, temos uma vida sem propósito, sem
sentido objetivo, sem valores reais. Poucos talvez se atentem para isso, mas é
a mesma ideia que está presente em Gênesis, um livro escrito há impressionantes
trinta e cinco séculos, por um profeta chamado Moisés. O livro de Gênesis, nos
versos 2:9, 2:16-17; 3:1-24, diz que a desobediência da humanidade ao comer da
árvore do conhecimento do Bem e do Mal levará à morte, ao afastamento do
Criador.
Realmente, afastando-se de Deus, o homem passa a ter ciência do
Bem e do Mal, passa a tentar ser ele mesmo a fonte de onde emana a moralidade.
Para resgate da humanidade, é que alguém veio à Terra para fazer isso; ou seja,
para ser o critério da moralidade, do certo e do errado. Essa pessoa só logrou
êxito porque era ele próprio a fonte, era ele próprio Deus.
Jesus Cristo é a Verdade que vem ao mundo
corrompido para nos reconectar à fonte da moralidade, para nos tirar da crise
dos valores, para que possamos cada vez mais alcançar o propósito para o qual
fomos criados. Cristo é o único caminho do reconhecimento de que nós, como
indivíduos, não queremos mais viver por nossa própria régua (o que é
impossível), mas queremos viver pela de Deus. Somente em Cristo realizamos o
que de qualquer outra forma ninguém consegue: ser mais
do que o homem, pois é somente em Cristo que nos reconectamos com Deus.
Autor: Tassos Lycurgo. É presidente do Ministério
Internacional Defesa da Fé (defesadafe.org) e do Faith.College, pastor ordenado
pelo RMAI (EUA), advogado (OAB/RN), É Pós-Doutor em Apologética Cristã
(ORU, EUA) e em Sociologia Jurídica (UFPB), PhD em Educação – Matemática/Lógica
(UFRN), Mestre em Filosofia Analítica (Sussex University, Inglaterra),
Especialista em Direito Material e Processual do Trabalho (UNIDERP), Graduado
em Direito (URCA), Filosofia (UFRN)
quarta-feira, 7 de março de 2018
A coragem feminina
Uma estranha firmeza de alma ante o perigo e misturada numa perseverança rumo a um objetivo é o que comumente chamamos de “coragem”. Uma palavra latina cuja raiz é a mesma da palavra “coração”, isso porque em épocas remotas, acreditava-se que o coração era o órgão responsável por desenvolver este sentimento heroico.
Eu peço licença aos meus amigos e amigas leitores/as para afirmar que em se tratando de tipos de coragem, se é que podemos fazer tal separação, existe uma a qual a profundidade é desenvolvida em graus mais extremos, a saber, a coragem feminina.
Ao nos depararmos com a narrativa do nascimento do grande líder Moisés, encontrada no livro de Êxodo, podemos perceber que o seu nascimento, e, consequentemente sua vida de liderança, só se tornou viável pela coragem feminina, ou seja, pela dedicação e perseverança de mulheres que tomaram decisões difíceis frente a determinadas situações de perigo e ameaças reais.
No livro de Êxodo em seu primeiro capítulo, o rei do Egito é claríssimo em ordenar as parteiras Sifrá e Puá que matassem todos os bebês recém-nascidos do sexo masculino. Trata-se, portanto, de uma ordem de morte, provinda do Estado, agressiva e mortal, a saber: o infanticídio. Então duas mulheres, as principais administradoras de uma espécie de organização de parteiras, se veem diante de um dilema ético.
É incrivelmente empolgante perceber que elas decidem desobedecer uma ordem do governo para assumir o preço da liberdade ética da escolha. Mas o que estava por trás de tudo isso? A coragem feminina!
A coragem de olhares delicados, de uma profissão intrinsecamente ligada a outras mulheres que geravam vidas, mulheres que estavam diariamente diante da essência da vida. E é exatamente esta coragem única, a coragem feminina, que desperta em Sifrá e Puá a certeza de que naquele momento elas precisavam agir em desobediência ao rei do Egito.
É sobre essa coragem que te convido a refletir, uma coragem fundamentada no temor a Deus, o que significa estar enraizada no Deus da Vida, no Eterno Criador, Aquele que vocacionou essas mulheres a participarem e auxiliarem nos momentos onde a vida é revelada e não para serem agentes de um crime de infanticídio.
