quinta-feira, 18 de outubro de 2018

OUTUBRO ROSA - Edição da Revista Primícias









CÂNCER DE MAMA: É POSSÍVEL PREVENIR


Muita gente pergunta se é possível prevenir o câncer de mama. A Fundação do Câncer mostra que sim: o desenvolvimento de até 13 tipos tumores está relacionado a comportamento. Neste Outubro Rosa, a instituição reforça que, com a adoção de medidas simples no dia a dia, é possível reduzir a incidência do câncer de mama, o mais comum entre as mulheres, depois do não melanoma.
No Brasil, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de mama responde por cerca de 25% dos novos casos registrados anualmente da doença. Pesquisa divulgada pelo Inca para o biênio 2016-2017 estimou a ocorrência de 57.960 mil casos novos no país em 2016. 
Apesar de os números serem grandiosos, o câncer de mama é um tumor curável, em até 98% dos casos, se detectado na fase inicial, reduzindo significativamente a necessidade da mastectomia (retirada dos seios), tão temida pelas mulheres.
A recomendação da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) é a realização da mamografia de rastreamento (quando não há sinais nem sintomas) em mulheres entre 40 e 69 anos, ou antes dessa faixa etária caso haja histórico familiar de câncer de mama ou a indicação de um profissional de saúde a partir de um exame clínico.
“Somente o exame de mamografia pode mudar a curva da doença. Uma das barreiras para a detecção precoce do câncer de mama é o medo. Por isso, as campanhas de conscientização são importantíssimas para que as mulheres não demorem a procurar orientação médica para realização do exame”, afirma o mastologista e diretor do Hospital Fundação do Câncer, Carlos Frederico Lima. 
Confira algumas dicas importantes da Fundação do Câncer:
  • Procure um profissional de saúde
Especialmente na fase inicial – quando o nódulo tem tamanho muito reduzido e, consequentemente, a chance de cura é maior – é imprescindível a realização da mamografia para detecção da doença.
O autoexame é uma maneira importante de a mulher conhecer o próprio corpo e perceber possíveis alterações, mas, muitas vezes, o tumor não consegue ser percebido apenas pelo toque. Por isso, a premissa básica é: faça acompanhamento regular com um profissional de saúde, que irá avaliar clinicamente a paciente e fazer as prescrições de acordo com o seu perfil e necessidades.
  • Pratique atividade física
A prática de atividade física diminui em cerca de 1/3 os riscos de desenvolver câncer de mama. Pratique 30 minutos de exercício aeróbico, pelo menos três vezes na semana, ou de acordo com as suas necessidades. Procure um profissional da área para pedir orientação na escolha da atividade física e acompanhamento para ter uma prática mais adequada.
  • Controle a alimentação
Uma dieta equilibrada evita o sobrepeso e melhora a qualidade de vida. Alimentos industrializados, enlatados e conservados contêm agentes cancerígenos na composição e devem ser evitados. É o caso das carnes processadas, defumadas, curadas ou salgadas (carne de sol, charque e peixes salgados) e embutidos, como salsicha, linguiça, mortadela e salame.  Dê prioridade aos vegetais e coma pelo menos cinco porções ao dia de frutas, legumes e verduras. São alimentos ricos em vitaminas essenciais, sais minerais e fibras, além de substâncias antioxidantes que protegem contra a maioria dos tipos de câncer.
  • Não fume
O cigarro contém cerca de 4.720 substâncias tóxicas, que levam a uma série de doenças, entre elas, o câncer. Por isso, não fume e proteja-se da fumaça do cigarro. Deixar de fumar é uma das decisões mais importantes na vida de um fumante e para quem convive com quem fuma. Sempre vale a pena!
  • Não consuma álcool
De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o alcoolismo causa entre 2% e 4% das mortes por câncer, sendo um dos fatores de risco para o desenvolvimento de diversos tumores, incluindo o de mama, principalmente se o uso for combinado com o tabaco. Além do câncer, o consumo de álcool está associado a mais de 200 tipos de doenças, entre cardiovasculares, mentais e hepáticas.  

Fonte: https://www.cancer.org.br

A ameaça comunista contra os cristãos e a perseguição contra a fé



A declaração de Marx e Friedrich sobre o modus operandi do comunismo é claramente uma ameaça ao cristianismo.

