sábado, 16 de março de 2019

O CRISTO VENCEDOR E A AFRONTA NO CARNAVAL


A Escola de Samba, “Gaviões da Fiel”, de São Paulo, fez uma grotesca apresentação no carnaval 2019, mostrando Jesus sendo espancado e pisado por Satanás. Essa cena de vilipêndio percorreu o mundo, chocando, como era propósito confesso do autor do enredo, cristãos de todos os recantos da terra. A cena blasfema afronta a Constituição Federal (artigo 208 do código penal), atenta contra o povo cristão e constrange as pessoas que têm um mínimo de respeito à religião cristã.

Mas, é preciso dizer em alto e bom tom, nesse momento de revolta de uns e de constrangimento de outros que, isso em nada abala o Cristianismo. A verdade nunca se curva ao escárnio dos que tentam ridicularizar a fé cristã. Jesus, o Cristo de Deus, é a pessoa central da História. Ele é o criador do universo, a semente da mulher que esmagará a cabeça da serpente, o Rei dos reis e o Senhor dos senhores. Ele é o Cordeiro que foi morto, mas ressuscitou, está vivo pelos séculos dos séculos e tem as chaves da morte e do inferno. Ele é aquele que foi exaltado sobremaneira e recebeu o nome que está acima de todo nome.

Diante dele se dobra todo joelho, no céu, na terra e debaixo da terra. Ele já triunfou sobre o diabo e suas hostes no Calvário. Ele mesmo lançará Satanás no lago de fogo para ser atormentado pelos séculos sem fim.

A cena ocorrida nas ruas de São Paulo é de uma irrealidade gritante. Essa ficção jamais se tornará realidade. O Cristo que foi surrado e pisado pelo diabo no enredo da escola de samba “Gaviões da Fiel” só existe nos devaneios daqueles que tentam inverter, sem sucesso, a realidade dos fatos. Daqui a pouco, ninguém mais falará desse episódio, mas Jesus continuará sendo amado, adorado e proclamado como o Cristo vencedor, no Brasil e no mundo.

Foram muitas as tentativas para se derrotar o Cristo de Deus e bani-lo do coração de seus fiéis ao longo da história: Perseguições crudelíssimas, torturas desumanas e fogueiras ardentes. Mas, quanto mais se atacou a fé cristã, mais ela cresceu. Quanto mais sangue foi derramado, mais a semente do evangelho frutificou. Ninguém pode lutar contra Deus e prevalecer. Ninguém pode zombar de Deus e pensar que isso o abala. Ninguém pode afrontar o Cristo de Deus e pensar que isso abalará a fé dos que o amam. A igreja cristã continuará sua marcha sobranceira. O evangelho continuará desfraldando sua bandeira vitoriosa. A verdade não cobre sua cara de vergonha nem recua acovardada diante das afrontas. O evangelho não perde seu poder, nem recua enfraquecido, diante das blasfêmias daqueles que se julgando sábios tornaram-se insensatos.

A postura dos cristãos à afronta daqueles que tentaram ridicularizar a nossa fé deve ser a mesma daquela demonstrada por Jesus no Calvário: “Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem”.

Rev. Hernandes Dias Lopes
Pastor Escritor e conferencista da Igreja Presbiteriana do Brasil
Fonte: http://hernandesdiaslopes.com.br

O QUE É CATARATA


A catarata é a opacificação da lente natural dos olhos, chamada de cristalino. Para entender o problema, podemos tentar imaginar um relógio com dois vidros: um externo e outro interno. Quando uma pessoa tem catarata, é como se o “vidro interno” do relógio ficasse embaçado, e fosse necessário substituí-lo por um novo, para voltar a ver as horas com nitidez.

A catarata vai gerando o embaçamento do cristalino, lente natural do olho (“vidro interno”do relógio, mencionado anteriormente), provocando a perda progressiva da sua transparência, podendo levar à cegueira. 

A doença é uma das principais causas de cegueira no mundo. Felizmente, por meio da cirurgia que substitui o cristalino doente por uma lente artificial, é possível recuperar a visão. 

A maioria dos casos de catarata acontece como parte do processo de envelhecimento, em pessoas com mais de 65 anos. Este tipo é chamado de catarata senil.

Além do envelhecimento, a catarata pode ser causada pelo uso incorreto de colírios, como consequência de um trauma ocular (como um acidente de carro, ou uma forte queda), de inflamações, ou de doenças que afetam todo o corpo, como diabetes.

Ainda há outro tipo, chamado de catarata congênita que acomete os bebês, desde o nascimento. Entre as causas da catarata congênita estão a rubéola, a sífilis ou
a toxoplasmose durante a gestação.

Ariano da Paz Melo 
Oftalmologista 
CRM: 18151


DIREITO: VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER


A maioria das pessoas considera o dia das mulheres apenas como uma homenagem às mesmas. Porém, ao contrário de outras datas comemorativas, este dia não foi criado pelo comércio, ele tem raízes mais profundas e sérias, raízes históricas.

O dia internacional da mulher é comemorado desde o século XX. Hoje em dia a data é cada vez mais lembrada como um dia para reivindicar a igualdade de gênero, com protestos por todo o mundo. Todavia, infelizmente, esta conquista não está completa.

No ano de 2018 o número de feminicídios foi de 4.254 vítimas. O Brasil é um dos países mais violentos do mundo para as mulheres.