O que percebemos é que no coração destas mulheres estava um princípio simples e profundo, elas eram sujeitas ao governo do Egito, mas antes disso elas temiam o Eterno! Temor a Deus é o princípio de vida para estas heroínas e assim, ao desobedecerem o comando do rei do Egito, elas deixaram viver os meninos.
Todo ato de desobediência civil, obviamente, é questionado pelo Estado e no caso delas não foi diferente, ao serem questionadas pelo rei do Egito, tais mulheres mantiveram a coragem e posicionamento.
A beleza de toda essa narrativa é que o Eterno derramou a sua bondade sobre as parteiras Sifrá e Puá, e então, a coragem feminina fundamentada no temor a Deus colheu bênçãos e frutos na vida destas duas mulheres.
Olhar com atenção para esta narrativa nos faz refletir que por trás do grande líder Moisés, existem figuras femininas fundamentais que se estivessem ausentes, sua vida não teria sucesso algum, podemos até dizer que nem uma brevíssima duração.
A coragem feminina se revela na vida de toda mulher. A coragem da mãe de Moisés que desafia a lei daquele governo a fim de manter seu filho vivo; também se revela na filha do faraó que recebe o bebê e cuida como se seu filho fosse, sabendo que era um Hebreu, também desafia seu próprio pai; a coragem feminina também está na irmã de Moisés, Miriã, que vigia o bebê flutuando no cesto do rio. Porém toda essa sequencia de heroínas parte de Sifrá e Puá, as quais desafiam a ordem do rei do Egito se recusando a matar os meninos hebreus.
O que podemos aprender com tudo isso? Que talvez, nós homens não tenhamos a profundidade deste tipo de coragem a qual eu, particularmente, chamo de “coragem feminina”; trata-se de um olhar feminino para a vida e que através desse poder e perseverança, tais mulheres formaram e ainda formam grandes homens e grandes líderes; e por fim, que a bondade de Deus sempre é derramada sobre a vida de mulheres corajosas que, diante de desafios, dores e sofrimentos, nunca desistem.
Creio ser válido deixar um lembrete especial a nós homens: que possamos ler as narrativas da Bíblia e da vida com honestidade, louvando a Deus pelas heroínas cristãs as quais abençoam e edificam nossas vidas com um tipo de coragem exclusiva e profunda reservada apenas a elas.
E que o Eterno nos abençoe na mais absoluta certeza de que em Cristo Jesus todas as coisas ficarão bem.
Lacy Campos é casado com Junia e pai da Bella Hadassa, pastor na Igreja Presbiteriana de Leme/SP; graduado em Direito; Bacharel em Teologia pelo Seminário Presbiteriano do Sul; Mestrando em Ciências da Religião na Universidade Presbiteriana Mackenzie. Um discípulo trilhando a jornada espiritual e que acredita que, em Cristo Jesus, todas as coisas ficarão bem.
Fonte - http://doisdedosdeteologia.com.br/a-coragem-feminina/
segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018
A VERDADEIRA ALEGRIA NUM MUNDO EMBRIAGADO PELO FALSO PRAZER
O
Brasil celebra mais uma edição do Carnaval, a festa popular mais conhecida do
mundo. Milhões de reais são gastos, todos os anos, para promover essa festa
cheia de brilho, muito ruído, exposição à nudez e consumo exagerado de álcool.
Nas passarelas as escolas de samba desfilam; nas ruas, os trio elétricos
apresentam shows, levando os carnavalescos ao delírio. Uns se disfarçam atrás
de máscaras, outros se revelam tirando a roupa. No carnaval nada é feito com
moderação. A ordem é: não se reprima. É a festa dos excessos. O resultado dessa
festa da carne é a mácula da honra, a perda da pureza, a escravidão ao vício, o
azorrague da culpa. Essa festa termina em cinzas, mas não em arrependimento. As
mesmas pessoas que, num ritual vazio de contrição, recebem cinzas na testa, já
começam a programar a próxima festa, ainda atordoadas por esta, mas ávidas
pelos prazeres que a outra possa lhes proporcionar.