Cristianismo e socialismo são tão antagônicos quanto pecado e santidade – e não há como concluir o contrário. Tampouco há como negar que o comunismo odeia a fé e ameaça tudo que se apresente como divino, ainda que sua própria filosofia seja quase tão religiosa quanto a mais fanática das seitas.
O fato é que essas duas realidades são incompatíveis. O sujeito não consegue ser cristão e, ao mesmo tempo, discípulo de Karl Marx. Ainda que alguém tente provar o contrário, sempre chegará ao mesmo resultado: o comunismo não suporta o cristianismo e tenta pervertê-lo ou destruí-lo – não necessariamente nesta ordem.
Isso pode ser visto claramente nas abordagens que o comunismo tem sobre a religião e a moral. No Manifesto Comunista, por exemplo, temos claramente a negação da crença e o incentivo a perversão da moral, o que por si só demonstra total oposição ao cristianismo e seus valores.
É possível ler o seguinte no tratado escrito por Karl Marx e Friedrich Engels: “Mas o comunismo quer abolir estas verdades eternas, quer abolir a religião e a, moral, em lugar de lhes dar uma nova forma e isso contradiz todo o desenvolvimento histórico anterior” (Das Kommunistische Manifest - Karl Marx e Friedrich Engels).
A declaração de Marx e Friedrich sobre o modus operandi do comunismo é, claramente, uma ameaça ao cristianismo, pois este tem como princípios a defesa da moral, da ética, da liberdade de crença e opinião. Sendo assim, só posso concluir que a ideologia marxista não pode conviver em harmonia com a cultura judaico-cristã.
Pois bem! É preciso lembrar que por mais iluminada que pareça ser a causa socialista, ela sempre tem como fim o totalitarismo comunista. Calma! Eu explico. O socialismo é o meio pelo qual se alcança o comunismo. Este meio é aparentemente tolerante e simpático com as crenças e liberdades, mas acaba progredindo para a restrição a essas verdades.
Por sua vez, o marxismo cultural é a “pregação” deste socialismo. Uma maneira sorrateira de transformar a cultura, principalmente através da desconstrução da cultura judaico-cristã, a qual declarar-se-á inimiga mortal quando o comunismo for implantado. Uma das formas desta estratégia de conquista é a divisão.
Tudo isso demonstra claramente que não há simpatia ou formas de convivência do comunismo com o cristianismo, e o melhor exemplo disso pode ser observado através da opressão da Coreia do Norte contra o cristianismo, tornando-se o país que mais persegue cristãos em todo o mundo.
O comunismo é incompatível com a fé cristã, principalmente porque tenta perverter todos os valores que o cristianismo tanto preserva. É uma ideologia que busca perverter os princípios resguardados na Palavra de Deus, incluindo a própria negação da existência do Todo Poderoso.
O ateísmo de Marx e a oposição desvelada ao cristianismo se devem ao fato de sua ideologia não admitir qualquer tipo de oposição. Não há contraditório onde um comunista dita as regras. Não há liberdade onde o comunismo tomou o poder.
Lênin, responsável pela implantação do comunismo na Rússia, disse claramente que “a guerra contra quaisquer cristão é [...] lei inabalável”. Portanto, não resta dúvida de que existe o interesse dos sociais-comunistas em erradicar a crença cristã onde quer que seja possível implantar seu regime ditatorial.
Por isso, caros leitores, é preciso muito cuidado com a forma como os ataques diabólicos são preparados contra os cristãos. Sabemos bem que “as portas do inferno não prevalecerão contra a Igreja” (Mateus 16.18), mas isso não significa que devemos estar desapercebidos quanto as investidas contra a nossa fé.

Autor: Hernandes Dias Lopes – Pastor, Escritor e Conferencista da Igreja Presbiteriana do Brasil
Fonte: https://guiame.com.br/colunistas/joel-engel

Aborto, o grito silencioso dos que não nasceram



A questão do aborto esteve no topo da lista das grandes discussões políticas em nossa nação. Este é um assunto solene, que merece nossa maior atenção. Não devemos ser frívolos em sua análise. O aborto sempre foi e ainda é assunto de debates entre juristas e legisladores; é tema da ética cristã que exige um posicionamento da igreja. Algumas ponderações precisam ser feitas no trato dessa matéria: Quando começa a vida? Quem tem o direito de decidir sobre a interrupção da vida? Em que circunstâncias um aborto pode ser justificado? O que a Palavra de Deus tem a dizer sobre o assunto? Não queremos, neste artigo, discutir aqueles casos de exceção, onde a medicina e a ética cristã precisam fazer uma escolha entre a vida da mãe ou do nascituro. Queremos, sim, alertar para a prática indiscriminada e irresponsável do aborto, fruto muitas vezes, de uma conduta imoral.

Embora seja ainda matéria de discussão, é consenso geral que a vida começa com a fecundação. A ciência apresenta o fato de que a vida humana inicia com a fecundação e termina com a morte. Desde a concepção, todos os componentes da vida já estão potencialmente presentes para o seu pleno desenvolvimento. É desse óvulo fertilizado que se desenvolve o ser humano pleno, corpo e alma. Na perspectiva bíblica, Deus é o autor da vida e ele mesmo é quem forma o nosso interior e nos tece no ventre da nossa mãe. É Deus quem nos forma de maneira assombrosamente maravilhosa. O salmista diz: “Os meus ossos não te foram encobertos, quando no oculto fui formado e entretecido como nas profundezas da terra. Os teus olhos me viram a substância ainda informe, e no teu livro foram escritos todos os meus dias, cada um deles escrito e determinado, quando nem um deles havia ainda” (Sl 139.15,16). A Bíblia fala do ser antes do nascer. Davi diz: “Eu nasci na iniqüidade, e em pecado me concebeu minha mãe” (Sl 51.5). Jó descreve sua existência pré-natal afirmando: “Porventura não me vazaste como leite e não me coalhaste como queijo? De pele e carne me vestiste, e de ossos e tendões me entreteceste” (Jó 10.10). Fica claro na perspectiva da Escritura, que a vida começa na concepção.
A lei de Deus é enfaticamente clara: “Não matarás” (Ex 20.13). Deus é o autor da vida e só ele tem autoridade para tirá-la (1Sm 2.6). A decisão acerca do aborto não pode ser apenas uma discussão restrita à mãe e ao seu médico. O direito à vida é um direito sagrado e deve ser amplamente discutido, sobretudo, à luz da ética cristã. O aborto é a eliminação de uma vida. É um assassinato. E o mais grave: um assassinato com requintes de crueldade. O aborto é matar um ser indefeso, incapaz de proteger-se. É tirar uma vida que não tem sequer o direito de erguer a voz e clamar por socorro. Ah! Se os milhões de crianças que não chegaram a nascer pudessem gritar aos ouvidos do mundo, ficaríamos estarrecidos diante dessa barbárie. Ficamos chocados com o Holocausto, onde seis milhões de judeus foram mortos nos campos de concentração e nos paredões de fuzilamento. O aborto, entretanto não é menos perverso. O ventre materno em vez de ser um refúgio da vida, torna-se o corredor da morte; em vez de ser o berço da proteção, torna-se o patíbulo da tortura; em vez de ser o reduto mais sagrado do direito à vida, torna-se a arena mais perigosa da morte. O aborto é um crime com vários agravantes, pois não raro, a criança em formação é envenenada, esquartejada e, sugada do ventre como uma verruga pestilenta e indesejável. Oh, que Deus tenha misericórdia da nossa sociedade! Que Deus tenha piedade daqueles que legislam! Que Deus tenha compaixão daqueles que favorecem ou praticam tamanha crueldade!
Autor: Hernandes Dias Lopes – Pastor, Escritor e Conferencista da Igreja Presbiteriana do Brasil
Fonte:  http://www.hernandesdiaslopes.com.br/

