segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

A CORRUPÇÃO E PODER DO EVANGELHO

“...quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe segundo as concupiscências do engano, e vos revistais do novo homem, criado segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade.” (Ef. 4.22-24)




No dia 28 de setembro deste ano, o Colégio Episcopal da Igreja Metodista, lançou o manifesto: “PELO ENFRENTAMENTO DA CORRUPÇÃO” Por uma gestão pública e ação parlamentar proba, democrática e transparente em todos os níveis. Todos nós brasileiros, evangélicos, católicos, pessoas de bem e de ética, estamos estarrecidos com a crescente corrupção em nossa nação. Neste manifesto, os bispos disseram: “Percebe-se, das denúncias apresentadas à opinião pública, que o crime de corrupção nas esferas de poder está freqüentemente acompanhado de outro crime: o tráfico de influência. Este binômio tem causado sérios e permanentes prejuízos à população brasileira, especialmente aos setores mais empobrecidos, pelo desvio de recursos que poderiam ser aplicados a melhorias na saúde pública, educação, saneamento básico, a previdência, etc.”  
Como povo de Deus somos comprometidos com os valores do Reino de Deus. Não podemos nos conformar com este século (Rom. 12:1,2) Temos que ser voz profética em nossa cidade e nação. Para isso, temos que começar a dar o exemplo. 
Infelizmente nem sempre isso tem acontecido. Basta observar que em tempos de eleições alguns líderes evangélicos e católicos se unem ao sistema político e econômico da nação, supostamente crendo que, fazendo uso do poder mudará a sociedade. Ao apoiarem este ou aquele candidato, sem o devido critério tornam suas denominações reduto de atividades políticas em que imperam políticos corruptos e desalmados. Tal comportamento é vexatório porque impede a Igreja de ser verdadeiramente uma voz profética. Quero propor neste artigo uma ação transformadora onde a igreja, o corpo de Cristo tem como ponto de partida um “tripé”.        
                  
A Igreja denuncia o pecado. É preciso que se denuncie o pecado e suas conseqüências, o seu poder destruidor de aniquilar as vidas, separar a família, separar o homem de Deus, trazer pestes e doenças, ódio e desavenças, inimizades e condenação. É de absoluta importância que se fale de seu salário: "Porque o salário do pecado é a morte" (Rom 6:23). Não podemos esquecer que a raiz de toda corrupção está no coração do homem pecador.                                                                                                                                             
A Igreja aponta para o amor de Deus. A mesma voz que denuncia: "o salário do pecado é a morte", é a mesma que declara "o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus, nosso Senhor" (Rom 6:23). A mesma voz que denuncia: "todo o mundo está no maligno" (1º João 5:19), é a mesma que declara: "para isto o Filho de Deus se manifestou: para desfazer as obras do diabo"(1º João 3:8). Quando o ser humano recebe o amor de Cristo em seu coração ele é transformado. A Igreja não aponta soluções meramente humanas. A solução para a sociedade passa pelo impacto do amor de Deus que é derramado nos corações.   
                                       
A Igreja chama ao arrependimento. A Igreja deve imitar o profeta João: "E, naqueles dias, apareceu João Batista pregando no deserto da Judéia e dizendo: Arrependei vos, porque é chegado o Reino dos céus" (Mat 3:1-2). 0 grande êxito do cristianismo reside no chamamento que a Igreja, através da sua mensagem salvadora, faz ao mundo. Pedro, no dia de pentecostes, tomado de poder e graça no Espírito, conclamou o povo ao arrependimento (Atos 2:37). Através do arrependimento o corrupto se torna uma nova pessoa, mudando de dentro para fora as suas atitudes e se tornando uma pessoa honesta. (Ef. 4:24-28)                                                                   
Só o poder do evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo pode solucionar o problema crescente da corrupção no Brasil, pois assim teremos nossa mente renovada e um novo homem criado à imagem e semelhança de Deus. Um novo homem, com novas atitudes, sendo um agente de transformação na sociedade, colocando em prática os ensinamentos de Cristo; definindo metas com esperança e fé por dias melhores; e o amor a Deus e ao próximo como medida de justiça, santidade e paz.

Gilberto Oliveira Rehder. Pastor na Igreja Metodista em Catalão

Fonte: http://prgilbertorehder.blogspot.com.br/2011/12/corrupcao-e-poder-do-evangelho.html


OS PROFETAS FALAM DA CRISE POLÍTICA

As inúmeras gravações e delações que foram expostas recentemente à sociedade brasileira revelam as entranhas de um sistema político e empresarial altamente corrupto e que alimenta a ganância pelo poder e pela aquisição de riquezas ilícitas. Homens que deveriam somar forças para tornar o país mais justo, estável e próspero perverteram as suas funções e maquinaram o mal para o benefício próprio.

O Brasil implode estarrecido por imaginar que as informações acessadas são ínfimas diante das reais transações de propinas que alimentam diariamente este sistema, desde as menores prefeituras a mais alta cúpula política.