Ah,
a festa do pecado não pode proporcionar verdadeira alegria! A alegria do álcool
é passageira e fugaz. A alegria do sexo sem compromisso transforma-se em
pesadelo. A alegria das drogas psicodélicas acabam se tornando grossas
correntes. A alegria da cama do adultério converte-se numa sinfonia de gemidos.
A alegria sem Deus tem cheiro de enxofre e sabor de morte.
A verdadeira
alegria não está na passarela do carnaval. Não está na música estridente dos
trio elétricos. A verdadeira alegria não está nas paixões que se afloram
alimentadas pelo sedução do álcool. A verdadeira alegria está em Deus. Na
presença dele há plenitude de alegria. À sua destra há delícias perpetuamente.
Nossa alma não encontra descanso nem prazer neste mundo posto no maligno. O que
reina aí é o desejo dos olhos, o desejo da carne e a soberba da vida. Tudo isso
é um brilho falso, uma propaganda enganosa, um embuste. O pecado é uma ilusão.
É uma isca apetitosa ao paladar, mas por trás carrega o anzol da morte. O
pecado é um falsário: promete prazer e dá desgosto; promete liberdade e
escraviza; promete vida e mata.
Jesus,
o Filho de Deus, veio ao mundo para oferecer-nos a verdadeira felicidade. Ele
veio para nos trazer vida e vida em abundância. Conhecê-lo é a própria essência
da vida eterna. Glorificar a Deus é a razão maiúscula da nossa existência. A
felicidade deste mundo, por mais estridente, é uma frágil sombra da felicidade
verdadeira e duradoura que Jesus oferece. A felicidade de andar com Deus e
deleitar-se nele. A felicidade de obedecer os mandamentos de Deus e neles
encontrar prazer. A felicidade de beber o leite da piedade e apartar-se da iniquidade.
A felicidade de ter o nome escrito no livro da vida e fazer parte da família de
Deus. A felicidade de ter o Espírito Santo habitando em nós, fazendo jorrar de
dentro de nós, rios de água vida. A felicidade de uma paz que excede todo o
entendimento, mesmo nos momentos mais sombrios da história. A felicidade de
sermos embaixadores de Deus num mundo rebelado contra Deus, conclamando as
pessoas a se reconciliarem com ele. A felicidade de termos uma família onde
podemos amar e sermos amados. A felicidade de
Rev.
Hernandes Dias Lopes
Autor: Rev. Hernandes Dias Lopes - Conferencista e autor de vários livros - Pastor da Igreja Presbiteriana de Vila Operária
Fonte: http://hernandesdiaslopes.com.br/portal/a-verdadeira-alegria-num-mundo-embriagado-pelo-falso-prazer/
Fonte: http://hernandesdiaslopes.com.br/portal/a-verdadeira-alegria-num-mundo-embriagado-pelo-falso-prazer/
O Julgamento de Lula
Política nunca foi meu tema
principal, e portanto, seria temerário caminhar por estas tortuosas trilhas.
Melhor deixar para aqueles que sabem fazer uma análise mais ampla, profunda e
apropriada para a ocasião. Não me cabe dizer se Lula é inocente ou culpado,
isto é a lei que determina, mas acho interessante analisar o problema da
justiça em si.
A ausência de justiça é o maior
problema de uma civilização. Com muita sabedoria Salomão falou deste tema três
mil anos atrás: “Quando o justo governa, o povo se alegra, mas quando
o ímpio domina, o povo geme” (Pv 29.2). Poderes são facilmente
corrompidos, pela influência e fascínio que ele exerce. Portanto, quando o
Executivo e o Legislativo são corruptos, mas o Judiciário se mantém íntegro, é
possível recuperar tudo, mas quando este poder se presta a interesses de grupos
econômicos ou pessoais, tal nação está falida.
A aplicação da justiça não tem efeito
apenas no transgressor, mas modela e aponta a direção. A impunidade de hoje
torna-se encorajadora para os injustos; a correta punição, por outro lado, é
uma ameaça e desestímulo àqueles que se julgam acima da lei. Líderes sem
caráter em nosso país, surtaram há muito tempo contando sempre com a
benevolência do sistema, e com a força de bons advogados e juristas. O
julgamento de Lula aponta a direção da nação. É preciso caminhar nesta luta, e
não parar na esfera federal, há muito ainda a ser feito nas instâncias menores.