O que a Bíblia diz sobre o Controle de Armas?



A Bíblia registra o primeiro assassinato em Gênesis 4 quando Caim matou seu irmão Abel. A resposta de Deus não foi registrar as rochas ou listar aqueles que possuíam um arado, ou o que quer que Caim tenha usado para matar seu irmão. Ao invés disso, Deus tratou com o criminoso. Desde Noé, a pena para o assassinato tem sido a morte.
Vemos a recusa em se aceitar os princípios que Deus nos deu lá no começinho de tudo. Hoje vemos crescer a aceitação da idéia de que controlar o arsenal de armas disponíveis aos criminosos irá diminuir o crime, enquanto raramente devemos executar aqueles que são culpados de assassinato.
Resistir a um ataque não deve ser confundido com fazer vingança, a qual é domínio exclusivo de Deus (Rom. 12:19). Ela tem sido delegada ao magistrado civil, que, como lemos em Romanos 13:4, “...é ministro de Deus para teu bem. Mas se fores mal, teme; pois não é em vão que vem a espada; pois é ministro de Deus, um vingador para castigar o que pratica o mal.”
Os meios de vingança pessoal podem tornar alguém um criminoso se agir depois que sua vida não está mais em perigo, ao contrário de quando alguém está se defendendo de um ataque. Esse é o ponto crucial que têm sido confundido por cristãos pacifistas que querem tomar a passagem do Sermão do Monte sobre dar a outra face (o que proíbe a vingança pessoal) como um mandamento para anular-se ante o perverso.
Consideremos também o que nos diz o Sexto Mandamento: “Não matarás.” Nos capítulos seguintes, Deus dá a Moisés algumas situações que requerem a pena capital. Evidentemente, Deus não está dizendo que nunca se deve matar, mas que não devemos tirar a vida de um inocente. Considere também que o magistrado civil é um terror para aqueles que praticam o mal. Essa passagem não está de modo algum significando que o papel da lei obrigatoriamente é prevenir crimes ou proteger os indivíduos dos criminosos. O magistrado é um ministro que serve como “um vingador para castigar o que pratica o mal” (Rom. 13:4).
Este ponto está refletido na doutrina legal dos Estados Unidos. Repetidamente, as cortes mantiveram que o governo civil não tem nenhuma responsabilidade de fornecer segurança individual. Em um caso (Bowers x DeVito) se expressou desta maneira: “Não há nenhum direito constitucional para ser protegido pelo estado contra ser assassinado.”
A sabedoria dos que fizeram a Constituição [Americana] é consistente com as lições da Bíblia. Os instrumentos de defesa devem estar espalhados por toda a nação, não concentrados nas mãos do governo central. Em um bom país, cada homem age corretamente por meio do Espírito Santo que trabalha nele. Não há razão para o governo civil querem o monopólio da força; o governo civil que deseja tal monopólio é um perigo à vida, liberdade, e propriedade de seus cidadãos.
A simples suposição de que pode ser perigoso que as pessoas carreguem armas é usada para justificar o monopólio da força por parte do governo. A noção de que não se pode confiar que as pessoas mantenham suas próprias armas nos mostra que, como o tempo de Salomão, não só para os muito ricos, é também um tempo perigoso para as pessoas simples. Se Cristo não for nosso Rei, nós teremos um ditador a governar sobre nós, justamente como advertiu Samuel.
Para aqueles que pensam que Deus tratou Israel de maneira diferente da que irá nos tratar hoje, por favor considere o que Deus disse ao profeta Malaquias: “Pois eu sou o Senhor, eu não mudo...” (Mal. 3:6).    

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Larry Pratt é diretor executivo da Gun Owners of America (com 150.000 membros), foi eleito Oficial na legislatura estadual da Virgínia, e é presbítero na Igreja Presbiteriana na América.