Os sentimentos de impotência, desesperança, vergonha, indignação e tristeza se sobrepõem. Aqueles que carregam algum fragmento de justiça, verdade e honestidade estão rendidos, abatidos e exaustos. Se por um lado é animador observar parte do judiciário trabalhando com seriedade para expor o caos, por outro é estarrecedora a conclusão de que o problema é endêmico e institucionalizado. Os raios de esperança oriundos da possibilidade dos políticos corruptos serem devidamente punidos e banidos da vida pública, são ofuscados pela ausência de líderes que, realmente, representam os anseios daqueles que almejam por uma transformação.

Este cenário é avaliado por economistas, sociólogos, juristas, filósofos, cientistas políticos, jornalistas e também por todos os brasileiros que expõem as suas percepções de acordo com a construção sociocultural. Outros países estão atentos aos acontecimentos que alvoroçam a realidade nacional. Mas o que os profetas bíblicos dizem? O profeta Habacuque afirma: “fazem-se culpados estes cujo poder é o seu deus” (Hc 1.11). Miquéias profetiza: “Com as mãos prontas para fazer o mal, o governante exige presentes, o juiz aceita suborno, os poderosos impõem o que querem; todos tramam em conjunto” (Mq 7.3). Isaias diz que este mal resulta de uma nação que despreza o Senhor: “Ai, nação pecadora, povo carregado de iniquidade, descendência de malfeitores, filhos corruptores; deixaram ao Senhor, blasfemaram o Santo de Israel, voltaram para trás.” (Is 1.4).

O problema não é apenas brasileiro. A maldade impera em todo o mundo e entristece indivíduos, lares e nações. No entanto, felizmente, a Bíblia revela a solução para esta amarga questão: “Feliz é a nação cujo Deus é o Senhor” (Sl 33.12). Deus é a fonte que faz jorrar a verdadeira alegria sobre as nações, por isso, Ele mesmo orientou o rei Salomão quanto ao caminho para que isso ocorra: “E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra”. (2 Cr 7.14). Este sempre foi o convite do Senhor através dos profetas: “arrependei-vos!”.
Que a igreja obedeça esta instrução e que o Senhor visite a nação promovendo contrição, cura e restauração.


Autor: Alexandre Rodrigues Sena. Pastor auxiliar na Igreja Presbiteriana da Gávea no Rio de Janeiro RJ

Fonte: http://ipgavea.org/category/pastorais/page/2/

VOCÊ PODE TER CERTEZA DE SUA SALVAÇÃO

“Entretanto, o firme fundamento de Deus permanece, tendo este selo: O Senhor conhece os que lhe pertencem. E mais: Aparte-se da injustiça todo aquele que professa o nome do Senhor” (2Tm 2.19).
O apóstolo Paulo, o paladino do Cristianismo, em sua derradeira epístola, alerta o jovem Timóteo a não perder o foco de seu ministério, envolvendo-se em falatórios inúteis e profanos (2Tm 2.16). Também, afirma que alguns, nessa prática, desviaram-se da verdade (2Tm 2.17,18). Longe, porém, do veterano apóstolo estar abrindo uma brecha para a possibilidade da perda da salvação, afirma com diáfana clareza, a segurança da salvação, aduzindo dois eloquentes argumentos:
Em primeiro lugar, os salvos são conhecidos por Deus (2Tm 2.19a). “O Senhor conhece os que lhe pertencem…”. Deus nos conheceu de antemão (Rm 8.29). Escolheu-nos conforme sua própria determinação e graça em Cristo antes dos tempos eternos (2Tm 1.9). Escolheu-nos em Cristo antes da fundação do mundo (Ef 1.4). Escolheu-nos desde o princípio para a salvação, pela santificação do Espírito e fé na verdade (2Ts 2.13). Nessa mesma linha de pensamento, o apóstolo Paulo diz: Deus conhece os que lhe pertencem (2Tm 2.19). O ensino insofismável das Escrituras é que Deus nos amou primeiro e nos atraiu para si com cordas de amor. Fomos escolhidos, chamados e justificados. Nossos pecados foram perdoados, nossa dívida foi paga e nosso nome está escrito no livro da vida. Fomos comprados por alto preço, resgatados da morte e declarados justos diante do tribunal de Deus. Nossa salvação não é resultado das obras que realizamos para a Deus, mas da obra que Deus realizou por nós, na cruz do Calvário. Deus nos amou quando éramos fracos, ímpios, pecadores e inimigos. Éramos escravos e ele nos libertou. Estávamos perdidos e ele nos encontrou. Estávamos mortos em nossos delitos e pecados e ele nos deu vida. Fez-nos seus filhos e seus herdeiros. Agora, somos membros do corpo de Cristo, ovelhas do seu pastoreio e ramos da Videira verdadeira. Somos a sua herança, a menina dos seus olhos e a sua delícia, em quem ele em todo o seu prazer. Nossa vida está segura nas mãos de Cristo e de suas mãos ninguém pode nos arrebatar. Nada nem ninguém, neste mundo ou no porvir, pode nos separar de seu amor, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor. Estamos seguros porque o próprio Deus que nos criou, nos escolheu e nos salvou nos conhece como sua propriedade exclusiva!
Em segundo lugar, os salvos vivem em santidade (2Tm 2.19b). “… e mais: Aparte-se da injustiça todo aquele que professa o nome do Senhor”. A gloriosa doutrina da eleição tem sido atacada por muitos e não entendida por outros. Longe dessa verdade induzir o descaso com a santidade, promove-a. O ensino claro das Escrituras é que Deus no escolheu pela santificação do Espírito e fé na verdade (2Ts 2.13). Deus nos escolheu para sermos santos e irrepreensíveis (Ef 1.4). Deus não nos chamou para a impureza e sim para a santificação (1Ts 4.7). Logo, aqueles a quem Deus conhece como seus e que professam o seu nome,  apartam-se da injustiça (2Tm 2.19). A evidência da eleição é a santificação. Ninguém pode se julgar um eleito de Deus se não vive em santidade. Ninguém pode comprovar sua eleição, senão pela prática da piedade. Os que são de Deus vivem em novidade de vida. Aqueles a quem Deus conhece têm um novo coração, uma nova mente e uma nova vida. Quem pratica o pecado é escravo do pecado, ainda permanece nas trevas e não conhece a Deus, pois Deus é luz. A segurança da nossa salvação não está estribada em quem nós somos, mas em que Deus é e, no que ele fez por nós, em nós e através de nós!
Hernandes Dias Lopes – Pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil, Palestrante e autor de diversos livros