Se a justiça prevalecer, uma nova nação poderá ser construída, caso contrário,
o povo vai continuar gemente sendo dominada pelo ímpio.
Uma nação
sob a égide da injustiça e desigualdade desemboca na anarquia. Na Antiga lei
mosaica lemos: “Juízes e oficiais constituirás em todas as cidades que o
Senhor, teu Deus, te der entre as tuas tribos, para que julguem o povo com reto
juízo. Não torcerás a justiça, não farás acepção de pessoas, nem tomarás
suborno; porquanto o suborno cega os olhos dos sábios e subverte a causa dos
justos. A justiça seguirás, somente a justiça, para que vivas e possuas em
herança a terra que te dá o Senhor, teu Deus” (Dt 16.18-20). O
suborno traz graves problemas degenerativos, e subverte a ordem. Por isto,
Moisés foi tão enfático na aplicação da justiça. Uma nação alicerçada no
engano, dissimulação, mentira não tem base sólida para se sustentar.
Por isto o
julgamento de Lula se torna tão relevante. Ele é paradigmático, pedagógico e
didático. A tendência política é a polarização partidária, que não interessa em
nada no momento. Li uma sarcástica frase que dizia: “Neste momento, tentar
defender qualquer lado político, é o mesmo que defender a fidelidade num
bordel”. É preciso ir mais fundo. Há muita coisa a ser feita em todos os
poderes, segmentos e autarquias que precisam ser investigados para se crie uma
nova consciência de justiça e valor.
Autor: Samuel Vieira é pastor titular da Primeira Igreja
Presbiteriana de Anápolis desde 2005. Fonte: http://www.jornalcontexto.net/opiniao_autor_detalhe.php?id_autor=4
FRATERNIDADE
“Continuamos, nesta mensagem de hoje, falando sobre a
fraternidade como um dos elementos indispensáveis à vida de uma comunidade. E
estamos convencidos de que a verdadeira fraternidade depende de, pelo menos,
cinco fatores indispensáveis ao exercício do espírito ou da vida fraternal:
1| Devemos gostar da pessoa humana, independente de sua
posição social, econômica, religiosa ou racial. Gosta-se do ser humano porque
ele é o “nosso próximo, o nosso semelhante, o nosso irmão natural”. Isso
independe de “simpatia” ou “empatia”. O querer bem ao nosso próximo é um
mandamento divino, mesmo que ele seja o nosso “inimigo”. O espírito fraternal
nos faz superar todas as fraquezas humanas e nos leva a orar por todos os
homens. É por isso que a Palavra de Deus afirma que Cristo “simpatizou
conosco”, não porque o mereçamos, mas porque Ele conhece o valor intrínseco do
ser humano e nos ama.
2 | Devemos reconhecer a dignidade humana. O ser humano
não é um animal comum. Ele foi feito “à semelhança de Deus”, ou, numa tradução
mais lídima, “à sombra da projeção de Deus”. Existe no homem uma dignidade que
se não vê em nenhum outro ser criado por Deus. É essa dignidade que deve ser
reconhecida e respeitada, por mais abjeta que nos pareça a pessoa humana,
arruinada pelo pecado. Quanto mais pecador, mais merece o nosso amor, pois, nas
palavras de Jesus “a quem muito pecou, muito se lhe perdoou”.
3| Devemos procurar criar uma relação de amizade com
todos. Ódio é, psiquicamente, comparado ao câncer. Tudo destrói; tudo corrompe.
Um coração doentio odeia; um coração sadio ama. E não há amizade sem a semente
do amor desinteressado e que somente de Deus pode vir. É verdade que nem toda
amizade nos convém, no sentido de um relacionamento mais íntimo. Mas, entre
odiar e evitar consequências inconvenientes de relacionamento vai um abismo
imenso. Podemos evitar sem ofender. Isso é manter a necessária fraternidade.
4| Devemos interessar-nos pelos problemas do próximo.
Como vulgarmente se diz, há muita gente que “quer Deus para si e o diabo para
os outros”. É verdade que nós já temos os nossos problemas, mas não custa uma
palavra de simpatia, um conselho de mais experiência, um abraço fraternal de
apoio, uma oração que inspira. Vivemos solitários no meio da multidão. Diz R.