Fonte: http://www.monergismo.com


PARTICIPE DA POLÍTICA



Aos planos do Senhor nenhum governo pode se opor. A política é apenas um método que Ele usa para realizar Sua vontade. Pessoas de valores contrários à Palavra usam o poder político com intenção maligna. Nossas vidas estão nas mãos do Senhor e Ele trabalha para completar o plano da salvação e a manifestação do Senhor Jesus. É o Senhor quem “remove reis e estabelece reis” (Dn 2.21); “o Altíssimo tem domínio sobre o reino dos homens; e o dá a quem quer” (Dn 4.17).

Nenhum tipo de governo humano pode estabelecer a paz duradoura. O voto não reforma o mundo pagão de suas práticas idólatras, imorais e corruptas de governo. A transformação é a partir do novo nascimento.

O propósito de um governo, de acordo com as Escrituras, é realizar o bem para os cidadãos, administrar bem os recursos e manter a paz.
Todo cristão deve votar. Deve atentar para a integridade do candidato; se está comprometido em combater a corrupção; se seus valores estão alinhados aos que cremos (família, aborto, ideologia de gênero, etc).

Todo cristão-eleitor tem o direito de se empenhar para que seu candidato se eleja. Mas o compromisso com o partido político deve estar muito aquém do compromisso com Cristo e a comunhão com os irmãos. A política não deve ser um embaraço para koinonia cristã.
Em tempos de eleições, somos surpreendidos pela violência verbal. Além disso, um dos candidatos à Presidência sofreu uma tentativa de assassinato. Levantemos nossas orações por nossa pátria e cada brasileiro. Procuremos ser pacificadores e bons cidadãos. Nossas conversas nas redes sociais nunca devem gerar ódio.

Oremos para que a confrontação política não aumente as vítimas em nossa sociedade. Devemos interceder para que o País encontre caminhos de dignidade, para que a corrupção seja combatida e que reformas necessárias sejam realizadas.
Oremos pelos candidatos: por saúde e cura divina; que cada um tenha um coração voltado para Cristo e que suas famílias experimentem a presença de Deus em seus momentos de estresses emocionais variados.

A missão da igreja não é mudar a nação por meio de partido político, mas da pregação do Evangelho. A igreja fiel a Cristo sustenta seu testemunho e fé em meio a antagonismo e estresse cultural. A igreja fiel a Cristo entendeu que ela, e não o governo, é o sal da terra e luz do mundo.

Orar, respeitar, honrar os governantes, votar bem e condenar posturas enganadoras é um direito que temos por nossa dupla cidadania. Deve ser exercido com zelo e temor, mas mantendo a consciência de que nossa força e nossa esperança estão no Senhor Jesus, o Nome sobre todo nome.

Pr. Jeremias Pereira ∙ Pastor Titular da Oitava Igreja Presbiteriana de Belo Horizonte
Fonte: http://www.oitavaigreja.org.br


terça-feira, 25 de setembro de 2018

Edição de Setembro da Revista Primícias - Apoie e Compartilhe









Falar é a melhor solução



Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 800 mil pessoas tiram a própria vida todos os anos, o que significa que a cada 40 segundos é cometido um suicídio no mundo. Entre os jovens de 15 a 29 anos, o suicídio é a segunda causa de morte. No Brasil, as estatísticas também são assustadoras: A cada 45 minutos, um brasileiro comete suicídio. São 32 vidas perdidas por dia, segundo dados do Centro de Valorização da Vida (CVV).

Para Dr. Caio Magno, psiquiatra e cofundador da Estar Saúde Mental, o mais importante não são as estatísticas de morte, mas sim de prevenção. “Em 90% dos casos, o suicídio está ligado a transtornos mentais, como depressão, transtorno bipolar,esquizofrenia e abuso de álcool e drogas. Todas essas condições são tratáveis. 

Porém, enfrentamos no Brasil dois obstáculos: dificuldade de acesso aos serviços de saúde e falta de conscientização da importância de cuidar da saúde mental como cuidamos da saúde física”, diz o médico.

O que leva uma pessoa a cometer suicídio?
Em 90% dos casos, o suicídio é consequência de um transtorno mental não tratado ou tratado inadequadamente. A dependência química é um fator de risco importante, pois aumenta em 15% o risco de tirar a própria vida. “Temos também os suicídios que ocorrem devido ao desemprego, problemas financeiros, luto e divórcio, mas são menos prevalentes que aqueles ligados aos transtornos mentais”, explica Dr. Caio.

Segundo um estudo que avaliou a epidemiologia do suicídio, a cada 100 habitantes, 17 já pensaram em suicídio, 5 planejaram, 3 tentaram e apenas 1 foi atendido em um serviço de emergência. Esses dados mostram que tirar a própria vida é algo mais comum do que podemos imaginar, por isso é considerado um problema de saúde pública.

Quando a vida perde a graça
De acordo com Ghina Machado, psicóloga e cofundadora da Estar Saúde Mental, não há uma explicação objetiva para o suicídio. “A família que passa por esse problema tende a procurar respostas. O que podemos dizer é que quem tira a própria vida o faz na esperança de escapar da dor e dos problemas. Normalmente, se sentem incompreendidas. Desta maneira, falar realmente pode ser a melhor solução para prevenir o suicídio. Porém, mais importante que falar, é saber escutar quem está passando por um comportamento suicida”.

Como identificar os sinais de alerta
“Uma ameaça de suicídio sempre deve ser considerada pelos familiares e amigos. Quando a pessoa aponta essa hipótese é porque chegou ao limite e precisa de ajuda. Sabemos que a maioria dos suicidas expressou, de alguma maneira, a intenção para pessoas próximas ou até mesmo na internet, o que é cada vez mais comum”, explica Ghina.