Fonte: http://hernandesdiaslopes.com.br/portal/voce-pode-ter-certeza-de-sua-salvacao/

O Natal e o Nome do Menino

"Ela dará à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos pecados deles" (Mateus 1:21).

De acordo com o relato acima do Evangelho de Mateus, o nome de Jesus Cristo foi dado pelo anjo Gabriel quando anunciou seu nascimento a José, desposado com a virgem Maria.  Gabriel não somente disse que Maria estava grávida pelo Espírito Santo de Deus como orientou José a chamar o filho de "Jesus". 

A razão para este nome, cuja raiz em hebraico significa "salvar," é que aquele menino, filho de Maria e Filho de Deus, haveria de salvar o seu povo dos seus pecados, conforme anunciou o anjo.
Não precisamos ir mais longe do que isso para entender o significado do Natal. Está tudo no nome do Menino. No nome dele, Jesus, temos a razão para seu nascimento, a sua identidade e a missão de sua vida. Em outras palavras, aquilo que o Natal realmente representa.

A razão do seu nascimento é simplesmente esta, que somos pecadores, estamos perdidos, não podemos resolver este problema por nós mesmos e precisamos desesperadamente de um Salvador, alguém que nos livre das consequências passadas, presentes e futuras dos nossos erros. Deus atendeu nossa necessidade escolhendo um homem como nós para ser nosso representante e Salvador, alguém que partilhasse da nossa humanidade e fosse um de nós. Esse homem nasceu há dois mil anos naquela manjedoura da cidade de Belém, num pais remoto, lá no Antigo Oriente. E ganhou o nome de Jesus por este motivo.

Sua missão era assumir nosso lugar como nosso representante diante de Deus e sofrer todas as consequências de nossos pecados, erros, iniqüidade, desvios e desobediências. Em vez de castigar-nos com a morte eterna, como merecemos, Deus faria com que ele a experimentasse em nosso lugar, que ele experimentasse toda dor e sofrimento conseqüentes dos nossos pecados. Essa missão foi revelada logo ao nascer pelo anjo Gabriel ao recitar seu nome a José: Jesus.

Para nos salvar de nossos pecados, ele teria de sofrer e morrer, ser sepultado, ficar sob o domínio da morte e desta forma pagar inteiramente nossa dívida para com Deus. Somente assim poderíamos ser salvos das consequências eternas de nossa desobediência. Mas, para que os benefícios de seu sofrimento e de sua morte pudessem ser transferidos a outros seres humanos, ele não poderia ter pecado ou culpa pois, senão, ao morrer, estaria simplesmente recebendo o salário do seu próprio pecado. Mas, se ele fosse inocente, sem pecado e perfeito, sua morte teria valor para os pecadores. Por este motivo, ele foi gerado pelo Espírito Santo no ventre de Maria, ainda virgem, Filho de Deus, sem pecado. O Salvador tinha que ser Deus e homem ao mesmo tempo.

Quando um colunista, que objeta ao nascimento sobrenatural de Jesus, escreveu recentemente em um jornal de grande circulação de São Paulo que virgens não dão à luz todos os dias, ele estava mais certo do que pensava. Esse é o único caso. Jesus é único. Deus e homem numa só pessoa. Nem antes e nem depois dele virgens engravidam sobrenaturalmente. Da mesma forma que Deus não cria mundos todos os dias, também não gera salvadores de virgens cotidianamente. Pois nos basta este.

O famoso teólogo suíço Emil Brunner disse que todo homem tem um problema no passado, no presente e no futuro. No passado, culpa. No presente, medo. E no futuro, a morte. Jesus nos salva de todas estas consequências do pecado: nos perdoa da culpa de nossos erros passados, nos livra no presente do medo ao andar conosco e nos livrará da morte pois ressurgiu dos mortos e vive à direita de Deus. Um dia haverá de nos ressuscitar.