São grandes os avanços legislativos, porém as políticas públicas implementadas para garantir sua efetividade são fracas. Uma média de quatro mil mulheres são assassinadas todos os anos, durante os últimos 10 anos. Perdura-se ainda um grande desafio em garantir que as mulheres vítimas de violência tenham de fato acesso à justiça.

A evolução da lei foi uma grande conquista dos movimentos femininos, como a Lei Maria da Penha 11.340 de 2006, a lei do estupro 12.015 de 2009, a lei do feminicídio 13.104 de 2015, e a mais recente lei de importunação sexual 13.718 de 2018.

A sociedade está muito distante do extermínio de todo e qualquer tipo de ato ou violência contra a mulher. Contudo, existem práticas que podem ser executadas para reprimir agressões, constrangimentos, ameaças, coações, opressões e tiranias contra a mulher. Denuncie.

As denúncias podem ser feitas ao número 180, um canal específico de orientação e denúncia sobre direitos e serviços políticos para a população feminina e podem ser feitas anonimamente.

Ainda que a suspeita não se confirme, a pessoa que denunciou não será penalizada, ou seja, se alguém denunciar uma situação de violência ou injustiça este não será processado. É essencial não deixar uma pessoa que está em situação de vulnerabilidade desamparada. Ligue 180 e 190.

No caso de medidas protetivas como afastamento do lar, distanciamento da vítima, auxílio de força policial ou suspensão de arma do agressor, a própria vítima deve fazer o pedido. A decisão pode ser tomada por um juiz em até 48 horas.
                              
                            Gabriela Gomes Felipe, advogada, pós-graduada em direito tributário.


VIVENDO EM TEMPOS DE CRISE




''O homem de bom senso economiza e tem sempre comida e dinheiro em sua casa; o tolo gasta todo o seu dinheiro assim que recebe.'' Pv 21:20

Vivemos em um país que passa além de crise ética, espiritual, cultural e política, que passa também uma crise econômica evidente. O desemprego tem aumentado, o preço da gasolina está cada vez mais alto, muita gente está endividada, o dólar subiu bastante, inflação está alta, preços no supermercado subindo etc. Tenho recebido inclusive e-mails de pessoas pedindo oração por estarem desempregadas e precisando de ajuda. Mas o fato é que não está fácil para ninguém e muita gente não sabe como lidar com essa situação de crise. Pensando nisso, segue abaixo alguns conselhos práticos para te ajudar nesses momentos difíceis. Esses conselhos foram baseados na historia bíblica do José do Egito que também enfrentou uma crise econômica em seus tempos, mas que conseguiu vencê-la com muita sabedoria e fé. 

Murmurar não é um bom negócio.

José do Egito ao saber da crise que sobreviria ao Egito e ao resto do mundo em nenhum momento murmurou. Em nenhum momento aparece na Escritura alguma murmuração de José. Ele possuía sabedoria da parte de Deus para entender que por mais que aquela crise não fosse causada por Deus, ela aconteceria por sua permissão. Temos que aprender com ele e com o Apóstolo Paulo a passarmos momentos de privações sem esmorecer (Fl 4:11). Ele adorava ao Senhor mesmo após ser chicoteado em praça pública injustamente e ser preso também injustamente (At 16:25). Esses momentos são os melhores momentos para engrandecermos ao Senhor e demonstrarmos todo o nosso amor por ele. Quando o louvamos nessas horas fica claro que nosso amor por ele é verdadeiro e que independe de qualquer circunstância.

Economizar é fundamental.

Na interpretação que Deus deu a José do sonho profético de Faraó antes dos sete anos de crise, haveriam sete anos de fartura (Gn. 41:30). José ao ser nomeado governador do Egito foi esperto. Durante os primeiros sete anos de fartura José estocou bastante trigo. A quantidade de trigo estocado foi tão grande que a Bíblia, usando uma figura de linguagem, chega a comparar com a areia do mar (Gn.41:49). Quando chegou os sete anos de fome José enriqueceu o Egito vendendo trigo para todas as nações. Nesse momento de crise é necessário que você economize. Provérbios 21:20 diz que o tolo é que gasta todo o seu dinheiro assim que recebe. Não é preciso que você se torne um muquirana, mas apenas que gaste com certo cuidado poupando um pouco para o amanhã. Cheques, cartões de crédito e afins só podem ser usados em último caso.

É na crise que Deus pode te honrar.

Foi naquela situação complicada de crise que Deus tirou José da prisão para torná-lo o maior governador da Terra. Quando somos fiéis ao Senhor até mesmo nas horas mais difíceis ele pode nos honrar. Possa ser que nessa crise é que Deus faça coisas grandiosas na sua vida. Por isso, mantenha a calma mesmo que a situação aperte. Deposite sua confiança no todo poderoso assim como José depositou. No Senhor temos uma rocha para nos agarrar até a tempestade passar. O país vive uma crise, mas o Senhor não te abandonará. Isso não quer dizer que não deveremos tomar certas atitudes ou que a crise não nos afetará até certo ponto, apenas quer dizer que o Senhor passará essa crise conosco.

Não fique parado.