A regra dos 4D
A psicóloga explica que há uma maneira simples de identificar comportamentos suicidas. “Costumamos dizer que nas frases de pessoas com ideação suicida estão presentes sentimentos de depressão, desesperança, desamparo e desespero, conhecidos com a regra dos 4D. Veja alguns exemplos:
 “Eu já sei o que vou fazer” /“Eu não aguento mais”/ “Os outros vão ser mais felizes sem mim” “Ninguém me entende”/ “Não farei falta”

O que fazer?
“Buscar ajuda de um médico psiquiatra é a primeira atitude. A família é fundamental neste momento e deve tomar atitudes rápidas. Após a avaliação do médico, devem ser tomadas medidas de segurança. O tratamento pode envolver medicação e terapia.”, explica Dr. Caio.

Prevenção
“É preciso entender que a saúde mental é tão importante quanto a física. O suicídio pode ser prevenido na maioria dos casos. Quem sofre de depressão, transtorno bipolar e outros distúrbios mentais deve procurar tratamento. Entretanto, como a pessoa pode estar mergulhada em seu próprio sofrimento, cabe à família ou aos amigos ajudá-la, mostrando interesse e preocupação, sem criticá-la ou julgá-la”, conclui Ghina.

Autoria: Clínica Estar
Fonte: http://www.estarsaudemental.com.br

Em carta à Igreja Brasileira, líderes defendem postura bíblica diante das eleições


Diante das eleições 2018, 31 líderes evangélicos assinaram uma carta aberta direcionada à Igreja Brasileira.

Com a proximidade das eleições, 31 líderes evangélicos assinaram uma carta aberta direcionada à Igreja Brasileira para orientar como os cristãos devem lidar com a política de maneira bíblica, sem defender bandeiras partidárias. O documento foi publicado nesta segunda-feira (10) pelo ministério Tuporém em parceria com a Vida Nova Edições.

A carta foi assinada por pastores como Augustus Nicodemus, da Primeira Igreja Presbiteriana de Recife, Luiz Sayão, da Igreja Batista Nações Unidas, Jonas Madureira, da Igreja Batista da Palavra, Renato Vargens, da Igreja Cristã da Aliança de Niterói e Solano Portela, presbítero da Igreja Presbiteriana do Brasil.

No texto, os líderes cristãos convidam os cristãos brasileiros a se colocarem “em intercessão constante pelo País nas próximas semanas, até o fim dos pleitos em segundo turno, em jejum e oração”.
Os líderes ainda recomendam que os cristãos conheçam bem o caráter dos candidatos, suas ideias e a ideologia do partido; que apoiem propostas que defendam a vida em qualquer circunstância e repudiem qualquer ideologia que se oponha aos princípios do Reino de Deus.

Leia a carta aberta à Igreja Brasileira na íntegra:
“Por ocasião das celebrações dos 196 anos de Independência do Brasil neste mês de setembro e da proximidade das eleições de 2018, em que os brasileiros escolherão deputados estaduais e federais, senadores e governadores de seus estados, bem como a autoridade principal da nação, o presidente da República, para os próximos quatro anos, os pastores e líderes cristãos abaixo-assinados conclamam para que a Igreja de Cristo no Brasil coloque-se em intercessão constante pelo País nas próximas semanas, até o fim dos pleitos em segundo turno, em jejum e oração, pedindo para que a Santíssima Trindade, por misericórdia, ouça as nossas preces e venha a atender os seguintes pedidos:
1. Que o SENHOR, o Deus Triúno, conduza em suas campanhas os candidatos honestos, bem-intencionados, comprometidos com a transparência e a moralidade, com princípios virtuosos de vida em sociedade e com uma visão cristã de mundo, a fim de que estes consigam ser eleitos aos cargos a que concorrem;
2. Que o SENHOR, o Deus Triúno, mude o coração daqueles que estão dispostos a votar em candidatos envolvidos em casos de corrupção, nem permita que estes sejam eleitos;
3. Que o SENHOR, o Deus Triúno, refreie a representação de ideologias anticristãs em nossos parlamentos estaduais e no Congresso Nacional;
4. Que o SENHOR, o Deus Triúno, frustre toda a tentativa de fraude no sistema eleitoral;
5. Que o Senhor, o Deus Triúno, não permita mais confusão e outros atos de violência, a fim de que essas eleições sejam concluídas pacificamente;
6. Que o Senhor, o Deus Triúno, por meio da obra santificadora do Espírito Santo, traga um verdadeiro avivamento à sua Igreja no Brasil, provocando um grande e duradouro impacto cultural, moral e social, por meio de homens e mulheres que produzam frutos dignos de arrependimento.”
Algumas recomendações:
a) Para a escolha de candidato, recomenda-se conhecer bem o seu caráter, ideias e a ideologia do partido;
b) Apoie propostas que defendam a dignidade do ser humano e a vida em qualquer circunstância, desde sua concepção no ventre materno;
c) Rejeite candidatos com ênfases intervencionistas na esfera familiar, educacional, eclesiástica e artística;
d) Repudie qualquer ideologia que se oponha aos princípios do Reino de Deus, isto é, com a mensagem bíblica;
e) Apoie candidatos que expressam compreender a função primordial do Estado em prover e promover justiça e segurança para seus cidadãos;
f) Por fim, ao indicar um candidato para amigos e familiares, faça-o com respeito às opiniões diferentes da sua, lembrando que, apesar de você acreditar na pessoa para quem está dando e pedindo voto, como cristãos, nossa esperança última de sociedade perfeita deve estar na consumação dos séculos, quando Jesus voltará para reinar com cetro de justiça.
Após as eleições,  ore em favor dos candidatos eleitos, para que cumpram seus mandatos com sabedoria e pelo bem da nação, lembrando-nos, oportunamente, das palavras do apóstolo Paulo a Timóteo: “Antes de tudo, pois, exorto que se use a prática de súplicas, orações, intercessões, ações de graças, em favor de todos os homens, em favor dos reis e de todos os que se acham investidos de autoridade, para que vivamos vida tranquila e mansa, com toda piedade e respeito” (1Timóteo 2.1-2).
Ajude-nos a divulgar esse chamado à oração pelas eleições de 2018 compartilhando esta carta nas redes sociais e, se possível, peça autorização aos seus pastores para lê-la em sua igreja, seja no culto, escola dominical, pequenos grupos ou demais reuniões.