É isto que o Natal representa. É por isto que os cristãos o celebram com tanta gratidão e alegria. Nasceu o Salvador. Nasceu Jesus!  Como este anúncio alegra o coração daqueles que têm culpa, sentem medo e sabem que vão morrer!


Autor: Augustus Nicodemus é bacharel em teologia pelo Seminário Presbiteriano do Norte, em Recife, mestre em Novo Testamento pela Universidade Cristã de Potchefstroom, na África do Sul, e doutor em Hermenêutica e Estudos Bíblicos pelo Seminário Teológico de Westminster, na Filadélfia (EUA), com estudos adicionais na Universidade Reformada de Kampen, na Holanda. Atualmente, é pastor da Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia.

Fonte: http://tempora-mores.blogspot.com.br/2011/12/o-natal-e-o-nome-do-menino.html

STF DECIDE QUE ABORTO ATÉ TERCEIRO MÊS NÃO É CRIME

Mas, será que crianças não nascidas não têm direito à vida?
No meu entender, há dois pontos cruciais em torno dos quais gira as questões éticas e morais relacionadas com o aborto provocado. O primeiro é quanto à personalidade do embrião. O segundo, quanto à santidade da vida.
O primeiro ponto depende da resposta­ a essa pergunta: quan­do é que, no processo de concepção, gestação e nascimento, o embrião se torna um ser humano, adquirindo assim o direito à vida? Muitos que são a favor do aborto argumentam que o embrião, e depois o feto, só se tornam um ser humano após determinado período de gestação, antes do qual abortar não seria assassinato. Em 1973 a Suprema Corte dos Estados Unidos passou uma lei permitin­do o aborto, argumentando que uma criança não nascida não é uma pessoa no sentido pleno do termo, e portanto, não tem direito constitucional à vida, liberdade e propriedade. Agora o Supremo Tribunal Federal decide que até três meses depois da concepção não é crime matar pelo aborto a criança não nascida. Entretanto, muitos biólogos, geneticistas e médicos concordam que a vida biológica inicia-se desde a concepção. As Escrituras confirmam este conceito ensinando que Deus considera sagrada a vida de crianças não nascidas. Veja, por exemplo, Êxodo 4:11; Êxodo 21:21-25; Jó 10:8-12; Salmo 139:13-16; Jeremias 1:5; Mateus 1:18; e Lucas 1:39-44. Apesar de algumas dessas passagens terem pontos de difícil interpretação, em termos gerais a Bíblia ensina que o corpo, a vida e as faculdades morais do homem se originam simultaneamente na concepção.
Os Pais da Igreja, que vieram logo após os apóstolos de Cristo, reconheceram esta verdade, como aparece claramente nos escritos de Tertuliano, Jerônimo, Agostinho, Clemente de Alexandria e outros. No Império Romano, o aborto era praticado livremente, mas os cristãos se posicionaram contra a prática. Em 314 o concílio de Ancira (moderna Ankara) decretou que deveriam ser excluídos da ceia do Senhor durante 10 anos todos os que procurassem provocar o aborto ou fizessem drogas para provocá-lo. Anteriormente, o sínodo de Elvira (305-306) havia excluído até a morte os que praticassem tais coisas. Por todos estes pontos acima, os cristãos em geral entendem que crianças não nascidas são seres humanos, são pessoas, e que matá-las é assassinato.
É verdade que não há um preceito legal na Bíblia proibindo diretamente o aborto, como “Não abortarás”. Mas a razão é clara. Era tão inconcebível que uma mulher israelita desejasse um aborto que não havia necessidade de proibi-lo explicitamente na lei de Moisés. Crianças eram consideradas como um presente ou herança de Deus (Gênesis 33:5; Salmos 113:9; 127:3). Era Deus quem abria a madre e permitia a gravidez (Gênesis 29:33; 30:22; 1 Samuel 1:19-20). Não ter filhos era considerado uma maldição, já que o nome de família do marido não poderia ser perpetuado (Deuteronômio 25:6; Rute 4:5). O aborto era algo tão contrário à mentalidade israelita que bastava um mandamento genérico, “Não matarás” (Êxodo 20:13). Mas os tempos mudaram. A sociedade ocidental moderna considera ter filhos como um obstáculo à realização individual do homem e da mulher em especial, de ter uma boa posição financeira, de aproveitar a vida, de ter lazer, e de trabalhar.
O segundo ponto tem a ver com a santidade da vida. Ainda que as crianças fossem reconhecidas como seres humanos, como pessoas, antes de nascer, ainda assim suas vidas estariam ameaçadas pelo aborto. Vivemos em uma sociedade que perdeu o conceito da santidade da vida. O conceito bíblico de que o homem é uma criatura especial, feito à imagem de Deus, diferente de todas as demais formas de vida, e que possui uma alma imortal, tem sido substituído pelo conceito humanista do evolucionis­mo, que vê o homem simplesmente como uma espécie a mais, o Homo sapiens, sem nada que realmente o faça distinto das demais espécies. A vida humana perdeu seu valor. O direito à continuar existindo não é mais determinado pelo alto valor que se dava à vida humana, mas por fatores financeiros, sociológicos e de conveniência pessoal, geralmente utilitaristas e egoístas.
Esses pontos devem ser encarados por todos os cristãos.
Evidentemente, existem situações complexas e difíceis, como no caso da gravidez de risco e do estupro. Meu ponto é que as soluções sempre devem ser a favor da vida – inclusive da vida do feto. No caso do estupro, mesmo reconhecendo o sofrimento da mulher estuprada, devemos nos perguntar se a solução é matar a criança, que por sinal, não tem qualquer culpa da tragédia. Não podemos esquecer que o feto, mesmo o que tem problemas de malformação, é um ser humano, com direito à vida tanto quanto os que já nasceram. No caso da gravidez de risco, gosto de lembrar o que escreveu C. Everett Koop, ex-cirurgião geral dos Estados Unidos: “Nos meus 36 anos de cirurgia pediátrica, nunca vi um caso em que o aborto fosse a única saída para que a mãe sobrevivesse”. Sua prática nos casos de gravidez de alto risco era provocar o nascimento prematuro da criança, dar todas as condições para sua sobrevivência, e deixar a natureza seguir seu curso.
Ao mesmo tempo, é preciso que a Igreja se compadeça e auxilie os cristãos que se vêem diante deste terrível dilema. Condenação não irá substituir orientação, apoio e acompanhamento­.