A Bíblia Sagrada diz que quando a fome se espalhou por toda a Terra José não ficou parado, mas mandou que abrissem os locais de armazenamento e vendessem o trigo (Gn. 41:56). Se em uma situação normal já é necessário trabalhar, em um momento de crise é que você não pode ficar parado mesmo. Se você estiver empregado dê valor ao seu emprego por mais defeitos que ele possa ter. Durante esse período conturbado muitas pessoas perderão os seus empregos. Se você está desempregado ai que você não pode ficar parado mesmo. A busca pelo emprego tem que ser incessante e aproveite o tempo livre para buscar ao Senhor. Ele traz oportunidades até onde não vemos saída.

Não quero me ater neste artigo ao aspecto político, mas é importante que você saiba que a crise que José enfrentou foi ocasionada por um fenômeno natural diferentemente da nossa que foi resultado de má administração. Assim faz-se mais que necessário rever os políticos que temos votado. Outro ponto importante é não achar que por ser cristão não será afetado pela crise. Doce ilusão! A Bíblia em nenhum momento diz que sermos cristãos nos torna imunes a crise. O que a Bíblia Sagrada promete é que se seguirmos seus princípios Cristo passará a crise conosco e não deixará faltar ao menos o básico (Pv 10:3). Confiemos no Senhor e entreguemos nossas vidas a ele

Fonte: http://obreirolucas.no.comunidades.net


A vida não pode acabar assim


Bill Hybels, conhecido conferencista cristão participava recentemente participou de um funeral que ele considerou um dos mais difíceis momentos de sua vida. O melhor amigo de seu filho, de apenas 20 anos de idade, sofreu um acidente de carro e veio a óbito. Embora os pais do garoto não fossem da sua comunidade, ele conhecia a família e decidiu ficar ao lado deles, solidário à dor que sofriam, e também triste por ver uma vida sendo interrompida de forma tão abrupta.

No funeral, a tônica foi a ausência de qualquer esperança. Até mesmo o oficiante do funeral terminou o ato de forma desoladora. “Pois foste formado do pó, e ao pó tornarás”. A vida parecia ser apenas um chiste, algo lacônico e bizarro. O pai daquele moço veio na sua direção, abraçou-o fortemente e disse em voz alta: “Pastor, a vida não pode acabar assim” e pediu para que orasse por eles. Então ele foi à frente e disse: “Hoje estamos nos despedindo do Clark, o caminho que ele fez, é o caminho que todos faremos. Estamos nos despedindo dele mais cedo do que queríamos ou esperávamos. Mas não será para sempre, todos nós um dia poderemos nos encontrar com o Clark. A vida dele não acaba num túmulo frio, mas nos braços de um Pai amoroso”.

Tenho pensado na frase deste pai: “A vida não pode acabar assim”.
Muitas vezes olhamos para a vida e nos resignamos, aceitamos o fracasso de forma passiva, nos rendemos ao desespero sem luta, nos entregamos sem esboçar reação, nem sequer oramos para que as coisas mudem e sejam diferentes. Vemos casamentos acabando e desistimos com facilidade; nossos filhos se perdendo e nos resignamos; a corrupção e a imoralidade se tornando banais, o desrespeito à vida parte do cotidiano. Nos tornamos apáticos, as agressões se sucedem e deixamos para lá de forma indiferente; não nos desafiamos para um engajamento e nem acreditamos que as coisas melhorem e mudem o rumo, achamos que pó e cinzas são de fato o destino final – somos tomados pelo pessimismo e falta de fé e caminhamos para o abismo sem nos incomodarmos. No entanto, as coisas não precisam acabar desta forma.

Existe uma antiga oração que diz: “Senhor, dá-me forças para mudar as coisas que precisam ser mudadas; paciência para suportar aquelas que não podem ser mudadas; e sabedoria para discernir entre elas”.

Obviamente que nos misteriosos e enigmáticos planos de Deus, há realidades que não podem ser mudadas, que não dependem de nosso esforço ou garra, da luta ou perseverança, mas existem outras, que requerem de nós um pouco de vergonha e brilho nos olhos, que demandam uma resposta de coragem e dependem de ousadia e tenacidade. Precisamos enfrentá-las, e não apenas receber o diagnóstico final e aquietarmos. Muitas questões exigem ação e reação, não podemos simplesmente aceitar e calar.

Mesmo diante de fatos que não podem ser mudados, precisamos ter esperança. A morte é uma delas. Morte não é ponto final para aqueles que crêem, mas passagem de uma vida para outra. A vida vai além da realidade transitória de nossa fugaz existência. O ladrão ao lado de Cristo na cruz, vendo o fim se aproximar, conseguiu fazer uma ousada oração de esperança: “Senhor, lembra-te de mim quando vieres no teu reino”, e Jesus lhe deu uma resposta encorajadora: “Hoje mesmo estarás comigo no paraíso”.

A vida não pode ser um eterno réquiem, nem pode se resumir à marcha fúnebre. Precisamos trazer à memória aquilo que pode nos dar esperança e prosseguir. A vida não pode acabar assim...

Autor: Samuel Vieira, Pastor da Igreja Presbiteriana de Anápolis, Conferencista, Escritor.

fonte: https://revsamuca.blogspot.com

BRUMADINHO


A tragédia ocorrida em Brumadinho–MG, no dia 25 de janeiro de 2019, talvez a maior até agora nas últimas três décadas em rompimento de barragens de mineração, causou comoção e perplexidade na maior parte dos brasileiros, em quase toda Minas Gerais e em vários lugares do mundo.
Morte de homens e mulheres; sepultamentos múltiplos; destruição de famílias, sonhos e ideais; destruição de animais e espécies vegetais da região afetada. Milhares foram sacudidos por uma tristeza que dói fundo, saudade que parte o coração, sensação de impotência, vulnerabilidade, revolta e outros sentimentos que nem temos palavras para expressar. A dor de um se tornou a dor de todos. A cidade está de luto e muitos de nós nos sentimos como que participantes de um luto coletivo.