Que o SENHOR, nosso Deus, olhe com graça e misericórdia para o Brasil! Amém.”


- Augustus Nicodemus Lopes, pastor auxiliar na Primeira Igreja Presbiteriana de Recife.

- Cândido Alexandrino, advogado, professor, Mestre em Direito, advogado da VR Advogados Associados para o Nordeste e advogado sênior na Alexandrino Advocacia (PI)
- Charles Grimm, presbítero da Igreja Presbiteriana do Brasil e professor.
- Cleyton Gadelha, diretor da Escola Teológica Charles Spurgeon e pastor da Igreja Batista de Parquelândia.
- Davi Charles Gomes, pastor da Igreja Presbiteriana Paulistana (SP).
- Emilio Garofalo Neto, pastor da Igreja Presbiteriana Semear, Brasília.
- Flávio de Paula Oliveira, pastor da Primeira Igreja Batista de Rosário do Sul (RS).
- Franklin Ferreira, pastor da Igreja da Trindade (SJC-SP) e diretor-geral do Seminário Martin Bucer.
- Geremias Couto, pastor emérito da Assembleia de Deus, Centro Missionário Cristão (Teresópolis, RJ).
- Gleidson da Silva Costa, pastor titular da 1a Igreja Presbiteriana Renovada de Cuiabá e Presidente do Presbitério Oeste do Brasil da IPRB.
- Hélder Cardin, reitor do Seminário Bíblico Palavra da Vida e pastor na Igreja Evangélica do Maracanã (Atibaia-SP).
- Isaque Sicsú, pastor da Igreja Batista Urbana (SP).
- Jean Regina, advogado especialista em Direito Religioso do VR Advogados, membro da Comunidade Evangélica Luterana Concórdia de Porto Alegre (RS).
- Jonas Madureira, pastor da Igreja Batista da Palavra (SP) e professor no Seminário Martin Bucer.
- Jonathan Silveira, membro na Igreja Batista da Palavra (SP), colaborador de Edições Vida Nova, fundador e editor do site Tuporém.
- Luiz Sayão, pastor da Igreja Batista Nações Unidas em São Paulo e tradutor da Bíblia (NVI/Almeida 21).
- Mauro Meister, pastor da Igreja Presbiteriana – Barra Funda (SP).
- Paulo Júnior, diácono da Igreja Vintage180 (RS) e advogado.
- Paulo Valle, pastor da Igreja Batista de Fé Reformada (Volta Redonda, RJ) e professor do Seminário Martin Bucer.
- Renato Vargens, pastor sênior da Igreja Cristã da Aliança de Niterói (RJ).
- Rodrigo Majewski, presbítero, Assembleia de Deus Porto Alegre (RS), Procurador Federal.
- Sérgio Queiroz, pastor da Igreja Batista Cidade Viva e Presidente da Fundação Cidade Viva.
- Solano Portela, presbítero da Igreja Presbiteriana do Brasil e Administrador de Empresas
- Thiago Rafael Vieira, advogado especialista em Direito Religioso do VR Advogados, conselheiro fiscal da Igreja Batista Filadélfia (RS).
- Tiago J. Santos Filho, diretor de estudos avançados do Seminário Martin Bucer, editor-chefe da Editora Fiel e pastor na Igreja Batista da Graça (SJC-SP).
- Thiago Silva de Oliveira, pastor da Igreja Evangélica Livre em Itapuama (Cabo-PE).
- Thiago Velozo Titillo, pastor batista, escritor, e professor da rede estadual de ensino e dos Seminários Teológico Evangélico Peniel e Betel (RJ).
- Valmir Nascimento Milomem Santos, Jurista, teólogo, escritor e ministro da Assembleia de Deus.
- Valter Reggiani, pastor da Igreja Batista Reformada de São Paulo.
- Warton Hertz de Oliveira, advogado da VR Advogados Associados e estagiário na equipe pastoral da Igreja Batista Esperança (Porto Alegre-RS).
- Wilson Porte Jr., pastor da Igreja Batista Liberdade (Araraquara-SP).


Fonte: https://guiame.com.br


segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Nova Edição da Revista Primícias - O melhor conteúdo na sua mão!