Autor: Rev. Augustus Nicodemus Lopes. Pastor na Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia. Conferencista Internacional. Autor de diversos livros.


SEM SAÍDA

Rubem Alves escreveu, um livro repleto de paródias e crônicas com título sugestivo: “Pensamentos que tenho quando não estou pensando”. Pensando nisto, queria propor outra reflexão similar: “Que solução é possível quando não há solução?”, ou, “pra onde ir quando não há pra onde ir?”

Pode parecer irônico, mas a verdade é que, muitas vezes somos colocados em desfiladeiros e emboscadas, trilhas que nos levam a lugar nenhum, e, emparedados não vemos a luz do sol nem qualquer saída plausível. Em inglês usa-se a expressão “no way out”, isto é, “sem saída”. 

Na conhecida série de J.R.R.Tolkien, “O Senhor dos anéis”, os protagonistas principais são quase sempre levados às situações limites. A frase “não há esperança!” é repetida muitas vezes. Embora seus livros sejam recheados de elfos, hobbits e seres místicos, e a realidade do mal seja concreta e palpável, não há de forma clara, a ideia de um Deus. Apesar deste “ocultamento intencional”, já que Tolkien era um católico praticante, sempre surge uma saída inesperada e a solução aparece. 

São muitos os que pensam não haver uma saída. 
Creio que a depressão, o desespero e mesmo o suicídio sejam muitas vezes resultantes da incapacidade de se perceber qualquer possibilidade para vida. Acompanhei um amigo que passou por um duro processo de divórcio, e muitas vezes estive com ele encorajando-o, dizendo que as coisas iriam mudar, mas ele sempre insistia que não suportaria a tristeza. Num dia especialmente dolorido afirmei que ainda iriamos rir desta história, e ele, olhos vermelhos, chorando, tentando esboçar um sorriso me disse: “Não brinque com minha dor!” Tornando curta uma longa história, recentemente vi fotografias suas passeando com uma loira bonita pelo nordeste brasileiro: Acho que ele encontrou uma saída e está bem... 

Um dos livros que mais desafia o intérprete na Bíblia é Jó.  Suas questões são filosoficamente graves. Deus é um dos personagens do texto que aparentemente se oculta e desaparece. Jó está sempre perguntando o porquê das coisas e Deus permanece silencioso. Num dado momento sua mulher se cansa de sua resignação e explode: “Ainda conservas a tua integridade? Amaldiçoa a Deus e morre!” Ela propõe a Jó uma ruptura radical de oposição a Deus e sugere que ele se suicide.

Como Jó responde a esta situação aparentemente sem saída? “Falas como qualquer doida, temos recebido o bem de Deus e não receberíamos também o mal”. Posteriormente afirma: “Eu sei que meu Redentor vive, e por fim se levantará sobre a terra”. Sua esperança, quando não há esperança, está em Deus, o único lugar para onde se pode caminhar quando não se vê saída. Sua fé constrói a ponte sobre o caos, a dor e o desespero, e lhe dá a resiliência necessária até que novas e miraculosas portas se abram.

Com Deus não há estradas sem saída. Quando o Mar Vermelho adiante se mostra intransponível, e o exército egípcio se encontra ameaçador por detrás, a saída aparece. O milagre de Deus acontece abrindo caminho seco e surpreendentemente enxuto para atravessar. Sempre há saída!



Autor: Samuel Vieira. Pastor na Primeira Igreja Presbiteriana de Anápolis
Fonte: http://revsamuca.blogspot.com.br/

POSSO SER COBRADO NO SERVIÇO?