Em meio a essa tragédia é digno de grande reconhecimento o trabalho tenaz de Bombeiros Militares, da Defesa Civil e de todos os socorristas tanto da Polícia Militar, Polícia Civil, Aeronáutica, Marinha, Exército, civis e voluntários. De modo especial àqueles que, afundados na lama, procuram salvar vidas de pessoas e animais ou mesmo no resgate de corpos. É destacável, também, a solidariedade demonstrada por Israel ao enviar uma equipe de pessoas e equipamentos que podem somar nesta hora tão dura para Minas Gerais e o Brasil.

Emociona, mais uma vez, a solidariedade de milhares de pessoas, empresas e corporações com suas doações e voluntariado. No entanto, a Defesa Civil alerta que voluntários em áreas técnicas devem cadastrar-se pelo telefone 0800 285 7000, uma vez que não são permitidos voluntários avulsos atuando nas áreas afetadas. Voluntários são bem-vindos, mas de preferência os que sejam da região ou que possam retornar para seus lares a cada jornada. Alguns pastores amigos – na cidade e região – me informaram que não têm logística em suas dependências para abrigar os voluntários que desejam ir para permanecer lá.

É importante orar, insistir e exigir para que haja investigação com licitude, agilidade e zelo, para se descobrir as causas e responsáveis pelo rompimento da barragem. E, comprovada pela investigação, a negligência, cumplicidade e irresponsabilidade, que sejam julgados de acordo com o rigor da lei, sejam eles empresa, políticos e/ou profissionais.

Em tempos de luto coletivo é necessário orar, servir e consolar desinteressadamente. Orar por decisões sábias e corajosas dos governos municipal, estadual e federal. Orar pelos pastores e igrejas da cidade e região. Orar pelos médicos, terapeutas, técnicos, capelães e outros profissionais que estão servindo a população. Orar por consolações sobrenaturais. Orar para que famílias inteiras tenham um encontro pessoal com Cristo, nosso Senhor. Orar e encorajar as pessoas a valorizar mais e mais a vida e os seus queridos.

A Igreja de Cristo tem um papel fundamental, pois conhece o Espírito Santo, o Consolador. Cheguemos perto dos que sofrem para estender nosso abraço carinhoso, solidariedade, compaixão e apoio que ajudem na fé em Jesus Cristo, nosso Senhor, na consolação, reconstrução da vida, da esperança e da paz na cidade.

Pr. Jeremias Pereira · Pastor Titular da Oitava Igreja Presbiteriana de Belo Horizonte

Fonte: www.oitavaigreja.org.br

TESTEMUNHO: Da Cracolândia para Cristo


Da escuridão para a luz: “Se eu não tivesse passado pelo que passei para conhecer Jesus, estaria vivendo dentro de uma igreja como uma capa”.

Da morte para a vida! Das drogas para a música. O resgate, o milagre, o exemplo e um coração missionário. É o que resume a vida do cantor e compositor Leandro Luz. Aos 34 anos, se tornou conhecido no Brasil por seu relato como sobrevivente das ruas.

A herança da música veio de berço. Filho de pai cantor e compositor, Leandro desenvolveu o dom. Incentivado pela família, aprendeu vários instrumentos musicais. Foi criado na Igreja e sempre envolvido no ministério de louvor. Mas aos 16 anos, montou uma banda e passou a se apresentar fora da igreja. Foi aí que tudo começou a desmoronar. A vida de Leandro tomou outro rumo, que o levou para o fundo do posso.
“Eu me afastei da igreja e fui tocar no mundo. Era algo novo pra mim, diferente, largo, desconhecido e vibrante. Mas resolvi desbravá-lo e ele me abraçou com toda a sua força, oferecendo-me as ‘melhores’ e ‘falsas sensações’ que o ser humano pode conhecer”, disse.
Da igreja para o mundo, o afastamento da família e o contato com a droga. “Eu roubava tudo de dentro de casa, até alimentos, para conseguir droga.
Eu fazia meus pais sofrerem”, disse. Leandro saiu de casa com a roupa do corpo. Foi parar na Cracolândia, em São Paulo e por oito anos, ficou refém das drogas.Morou na rua e vivia de esmolas. Perdeu amigos, a família e a dignidade.
”Eu virei um mendigo, longe de casa sem contato com a família, sem comunhão com Deus. Morei nas ruas, debaixo de pontes, fiquei 1 ano e 4 meses sem tomar banho, minha pele deu bicho, eu fedia a podre, comia comida do lixo. Cheguei ao inferno! Fui humilhado por todos, até pelos próprios moradores de rua”, contou emocionado. No lamaçal, Leandro virou incrédulo. “Eu não acreditava mais em Deus e virei ateu”.
DA ESCURIDÃO PARA O RESGATE
Os oito anos que Leandro viveu nas ruas foram dolorosos. A jornada da escuridão até encontro com Deus foi de solidão. O início dessa experiência depois que saiu de casa foi na Estação da Luz, na capital paulista, onde milhares de pessoas passam todos os dias.
Sem dinheiro, sem ter para onde ir e com fome, Leandro começou a colocar Deus à prova. “Eu olhei para o céu e disse: ‘se o Senhor existe de verdade, me envia um maná porque estou com fome. Em seguida uma mulher me tocou e me disse que eu deveria tocar o piano da estação que de lá viria o meu maná. Então eu comecei a chorar e sentir a presença de Deus”.
Com a voz embargada, Leandro tocava e cantava canções que falavam da presença de Deus na estação da Luz. “Toquei uma música que marcou a minha vida com o coração cheio do Espírito Santo”. E chamava atenção das pessoas. O momento foi registrado e teve grande repercussão.
Os momentos temerosos na rua fizeram Leandro reconhecer a soberania de Deus. E mesmo mergulhado nas drogas, o músico experimentou o sobrenatural.
Leandro clamou por socorro. Pediu ao Senhor pela restauração. Passou por uma clínica de recuperação e foi libertado do vício: “no hospital me falavam que eu era um cadáver. O processo de reabilitação foi uma luta dura e dolorosa, mas ao meu lado estavam a força, sabedoria e conforto vindo dos céus”.