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sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Desafios da Paternidade


Conta-se a história de um pai que comprou uma pistola e com alegria mostrou-a para o seu filho adolescente. Comprometeu-se com o filho de ensiná-lo a utilizar a arma, mas os compromissos do trabalho nunca o permitiam cumprir a promessa. Com que arrependimento e tristeza ele foi chamado às pressas para o hospital quando o seu filho acidentalmente feriu-se mortalmente com a arma. Caminhando de um lado para o outro ele dizia: "Como eu foi tolo. Eu planejei separar tempo para ensiná-lo a usar a arma. Eu planejei, mas eu estava tão ocupado ...."
Talvez você nunca desse uma pistola para o seu filho, e muito menos permitiria que ele utilizasse algo tão perigoso sem o devido treinamento. Porém, eu creio que temos deixado de perceber que demos algo muito mais perigoso para os nossos filhos - A VIDA! Quantos pais estão tão ocupados provendo o sustento dos seus filhos que se esquecem de ensiná-los a viver a vida, de prepará-los para a vida adulta! Creio ser este um grande desafio para os pais de hoje: ser mais do que um provedor! É vital que pais prepararem seus filhos para viver a vida, para saber tomar decisões, para saber usar bem as oportunidades ...
Três desafios estão diante de qualquer homem que deseje cumprir a missão da paternidade:
·         Dedicar tempo aos seus filhos. Pequenos ou grandes seus filhos precisam de você. Dedique-lhes qualidade e quantidade de tempo. As atividades da vida moderna tendem a separar a família. Conviver é mais do que ter o mesmo endereço. É necessário "investir" tempo para ter um relacionamento significativo. Dificilmente este tempo com os seus filhos ocorrerá por acaso. Conscientemente agende um horário para estar com eles jogando bola, brincando, fazendo um lanche, lendo ... construa memórias de vocês dois juntos! Qual foi a última vez que você fez alguma desta coisas com os seus filhos? Muitos de nós estamos tão ocupados ganhando a vida que nos esquecemos de vivê-la. Certamente estas memórias serão importantes para a estabilidade emocional deles na vida adulta.
·         Viver como um exemplo para seus filhos. Seja exemplo até no reconhecer os seus erros e no pedir perdão. Seres humanos precisam de modelos para aprender. A melhor maneira de ensinar o caminho correto é andar neste caminho! Consistência entre o nosso discurso e vida certamente terá um impacto positivo no caráter de nossos filhos. Eles aprenderão a importância do amor, respeito, verdade, etc. Não existe nada melhor para enfrentar as incoerências da vida do que crescer em um lar onde existe coerência. "Faça o que eu digo e não faça o que eu faço!" é um ditado popular. Identifique áreas da sua vida onde este ditado é verdadeiro. Procure eliminar estas inconsistências por amor a você mesmo e aos seus filhos.
·         Desenvolver um conceito diferente de sucesso - Você diria que um pai bem sucedido é o que pode dar aos filhos roupa nova, casa rica, presentes, etc.? Ser um bom pai é dar-se a si mesmo aos filhos! A maior herança que você pode deixar para os seus filhos não tem registro de imóveis, nem pode ser declarada no imposto de renda. Esta herança é a certeza do seu amor e a capacitação para viver a juventude e a vida adulta em toda a sua potencialidade. A frase "Nenhum sucesso compensa o fracasso no lar." reflete convicção e prioridades na vida de um pai. Pais que investiram todo o seu tempo e energia na profissão para prover muitas coisas para os seus filhos, muitas vezes chegam a afirmar: "Eu daria tudo que tenho para ter uma família diferente!"
·         José, o pai de Jesus, temente a Deus como ele era buscou a sabedoria divina para ser o pai que o seu filho precisava. Ele foi um pai que recebeu a aprovação de Deus e serve de exemplo hoje. A Bíblia fala do seu trabalho como pai ao afirmar: "E crescia Jesus em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e dos homens."
Como é possível em meio às pressões da vida moderna ser um pai assim? Creio só existir uma maneira: buscando a ajuda de Deus! Afinal, não foi Ele quem planejou a existência da família como o centro de treinamento para a vida? Não foi Deus quem criou o ser humano como um dos "filhotes" mais dependentes de toda a criação?
Busque em Deus a sabedoria necessária para ser o pai que seus filhos precisam. A Bíblia diz: "se alguém tem falta de sabedoria, peça a Deus, e ele dará porque é generoso e dá com bondade a todos." Deus deseja ajudá-lo a ter um conceito diferente de sucesso, a investir qualidade e quantidade de tempo na vida de seus filhos para que eles aprendam com o seu exemplo de vida.

Autor: L. Roberto Silvado
Fonte: https://ib7.org

Qual é o teu nome?