Um dos efeitos automáticos de qualquer crise financeira como a que estamos passando é sem dúvida o aumento da inadimplência, que, por sua vez, intensifica as mais variadas formas de cobrança por parte dos credores, muitas delas previstas na legislação, outras abusivas e ilegais.
Neste contexto, surge um questionamento comum: pode haver cobrança de um devedor dentro do estabelecimento em que ele trabalha?
Da parte dos credores, os mesmos costumam alegar que não conseguem encontrar o devedor em sua residência e ainda que tem receio de efetuar cobrança fora do horário comercial, de maneira que o local de trabalho do devedor é o único em que efetivamente irá localizá-lo.
Já pelos devedores aponta-se que tal cobrança gera um constrangimento indevido, expondo-o na frente dos colegas de serviço e clientes, podendo ainda causar a sua demissão caso o empregador tenha ciência de tal fato.
Então, afinal, é legal ou não realizar cobrança no local de trabalho do devedor?
Bom, não só na cobrança em local do trabalho do devedor como qualquer outra forma de cobrança, o que se proíbe veementemente é a cobrança vexatória, que gera constrangimentos, aquela em que o credor expõe e humilha o devedor.
Nestes casos, o devedor pode recorrer ao Poder Judiciário e buscar justa indenização pelo dano moral sofrido, mesmo que ainda inadimplente.
Agora a cobrança no local de trabalho, de maneira discreta, não ultrajando o devedor, não chamando a atenção de terceiros, tem sido tolerada e encontrado respaldo na maioria dos julgamentos a respeito desta questão, sendo considerado como um exercício regular de direito por parte do credor. Vejamos:
Ementa: DANOS MORAIS. Indenização. Sentença de improcedência. Cobrança de dívida em local de trabalho que, por si só, não se traduz em ato ilícito. Ausência de exposição do autor a situação constrangedora ou vexatória. Exercício regular de direito. Sentença mantida. RECURSO DESPROVIDO.
Mas sem dúvida é um tema polêmico, haja vista que existem julgados que entendem o contrário, destacando de maneira geral que a cobrança no local de trabalho figura como ato ilícito, violando o código de defesa do consumidor. Observem:

TJ-DF - APELACAO CIVEL APC 20020710069479 DF (TJ-DF)

Ementa: CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. DIREITO DO CONSUMIDOR. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. DANO MORAL. COBRANÇA DE DÍVIDA EM LOCAL DE TRABALHO. VEDAÇÃO EXPRESSA NO CÓDIGO DO CONSUMIDOR SE SUBMETIDO O DEVEDOR A QUALQUER TIPO DE CONSTRANGIMENTO. RECURSO IMPROVIDO.
Diante destas duas formas de entendimento, o que se recomenda ao credor é que faça o uso da cobrança no local de trabalho do devedor como último recurso, sempre optando por medidas legais de cobrança, como por exemplo negativar o nome do inadimplente nos órgãos de proteção ao crédito (SPC, Serasa, SCPC, etc) e ação judicial de cobrança/execução.
Márcio Luís, advogado e mestre em direito pela UnB.



GENEROSIDADE, O AMOR EM AÇÃO

“Mais bem-aventurado é dar do que receber” (At 20.35).
 ​Somos apenas mordomos daquilo que é de Deus. Se estamos tomando conta daquilo que pertence a Deus, precisamos perguntar: que princípios Deus estabelece para usarmos os recursos dele que estão em nossas mãos?
​Em primeiro lugar, Deus requer de nós uma atitude de generosidade com o próximo. A generosidade é uma expressão da graça de Deus em nós e um transbordamento da graça de Deus através de nós. A generosidade de Deus é o exemplo que devemos seguir. Deus amou-nos e deu-nos o seu Filho. Jesus nos amou e a si mesmo se entregou por nós. Nós devemos amar o próximo a dar nossa vida por ele. Deus sempre nos dá mais do que precisamos e isso não é para retermos com usura, mas para repartirmos com generosidade (...). Quando damos ao pobre, a Deus emprestamos. Deus socorre os necessitados pelas nossas mãos. Os recursos de Deus estão sob nossa administração e Deus requer de nós fidelidade nessa administração.
​Em segundo lugar, Deus requer de nós uma motivação pura no exercício da generosidade. A generosidade cristã é diferente de filantropia. Suprir as necessidades do próximo não é tudo o que Deus requer de nós. Ele se importa, sobretudo, com a nossa motivação. Há muitos que contribuem, de forma farisaica, apenas para serem vistos e aplaudidos pelos homens. Há outros que, por ganância, abrem a mão ao necessitado numa espécie de barganha com Deus. A generosidade precisa ser espontânea, altruísta e frequente (...).
​Em terceiro lugar, Deus requer de nós constância e proporcionalidade no ato da generosidade. A contribuição precisa ser planejada, regular e proporcional. Não é um ato esporádico, é uma prática constante. Não é um pico de emoção, mas uma ação permanente. Cada um deve contribuir segundo as suas posses. Não dá com generosidade quem não dá proporcionalmente. Não dá com amor, quem só dá esporadicamente (...).
​Em quarto lugar, Deus promete aos generosos uma recompensa eterna. A generosidade demonstrada aos homens, traz não apenas alívio ao próximo, mas, também, glória ao nome de Deus. Aquilo que fazemos em nome de Cristo na terra, reverbera no céu. Até um copo de água fria que damos à alguém, em nome de Cristo, não ficará sem galardão. Jesus foi enfático ao dizer que mais feliz é aquele que dá do aquele que recebe (...). 
Hernandes Dias Lopes. É pastor desde 1982, conferencista e escritor, com mais de 100 obras disponíveis.