Testemunho Leandro Luz
Fonte: www.comunhão.com.br
Do abismo, a transformação que o levou a um grande estúdio. Como a música sempre foi sua paixão, Leandro realizou o sonho e gravou um clipe com o cantor Thalles Roberto. De lá para cá, compôs várias canções, gravou dois CDs e realiza apresentações por todo o Brasil.
Durante o tempo em que esteve nas drogas, Leandro nunca perdeu a fé de que teria sua vida transformada. Acumulou testemunhos, aprendizados, passou por livramentos e viu o milagre em sua própria vida.


Uma breve comparação entre o cristianismo e as teologias marxistas


No cristianismo, a divisão mais fundamental entre os homens é entre os salvos e os não-salvos (ou como é expressado no sentido eterno, os eleitos e os réprobos, a linhagem de Caim e a linhagem de Sete) e, embora divisões de raça, nação, tribo, língua e classe sejam reconhecidas, elas não são primárias; pelo contrário, somos salvos a despeito delas e, no último dia, se alguém era rei ou escravo na terra, isso não importará se ele não está em Cristo. (ver Ap 5.9 e 6.15-17, por exemplo). O reino dos céus também nunca será plenamente realizado aqui na terra, nesta presente era má, e certas coisas, como o ódio e a pobreza, não podem ser eliminados porque o pecado continuará até Cristo voltar. O chamado primário dos cristãos, portanto, é proclamar o evangelho, que homens creiam no Senhor Jesus Cristo, sejam salvos e tornem-se membros do Seu corpo, a Igreja. Dentro da igreja aqui na terra, as pessoas podem continuar membros da mesma raça ou classe, mas essas divisões são sem importância e, como o Apóstolo Tiago indica, não deveriam fazer qualquer diferença entre os crentes. Adicionalmente, nossa posição na sociedade humana não deveria ter peso sobre nossa posição na igreja, e a fraternidade deveria ser possível (e, muitas vezes, é) entre o muito rico e muito pobre.

No marxismo, a divisão primária é a de classe – os “têms” e os “não-têms” , e os têms tem o que têm porque impedem que os não-têms obtenham acesso aos meios de acumular prosperidade material que os permitira tornar-se têms também. Isso significa que o rico ficou assim fazendo os outros ficarem pobres e, enquanto o rico permanecer rico, o pobre permanecerá pobre. Portanto, toda a história humana, para o marxista, é um conflito político entre oprimidos e opressores, e na teologia da libertação, que é derivada das teorias políticas do marxismo, Jesus é o campeão dos oprimidos que exige a derrubada dos opressores e a criação de um reino igualitarista aqui na terra. No marxismo, o reino pode se realizado aqui na terra via reeducação e uma reorganização fundamental a sociedade onde os opressores perdem suas vantagens e privilégios matérias ou voluntariamente ou pela força, e sua prosperidade e influência são redistribuídos para nos não-têms de forma que, na teoria, todo mundo tem uma quantidade igual de riqueza e poder.

Na Teologia da Libertação Negra, a divisão fundamental é entre brancos (opressores) e negros (oprimidos), mas há outras variedades de teologia da libertação como a Teologia Feminista, que vê a divisão essencial como sendo entre homens (opressores) e mulheres (oprimidas), e a Teologia Queer, que vê a divisão essencial como sendo entre heterossexuais (opressores) e homossexuais (oprimidos). Com frequência, essas correntes correm juntas para criar um quadro mais amplo de oprimidos (mulheres, minorias, homossexuais, transgêneros, etc.).

Além disso – e isso é incrivelmente importante –, no cristianismo a comunhão primária se baseia na comunhão em Cristo. Isso significa que, no cristianismo, independentemente de raça, nação ou classe, você é meu irmão ou irmã se somos ambos crentes no Senhor Jesus Cristo. No marxismo, por outro lado, a comunhão primária baseia-se na nossa posição em comum no conflito político. Portanto, no marxismo, somos camaradas se somos ambos membros de uma classe oprimida lutando contra a opressão. Assim, para alguém na classe opressora tornar-se um camarada, ele deve repudiar sua classe e origem, condenar seus privilégios, livrar-se de suas vantagens materiais e ativamente juntar-se ao conflito. Somente, então, ele se torna um camarada. Na prática, isso significa que, na teologia da libertação negra, não pode haver comunhão real entre negros e brancos até que esses brancos repudiem sua raça, condenem e lamentem seus privilégios e ativamente juntem-se ao conflito político.