Perguntou-lhe, pois: Como te chamas? Ele respondeu: Jacó.
Gênesis 32.27

Jacó, que significa suplantador, trapaceiro, viveu sua vida até aquele dia à sombra do seu nome. De fato, esse nome dizia muito acertadamente quem ele era. Lutando contra o Anjo, sem entendermos bem por que razão exatamente, o patriarca pelejou a noite toda. É óbvio que o Anjo podia tê-lo vencido rapidamente, mas deixou a briga se arrastar até quando quis. Para por fim a disputa, simplesmente golpeou sua coxa tornando Jacó manco. E, como tal, em condições humilhantes, o patriarca "deteve" seu oponente para que lhe abençoasse. Esse é o tipo de história que parece estranha, com pontos cegos, mas que a luz das Escrituras pode ser esclarecida.
O Anjo proporcionou ao nosso anti-herói um déjà-vu. Ele fez uma pergunta muito semelhante a que anos atrás Jacó ouviu quando pelejava pela benção com seu pai, enganando-o, e ao mesmo tempo passando a perna em seu irmão Esaú: "Como te chamas? Quem és tu, meu filho?" Na primeira vez, diante dos olhos cegos de seu pai, sua resposta foi "Sou Esaú, teu primogênito". Mas agora, diante daquele que tudo vê, sua resposta sincera e simples foi "Jacó". Era praticamente uma confissão.
Conta a anedota que o menino mal-criado respondeu ao padre: Eu não me chamo, os outros é que me chamam. O nome Jacó, dado ao segundo filho de Isaque já previa quem ele seria, o que de fato confirmamos pela sua história. Mas o mesmo pode ser dito do nome dado pelo Anjo: Israel significa "Deus Prevalece". E pela própria explicação dada em seguida, fica claro que "como príncipe pelejou com Deus e com os homens e prevaleceu". Tratava-se agora de um êxito honroso, não mais de artimanhas ou traições. O velho Jacó tinha tido sucesso como Israel, como "Deus Prevalece".
Devemos considerar que o propósito de Deus prevalecia sobre o patriarca. Mesmo antes de nascer, quando já lutava no ventre de sua mãe com seu irmão, o SENHOR já havia anunciado que o menor prevaleceria sobre o maior (Gênesis 25.23). O segundo tornaria-se o primeiro (príncipe); o menor, o caseiro e mais frágil, tornaria-se aquele que lutaria com o próprio Deus. Jacó sempre foi Israel.
Porém, outro aspecto precisa ser considerado nessa história ainda um pouco nebulosa. Israel não seria apenas o nome do patriarca, mas da nação escolhida por Deus. E nesse sentido, a nação também faria jus ao primeiro nome de seu pai. Israel era Jacó, pois desde os seus doze filhos observamos sucessivas ocasiões de enganos e traições. Basta a leitura dos primeiros versículos da benção de Israel aos seus filhos para se ter ideia de episódios assim na vida dos seus três primeiros filhos (Gênesis 49.1-7). Também toda história de Israel desde o Êxodo até o Exílio faz com que percebamos que as características de Jacó se aplicavam a sua descendência. A traição no deserto veio através da idolatria, e se estendeu à terra prometida nos dias dos Juízes. Mentiras, adultério e violência também adentraram aos palácios dos reis de Israel, e se viu junto aos sacerdotes e do povo. As denúncias dos profetas ao longo da narrativa do Antigo Testamento sempre apontaram para o quanto esses filhos conservaram viva a fama do nome Jacó em sua trajetória.
Indo além deste período, mesmo no Novo Testamento, observamos que a Igreja, o Israel do Senhor, também por vezes se porta como seus pais na Antiga Aliança. Relatos em Atos, como no caso de Ananias e Safira, casos vergonhosos descritos nas epístolas aos Coríntios, nos dão a sensação de que o tempo não passou, e que como disse Belchior em sua célebre canção "ainda somos os mesmos/ e vivemos como nossos pais". Em muitos aspectos como a nação de Israel, a Igreja nesses últimos dias é sua extensão não somente como herdeira da promessa, mas ainda como representante desse nome paradoxo nascido do ventre de Rebeca. Somos um povo de segunda, fracos, desprezíveis (1 Coríntios 1.26-28), mas que também recebeu o nome de um Príncipe. Apesar de correspondermos a alcunha de Jacó, desde a eternidade já havia sido preparado para nós o nome de Israel.
Israel não era apenas o segundo nome que o Patriarca receberia, ou o nome da Nação que dele descendia. Israel era o nome do Príncipe que lutou com Deus e o os homens e prevaleceu. Era o nome do Filho escolhido de Deus "Quando Israel era menino, eu o amei; e do Egito chamei o meu filho" (Mateus 2.15; Oseias 11.1). Jesus, que significa "Ele salvará o seu povo dos seus pecados", é o Nome acima de todo nome. Na cruz Jesus pelejou por nós com Deus, e diferente de Jacó, que apenas teve a sua coxa tocada, o Cristo não foi poupado. Mas apesar do que podia parecer fraqueza ou derrota, sua morte foi, na verdade, sua vitória. Deus Prevalece é o seu Nome, e é nesse nome que somos contados como quem também prevalece.
Quando perguntam pelo meu nome, posso responder com aquele que recebi de meus pais. Junto com ele recebi uma herança maldita desde Adão. Por trás do meu nome escondem-se muitas coisas das quais me envergonho, e que me lembram o nome de Jacó. Lutei com minhas forças para mudar de nome, mas somente pelo Nome de Israel, o Filho a quem Deus ama, e que por mim se entregou na cruz, é que pude receber um novo nome: Cristão. Como Jacó, ainda manco como efeito da luta que travei ao longo de minha vida. Como Jacó, pelo restante dos meus dias serei ainda lembrado pelos pecados que cometi e cometo. Mas como Israel, prevaleci com um nome que não me foi dado quando nasci, que não era meu, mas que estava preparado para mim desde antes da fundação do mundo, e no qual foi abençoado.


Autor: Adalberto A. R. Taques - Pastor Presbiteriano em Cuiabá - MT

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