W. Emerson que “a indiferença para com o próximo é a maior maldade que pode
cometer contra ele”. A fraternidade faz-nos necessários.
5| Finalmente, devemos fazer-nos dignos desta relação
fraternal. Às vezes, somos evitados porque não merecemos a confiança que a vida
fraternal nos proporciona. Revelamos os segredos dos outros; tornamo-nos
mexeriqueiros, inconvenientes, criando problemas insanáveis. Não somos dignos
da confiança que a fraternidade nos concede. Não existe fraternidade sem
sinceridade. Mas a fraternidade sincera é sentida, recebida, desejada e
conservada.
Concluindo: Nossa igreja comemora hoje 10 anos de
existência eclesiástica. O que a tem feito crescer? Sem dúvida, o espírito de
fraternidade que temos procurado desenvolver para que sejamos uma verdadeira
comunidade. Continuemos, irmãos. O último mandamento de Jesus aos seus
discípulos foi: “Amaivos uns aos outros, assim como Eu vos amei”. E o amor
começa com o espírito de fraternidade. Amém.
Autor: Pastor Wilson de Souza, em maio de 1979. Ele foi
pastor titular da Oitava Igreja Presbiteriana de Belo Horizonte entre os anos
1978-1986 e pastor emérito entre 1987-1989. Faleceu em 1989.
Fonte: http://www.oitavaigreja.org.br/fraternidade
É preciso ter esperança!
O anúncio da Quaker State Metais Co.,
de 24 de Fevereiro de 1958 foi sugestivo: “Não deixe que lhe tirem até seu
cachorro quente”. Ele dizia o seguinte:
“Um homem
vivia na beira da estrada e vendia cachorros-quentes. Não tinha rádio, e nem
acesso a jornais, mas, em compensação, vendia bons sanduíches. Colocou cartazes
anunciando a mercadoria, e as pessoas paravam e compravam seu produto. Com
isso, aumentou os pedidos de pães e salsichas, começou a fazer melhorias,
contratou pessoas, investiu em maquinários, e acabou construindo uma boa clientela.
Seu negócio estava prosperando.
Seu filho,
que estava estudando na universidade veio de férias visitá-lo, e o pai lhe
contou como o negócio ia bem, como estava entrando no mercado, falou de seus
projetos e investimentos para aumentar a capacidade de servir melhor, com mais
qualidade e rapidez.
Seu filho
retrucou: - “Pai, o senhor não tem ouvido o rádio? Não tem lido jornais? Há uma
crise muito séria no país e a situação internacional é perigosa! O senhor corre
muito risco e pode perder todo seu investimento por causa do aumento do dólar e
das variações das commodities, aumento do desemprego, inflação, o
governo e mercado recessivo.
Ele nunca
havia falar sobre estas coisas, mas ponderou: - “Meu filho estuda na
universidade! Ouve rádio e lê jornais, portanto deve saber o que está dizendo!”
Assim, cancelou o pedido de maquinários, não contratou e não fez as ampliações
e melhorias necessárias, reduziu os pedidos de pão e salsichas e as vendas
começaram a cair do dia para a noite.
Quando
alguém questionou sua estratégia, ele disse seguro: “Meu filho tinha razão, a
crise é muito séria! Por pouco não entrei na contramão da história”.
Não é de
hoje que o Brasil vive uma onda de pessimismo e desânimo. Você deve concordar
comigo sobre o quão depressivo tem sido assistir ou ler um jornal. São tantos
escândalos, notícias estranhas, oportunismo político e casuísmo jurídico, um
jogo claro de ações onde não se considera a oportunidade de se construir um
país sério, mas jogos de poderes que parecem brincadeiras infantis de crianças
com seus pais, escondendo seu rosto atrás da cortina, deixando todo o seu corpo
visível, achando que assim não serão encontrados.
É preciso
ter esperança em meio às notícias ruins. Não se abater por causa dos desmandos,
crer que é possível, sonhar no meio do caos. O que sustenta gerações e nações é
o fato de que alguns sonhadores e lunáticos nunca deixaram de gritar: “Eu tenho
um sonho!” Aqui está a diferença entre os derrotados e os vitoriosos.
Autor Pr Samuel Vieira – Pastor na Primeira Igreja
Presbiteriana de Anápolis
Fonte: http://revsamuca.blogspot.com.br/
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