Essa ideologias (Cristianismo e Teologia da Libertação [Preencha a Lacuna]) são fundamentalmente incompatíveis e não podem coexistir na igreja. Uma inevitavelmente acabará expulsando a outra.

Autor: Andrew Webb

Fonte: www.reforma21.org


segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Edição 63 da REVISTA PRIMÍCIAS - Porangatu e região Norte de Goiás


 Ano Novo, VIDA NOVA!
 Como a Ideologia de Gênero destruiu a família Reimer
 Day One

 O obituário do meu pai


Ano novo! Vida nova!

Findamos mais um ano e mais uma vez refletimos sobre nossas atitudes de tudo que passou e  planejamos este que se inicia  com aquele mesmo sentimento que diz :
Ano Novo, Vida Nova!
Embora o ser humano viva de promessas de “mudança”, a verdade é que essa transformação na real só virá se entendermos que tudo isso precisa começar em nós. A humanidade não é refém do fatalismo. Planejamos um futuro brilhante, mas acabamos crendo no nosso próprio medo, assombrados com os traumas daquilo que não deu certo e vivendo obcecados por um passado que cada dia atrapalha nosso presente. Muitos cristãos tem sofrido desses conflitos no presente tempo, pois não conseguem discernir tanto o tempo que vivem como o propósito de Deus em suas vidas.
Paulo em sua carta aos romanos pediu aos seus irmãos duas coisas: 1) Pediu pela compaixão de Deus, que eles apresentassem seus corpos como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, num culto racional. Esse culto racional significa um servir (serviço) com sabedoria, obediência e reverência numa adoração santa que honre a Deus. 2) Pediu também que não se conformassem com este mundo, mas que fossem transformados pela renovação do vosso entendimento, experimentando assim a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus. (Romanos 12:1-2)
Vemos nitidamente que apesar do pedido de Paulo pela santificação e conversão dos romanos a atitude de “apresentar” o corpo em sacrifício deveria partir deles . Este primeiro fala de atitude de entrega a Deus, sacrificando seu próprio eu para agradar a Deus. Na outra admoestação de Paulo, ele fala de atitude. Atitude de submeter-se a esta entrega que é não estar conformado com este mundo, mas buscar ser transformado e renovado no entendimento segundo a vontade de Deus. Vemos que o processo consiste na entrega e depois no processo de obediência e submissão ao propósito divino.
Resumindo, Paulo estava mostrando para aquelas pessoas que era necessário que entendessem
o tempo e o propósito de Deus para eles.  Mas que só conseguiriam entender isso através de uma mudança pessoal em relação a  sua mente. Como diz as Escrituras: “Como o homem imagina em sua alma, assim ele é” (Provérbios 23:7). A virada do Ano é o momento propício de muitas pessoas planejarem, fazerem juras de mudança e fazerem a promessa que daqui pra frente, tudo vai ser diferente. Como diz aquela canção: Tudo vai ser diferente… “você vai aprender a ser gente”. Parafraseando essa frase e trazendo para o contexto dos cristãos fica a pergunta: “Será que daqui pra frente você vai aprender a crer em Deus”? “O coração do homem pode fazer planos, mas a resposta certa dos lábios vem do SENHOR”.(Pv 16:1) A resposta não precisa ser dita, mas respondida por fé , como está escrito: “Sem fé é impossível agradar a Deus” (Hb 11:6). E nunca foi tão necessário viver pela fé como nos dias de hoje. Nunca foi tão preciso se santificar como em nosso tempo. Nunca foi tão imprescindível ser despertado. Paulo nos admoesta dizendo para despertar-nos, discernindo o tempo e o propósito  e nos levantarmos , não sendo cúmplices das obras das trevas, antes reprovando-as.(Ef 5:11).
Por fim, nos adverte a ver como estamos, se como néscios ou sábios, se vivemos como crentes ou descrentes. Como está escrito: “Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, e sim como sábios, remindo o tempo, porque os dias são maus”. (Ef 5:15-16)
Cada dia que vejo e cada ano que passo, percebo que esta verdade está cada vez mais próxima. Não é um ano a mais que passo, mas menos um para chegada Dele. Disse-lhes Jesus: “Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que todas estas coisas aconteçam. O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passar.” (Mateus 24:34).“Acautelai-vos por vós mesmos, para que nunca vos suceda que o vosso coração fique sobrecarregado com as conseqüências da orgia, da embriaguez e das preocupações deste mundo, e para que aquele dia não venha sobre vós repentinamente, como um laço” (Lucas 21:34). “Vigiai, pois, a todo tempo, orando, para que possais escapar de todas estas coisas que têm de suceder e estar em pé na presença do Filho do Homem”(Lucas 21:36).