Fonte: http://hernandesdiaslopes.com.br/portal/generosidade-o-amor-em-acao/

Novembro Azul: Mês de Conscientização sobre o Câncer de Próstata

Estamos em novembro, mês em que o mundo se une em prol da luta contra o câncer de próstata. Mas, qual a importância de discutir o assunto? Os números nos dão a resposta.

Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) mostram que, no Brasil, o câncer de próstata é o segundo tipo mais comum entre os homens (perde apenas para o câncer de pele não melanoma). As estimativas do INCA, para 2014/2015, são de cerca de 68.800 novos casos de câncer de próstata no país.

Em 2011, 13.129 mil brasileiros morreram em decorrência da doença. Em valores absolutos, é o sexto tipo mais comum no mundo e o mais prevalente em homens, representando cerca de 10% do total de cânceres. O câncer de próstata é a segunda principal causa de morte por câncer em homens, seguido apenas pelo câncer de pulmão. Cerca de 1 homem em 36 morrerá de câncer de próstata.

O câncer de próstata ocorre principalmente em homens mais velhos. Cerca de 6 em cada 10 casos são diagnosticados em homens com mais de 65 anos, sendo raro antes dos 40 anos. A média de idade no momento do diagnóstico é de cerca de 66 anos. Desta forma, recomenda-se que a prevenção passe a ser feita a partir dos 45 anos se existe risco elevado para o surgimento do câncer, ou seja, casos de câncer de próstata na família. Se não existem, o homem deve visitar o urologista anualmente a partir dos 50 anos e realizar o exame de toque e de PSA, principais meios para detectar a doença precocemente, quando as chances de cura são maiores e os tratamentos, menos invasivos. Converse sempre com seu urologista sobre o tema, tirando dúvidas e quebrando preconceitos. Lembre-se que a detecção precoce pode salvar a sua vida!
O exame físico (de toque) é realizado pelo médico e dura apenas 10 segundos! Tem como objetivo analisar a consistência da próstata, o tamanho e se existem lesões palpáveis através do reto na glândula. Esse exame ainda gera muita polêmica e, talvez por isso, a conscientização sobre a gravidade da doença seja tão necessária. É preciso acabar com o preconceito que ainda existe em muitos homens. 

O exame de toque, junto com o PSA, deve ser feito anualmente, como rotina. É fundamental que todo homem entenda que a saúde deve ser colocada em primeiro lugar, acima de qualquer construção cultural que possa levar ao preconceito.

A fim de alertar o público masculino sobre a importância do autocuidado em saúde e governantes sobre a necessidade de priorizar políticas públicas voltadas à saúde do homem, surgiram diversos movimentos ao redor do globo – o Novembro Azul é um dos mais conhecidos.

Novembro foi escolhido como mês oficial de conscientização sobre o câncer de próstata, pois 17/11 é o Dia Mundial de Combate ao Câncer de Próstata. O "Azul” veio da cor oficial usada como símbolo de combate à doença. Surgiu assim o Novembro Azul, movimento que prioriza ações de conscientização sobre a neoplasia.