Líder do Ministério Com Cristo, avivalista apologético, trabalha principalmente com ensino, discipulado e serviço cristão, voltados a le
Fonte: https://estudosbiblicos.gospelprime.com.br

COMO A IDEOLOGIA DE GÊNERO DESTRUIU A FAMÍLIA REIMER


A EXPERIÊNCIA MONSTRUOSAMENTE FRACASSADA DOS GÊMEOS REIMER.
A “teoria de gênero” pretende desconhecer as diferenças naturais e atribuí-las à cultura, ao meio ambiente e à evolução da matéria segundo critérios análogos aos marxistas.
Uma experiência com seres humanos cruelmente fracassada patenteou o erro da “ideologia de gênero” há já alguns anos, mas a mídia silencia. Ele foi relatado pelo “Portal da Família”.
No ponto de partida do caso esteve o Dr. John William Money (1921-2006), psicólogo da John Hopkins University de Baltimore, EUA.
Ele exerceu uma influência decisiva para forjar essa teoria antinatural e, já na década de sessenta, pretendia ter demonstrado que a sexualidade depende mais da educação do que da morfologia humana.
Money era tido como um guru da sexualidade e se fazia chamar de “missionário do sexo”. Defendia casamentos “abertos” a amantes com consentimento mútuo; estimulava o sexo grupal e bissexual, além de parecer tolerar o incesto e a pedofilia.
Money escolheu dois bebês gêmeos como cobaias humanas: Bruce e Brian Reimer, ambos do sexo masculino. O ideólogo aproveitou um problema de saúde de Bruce para dar-lhe – por cirurgia plástica e com o consentimento dos pais – um corpo com aparência feminina. Bruce passou a ser a menina “Brenda”.
O Dr John Money se gabava de seu “sucesso” e era aplaudido pela mídia e certos cientistas enquanto a família estava jogada na tragédia.
Em 1966, os pais de Brian e Bruce tinham visto na televisão uma entrevista com o Dr. John Money falando sobre as operações de mudança de sexo em transexuais.
Acreditando que tal ideia poderia ser apropriada para o problema de Bruce, procuraram o ideólogo, que imediatamente indicou uma mudança cirúrgica de sexo.
Bruce foi castrado aos 22 meses e o Dr. Money mandou criá-lo como uma menina, sem nunca falar para ele do acontecido.
Os Reimer seguiram ao pé da letra as instruções do Dr. Money, mas “Brenda” rasgou seu primeiro vestido pouco antes de fazer dois anos e passou a ser rejeitado na escola, onde manifestou estranhas “tendências lésbicas”, apesar dos hormônios que lhe faziam tomar.
Enquanto a família vivia aflita, Money proclamava em artigos científicos que a sua experiência era um êxito rotundo.
A revista Time afirmava que “este caso constitui um apoio férreo à maior das batalhas pela libertação da mulher”.
Money fazia sessões de “psicoterapia” profundamente traumáticas para os gêmeos.
Ele lhes mostrava fotos sexuais explícitas e teria feito as crianças se despirem e encenarem posições de atos sexuais.
Em “pelo menos uma ocasião”, o Dr. Money tirou uma “fotografia” das duas crianças nessas posições.
A mãe se sentia culpada e tentou o suicídio, o pai desenvolveu um alcoolismo grave e Brian começou a usar drogas e cometer crimes quando atingiu a adolescência.
Bruce, (a) “Brenda”, ficou destruído pelas intermináveis sessões psiquiátricas e pela medicação com estrogênio. Com 13 anos, disse que iria cometer suicídio se eles o fizessem ver o Dr. Money novamente.
A família interrompeu o “tratamento” e o Dr. Money não publicou mais nada sobre o caso. Mas também não informou o público do fracasso e continuou dando a entender que tinha sido bem sucedido, até que um pesquisador rival, o Dr. Milton Diamond, da Universidade do Havaí, reconstruiu a verdade e publicou um artigo nos Archives of Pediatrics and Adolescent Medicine.
Um psiquiatra sugeriu dizer toda a verdade para “Brenda”, que ficou subitamente aliviado. “Eu não estava louco”, exultou. “Brenda” tentou se recompor com cirurgias e tratamentos hormonais e adotou um novo nome: “Davi”.
O caso “Brian-Brenda-David Reimer” foi objeto de livros.
Depois ficou sabendo que seu caso era mundialmente comentado em artigos e livros de teoria médica e psicológica em favor do ‘sucesso’ da teoria de Money.
Em 2002, Brian, vítima de esquizofrenia, suicidou-se com uma overdose de antidepressivos.
Davi nunca pôde se superar do trauma e em maio de 2004 cometeu suicídio dando um tiro na cabeça. Ele tinha 38 anos. Foi enterrado no cemitério Saint Vital, em Winnipeg, Canadá.
O monstruoso desfecho da experiência com os gêmeos Reimer não mudou a cegueira, que beira o fanatismo, dos adeptos dessa ideologia.
O Dr. Money continuou até o fim da vida como professor emérito da Johns Hopkins University. Na época do suicídio de Davi Reimer ele foi procurado pela imprensa, mas não quis se manifestar.
Suas ideias sobre a “ideologia de gênero” continuam a ser divulgadas.
E estão na boca dos adeptos tupiniquins que promovem um fracasso das crianças brasileiras comparável ao do infeliz Bruce – ou “Brenda” e depois “Davi” – Reimer.

Por Luis Dufaur em 3 de março de 2016

Fonte: facebook.com/revistaprimicias

Day One

Você já ouviu falar em “day one”?

Não! Não estamos falando do dia 01 de Janeiro do Ano Novo. Trata-se de um novo conceito que tem sido usado por empresas, numa linguagem administrativa, para se referir a um dia marcante, que se tornou um ponto de virada na vida de algumas pessoas ou companhias.

Algumas empresas promovem seminários, convidando grandes empreendedores e pessoas influentes em diversas áreas para contarem suas histórias e focarem no dia especial em que as coisas fizeram sentido, quando algo novo, surpreendente, transformou a forma de ver e fazer as coisas, redundando em novos insights e grandes sonhos começaram a ser construídos.

Eles se referem a este dia como o dia 1, aquele momento mágico em que tiveram um estalo e começaram seus empreendimentos. É muito inspirador ver como as coisas, de forma quase intuitiva, eventualmente são o ponto de partida para uma transformação radical.

Você já leu aquela frase do Mark Twain: “Os dois dias mais importantes da sua vida são: o dia em que você nasceu, e o dia em que você descobre o porquê?” Esta descoberta brota de algo que está dentro da sua mente mas que só agora se torna conhecida.

Todos precisamos viver o “Day one”, dar um “estalo” que nos retire da zona de conforto e desânimo! Não apenas no campo empresarial, mas na vida. Isto precisa acontecer na forma como lidamos com as pessoas, com o trabalho e com a espiritualidade.

Recentemente conversei com um jovem empresário que estava se divorciando. Ele não tinha muito disposição para o trabalho, tratava com indiferença e era insensível à sua esposa e às oportunidades que tinha. No meio de uma crise sua mulher já cansada de tudo foi embora e decidiu que não queria mais continuar aquele relacionamento. Então ele descobriu que havia perdido seu casamento. Isto deu um estalo. Precisava mudar de atitude. Precisava reescrever sua história. Aquela hora era o “turning point” de sua vida. Seu “Day one”, e ele decidiu lutar pela sua esposa.

Sinceramente não creio muito na mudança do calendário anual como agente de mudanças. Durante anos tenho feito novas resoluções para depois descobrir que eu facilmente provoco uma auto-sabotagem e nada diferente acontece. Ao mesmo tempo, entretanto, alimento um utópico desejo de que o novo ano traga magicamente uma nova forma de lidar com minha saúde, cuidar melhor dos amigos e desenvolver minha fé. Por isto, estou aqui torcendo para que o primeiro dia do ano se transforme de fato no meu “Day one” que me leve noutra direção e a um novo patamar.

Samuel Vieira é pastor na Primeira Igreja Presbiteriana de Anápolis desde 2003
Fonte: http://revsamuca.blogspot.com/

O Obituário do meu pai


Meu pai, 79 anos, estava com pressão alta e o levei para a emergência do hospital. Ele foi conduzido para enfermaria e fiquei com o seu celular e a sua carteira. Na doença, não existe posses. Era o seu responsável pela primeira vez na vida. Precisava preencher o prontuário médico. A atendente me alcançou a folha alertando que se tratava de perguntas simples. Peguei a caneta e mordi a tampa, em vez de deslizar a tinta na página.
– Biotipo sanguíneo?
Eu não sabia.
– Alergia a medicação?
Eu não sabia.
– Já teve sarampo, caxumba, catapora?
Eu não sabia.
– Realizou alguma cirurgia?
Eu não sabia.
– Vem usando medicação?
Eu não sabia.
Vi que eu não conhecia o meu pai. Ele que me conhecia de cor e teria facilidade em preencher qualquer ficha a meu respeito.
Mesmo possuindo quatro décadas e meia de oportunidades, o pai surgia como um desconhecido íntimo. Um anônimo. Eu não me esforcei em descobrir quem me cuidava durante todo esse tempo. Nossa relação foi uma via de mão única.
Terminei reprovado no teste de filho. Deixei o teste em branco, para o meu constrangimento. A atendente tentou disfarçar o desconforto: “Depois perguntamos para ele”.
O prontuário médico tornou-se o meu obituário filial. Eu me dei conta de que nunca me preocupei em desvendar quem habitava a função “pai”, em determinar as suas escolhas, em revelar a pessoa atrás da roupagem familiar.
Meu pai veio com uma encomenda pronta quando nasci, e jamais desfiz o embrulho para buscar o que havia dentro. Não desfrutava de condições de responder nada por ele, pois o reconhecia como eterno provedor, uma fortaleza inexpugnável, onde me socorria em caso de necessidade. Só eu pedia ajuda, não ajudava. Só eu cobrava afeto, não devolvia. Só eu esperava recompensas, não observava também a sua carência e sua fragilidade.
Não questionei o que ele viveu antes de mim. Não sabia se ele teve cachorro, qual o nome, se ele sofreu com a perda do mascote, se sofria castigo na infância, qual o seu melhor amigo, se dançava nas festas da escola ou permanecia encostado na parede, se nadava, se andava de bicicleta, qual a carreira que sonhou, qual o seu pior trauma, qual a sua maior felicidade, se içou pandorga, se pescou, se participou de acampamento, com o que brincava, se jogava futebol, qual a sua posição, se terminava como goleiro por não fazer gol, se dividia o quarto com os irmãos, com qual idade começou a ler e a escrever.
Eu simplesmente me conformei em ser o seu filho, jamais fui seu amigo.

Autor: Fabrício Carpinejar é poeta e jornalista, mestre em Literatura Brasileira pela UFRGS e é autor de 26 livros, premiado com o Jabuti, APCA e ABL, entre outros. 

Fonte: http://revistadonna.clicrbs.com.br