Autor: Instituto Oncoguia

http://www.oncoguia.org.br/conteudo/conscientizacao/4404/149/

A GLÓRIA DE DEUS, O SUPREMO PROPÓSITO DA VIDA

“Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus”(1Co 10.31).
O Cristianismo difere frontalmente do Humanismo. Este, aplaudido e festejado por nossa geração, coloca o homem no centro do universo. O homem tornou-se a medida de todas as coisas. Tudo vem dele, acontece por meio dele e existe para ele. A busca açodada pelo prazer tornou-se o vetor que governa o homem. A realização de sua soberana vontade tornou-se agenda imperativa. Para atender a esse propósito, as filosofias besuntadas de antropocentrismo idolátrico, repaginaram as artes, a música, o entretenimento, a moda, a cultura enfim,  para que tudo contribua para o máximo prazer do homem. O hedonismo emergiu com força das entranhas dessa cosmovisão.
Na contramão dessa visão antropocêntrica, o Cristianismo proclama que Deus é o centro do universo e não o homem. A vontade Deus é que deve ser feita na terra como é feita no céu e não a vontade do homem. O propósito da vida não é o prazer desmedido do homem, mas a glória de Deus. O grande paladino da Igreja Cristã, no período patrístico, Aurélio Agostinho, em seu livro Confissões, disse: “Senhor, tu nos criaste para ti, e nossa alma não encontrará repouso até que se volte para ti”.
O homem é um ser vulnerável e dependente. Ele não tem vida em si mesmo e nem pode manter-se de pé escorado no bordão da autoconfiança. Ele não basta a si mesmo nem encontra sentido na vida alimentando-se dos deleites efêmeros deste mundo. Dinheiro, sexo e poder não preenchem o vazio do seu coração. Nem todo o ouro do mundo pode satisfazer os reclamos de sua alma. Nem todas as taças dos prazeres terrenos pode saciar os anelos do seu coração. Nem toda a força dos exércitos da terra pode dar segurança à sua vida. O homem depende de Deus e não encontra sentido em sua jornada a não ser que se volte para Deus, para viver na presença de Deus e fazer tudo para a glória de Deus.
O apóstolo Paulo, o grande bandeirante do Cristianismo, no texto em tela, diz com diáfana clareza que, desde as coisas mais básicas da vida como comer e beber, às mais complexas, devemos fazer tudo para a glória de Deus. Não vivemos nem morremos para nós mesmos. Nascemos para a glória de Deus. Estudamos para a glória de Deus. Trabalhamos para a glória de Deus. Casamo-nos para a glória de Deus. Criamos filhos para a glória de Deus. Fazemos tudo para a glória de Deus.
A glória de Deus é o vetor que governa todas as áreas da nossa vida. Se perdermos esse foco, a vida perde o sentido. Adorar a Deus, amar as pessoas e usar as coisas é a nossa máxima prioridade. Se abandonarmos esse ideal, esquecer-nos-emos de Deus, amaremos as coisas e usaremos as pessoas. Só quando Deus ocupa o primeiro lugar em nossa vida, as outras áreas se encaixam em seu devido lugar. Só quando fazemos tudo para a glória de Deus, fazemos com excelência e temos propósito no que fazemos. Só quando fazemos tudo para a glória de Deus, nossas palavras e ações deixam de ser egoístas para se tornarem abençoadoras. Só quando fazemos tudo para a glória de Deus transformamos as pequenas coisas como um copo de água fria dado ao sedento como uma liturgia de adoração ao Senhor. Eis nosso maior privilégio, nossa maior responsabilidade, nossa maior plataforma de vida: fazer tudo para a glória de Deus!
Rev. Hernandes Dias Lopes, conferencista e autor de diversos livros, palestrante no programa VERDADE E VIDA

Fonte: http://hernandesdiaslopes.com.br/portal/a-gloria-de-deus-o-supremo-proposito-da-vida-2/

Encontrando Deus nos lugares inesperados

Brennam Manning, conhecido escritor católico afirma que ao visitar um idoso sacerdote, à beira da morte, este lhe confidenciou que nunca havia pedido a Deus fama, posição, riqueza, reconhecimento público ou posição, mas que não gostaria de jamais perder o assombro com as coisas.
Este “assombro”, ou a capacidade de ser surpreendido por Deus diante dos fatos, é um grande desafio na vida tantas vezes repetida, tediosa e monótona. Quão grandiosa pode ser a experiência de perceber que aquilo que aconteceu não poderia ser articulado por mãos humanas, mas apenas Deus na sua grandeza poderia realizar, já que tal evento era tão que estava além das reais possibilidades de planejamento, imaginação ou sonho.
De fato, não podemos perder esta capacidade de ser surpreendido pelo novo, de ficar admirado com a bondade de Deus, que usa eventos ou pessoas comuns ou especiais, para realizar seus propósitos na história. Isto nos mantém numa atraente perspectiva.
Quando o povo de Deus encontrava-se cativo na Babilônia, depois de setenta anos de exílio, o grande imperador Ciro, (Medos e Persas) fez um decreto inusitado, abolindo a escravidão do povo judeu e sem maiores explicações, liberando-os para voltar a Israel e reconstruir Jerusalém e o templo que estava em ruínas, e não apenas isto, mas ainda deu provisão e recursos políticos e financeiros para a realização da obra.
Neste contexto de admiração e surpresa, foi escrito o Salmo 126: “Quando o Senhor restaurou a sorte de Sião, ficamos como quem sonha. Então a nossa boca se encheu de riso e a nossa língua de júbilo e entre as nações se dizia. Grandes coisas o Senhor tem feito por eles. Com efeito, grandes coisas fez o Senhor por nós, por isto estamos alegres”.
Este salmo revela a alegria e espanto do povo ao ver a intervenção sobrenatural de Deus nos eventos cotidianos e comuns da história. Deus havia levantado um homem especial a quem ele chamou de “seu servo”, para demonstrar bondade e generosidade para a realização de um propósito de paz e benção que deixaria um legado para as futuras gerações.
Deus usa instrumentos incomuns para que possamos encontrá-lo nos lugares inesperados.  Estes instrumentos humanos se tornam extraordinários, porque são usados por Deus para abençoar vidas, mesmo sem terem plena certeza de que se trata de um ato sobrenatural de Deus. Assim a graça de Deus se revela: graça para quem dá, e graça para quem recebe.
Não ignoremos a capacidade de Deus em surpreender-nos. Não percamos a capacidade de enxergá-lo, movendo-se invisivelmente na dinâmica da vida, apontando caminhos e abrindo portas para fatos inusitados da história. Deus é sempre capaz de surpreender o incrédulo, encorajar o desanimado, dar perspectivas a quem só vê escombros, abrir portas por onde ninguém podia transitar. Peça a Deus que o surpreenda na história...

Autor: Samuel Vieira. Pastor na Primeira Igreja Presbiteriana de Anápolis, Goiás


Fonte: http://www.ipbanapolis.org.br/site/?pg=mensagem&id=1127