sexta-feira, 29 de junho de 2018
Voto nulo e novas eleições
Voto nulo e novas eleições
De dois em dois anos, em eleições municipais ou regionais, sempre surge
alguém para hastear a bandeira do voto nulo, declarando a finalidade de
promover a anulação do pleito. Já passou da hora de superar essa ideia e
entender, de fato, qual função pode ser atribuída ao voto nulo e ao voto em
branco.
Para os defensores da campanha do voto nulo, o art. 224 do Código Eleitoral2 prevê a necessidade de marcação de nova eleição se a nulidade atingir mais de metade dos votos do país. O grande equívoco dessa teoria reside no que se identifica como “nulidade”. Não se trata, por certo, do que doutrina e jurisprudência chamam de “manifestação apolítica” do eleitor, ou seja, o voto nulo que o eleitor marca na urna eletrônica ou convencional.
A nulidade a que se refere o Código Eleitoral decorre da constatação de fraude nas eleições, como, por exemplo, eventual cassação de candidato eleito condenado por compra de votos. Nesse caso, se o candidato cassado obteve mais da metade dos votos, será necessária a realização de novas eleições, denominadas suplementares. Até a marcação de novas eleições dependerá da época em que for cassado o candidato, sendo possível a realização de eleições indiretas pela Casa Legislativa. Mas isso é outro assunto.
É importante que o eleitor tenha consciência de que, votando nulo, não obterá nenhum efeito diferente da desconsideração de seu voto. Isso mesmo: os votos nulos e brancos não entram no cômputo dos votos, servindo, quando muito, para fins de estatística.
O Tribunal Superior Eleitoral, utilizando a doutrina de Said Farhat3, esclarece que “Votos nulos são como se não existissem: não são válidos para fim algum. Nem mesmo para determinar o quociente eleitoral da circunscrição ou, nas votações no Congresso, para se verificar a presença na Casa ou comissão do quorum requerido para validar as decisões4.”.
Do mesmo modo, o voto branco. Antigamente, quando o voto era marcado em cédulas e posteriormente contabilizado pela junta eleitoral, a informação sobre a possibilidade de o voto em branco ser remetido a outro candidato poderia fazer algum sentido. Isso porque, ao realizar a contabilização, eventualmente e em virtude de fraude, cédulas em branco poderiam ser preenchidas com o nome de outro candidato. Mas isso em virtude de fraude, não em decorrência do regular processo de apuração.
Hoje em dia, o processo de apuração, assim como a maneira de realizar o voto, mudou. Ambos são realizados de forma eletrônica, e a possibilidade de fraudar os votos em branco não persiste. O que se mantém é a falsa concepção de que o voto em branco pode servir para beneficiar outros candidatos, o que é uma falácia.
O voto no Brasil é obrigatório – o que significa dizer que o eleitor deve comparecer à sua seção eleitoral, na data do pleito, dirigir-se à cabine de votação e marcar algo na urna, ou, ao menos, justificar sua ausência. Nada obstante, o voto tem como uma das principais características a liberdade. É dizer, o eleitor, a despeito de ser obrigado a comparecer, não é obrigado a escolher tal ou qual candidato, ou mesmo a escolher candidato algum.
Diz respeito à liberdade do voto a possibilidade de o eleitor optar por votar nulo ou em branco. É imprescindível, no entanto, que esta escolha não esteja fundamentada na premissa errada de que o voto nulo poderá atingir alguma finalidade – como a alardeada anulação do pleito. Se o eleitor pretende votar nulo, ou em branco, este é um direito dele. Importa que esteja devidamente esclarecido que seu voto não atingirá finalidade alguma e, definitivamente, não poderá propiciar a realização de novas eleições.
Para os defensores da campanha do voto nulo, o art. 224 do Código Eleitoral2 prevê a necessidade de marcação de nova eleição se a nulidade atingir mais de metade dos votos do país. O grande equívoco dessa teoria reside no que se identifica como “nulidade”. Não se trata, por certo, do que doutrina e jurisprudência chamam de “manifestação apolítica” do eleitor, ou seja, o voto nulo que o eleitor marca na urna eletrônica ou convencional.
A nulidade a que se refere o Código Eleitoral decorre da constatação de fraude nas eleições, como, por exemplo, eventual cassação de candidato eleito condenado por compra de votos. Nesse caso, se o candidato cassado obteve mais da metade dos votos, será necessária a realização de novas eleições, denominadas suplementares. Até a marcação de novas eleições dependerá da época em que for cassado o candidato, sendo possível a realização de eleições indiretas pela Casa Legislativa. Mas isso é outro assunto.
É importante que o eleitor tenha consciência de que, votando nulo, não obterá nenhum efeito diferente da desconsideração de seu voto. Isso mesmo: os votos nulos e brancos não entram no cômputo dos votos, servindo, quando muito, para fins de estatística.
O Tribunal Superior Eleitoral, utilizando a doutrina de Said Farhat3, esclarece que “Votos nulos são como se não existissem: não são válidos para fim algum. Nem mesmo para determinar o quociente eleitoral da circunscrição ou, nas votações no Congresso, para se verificar a presença na Casa ou comissão do quorum requerido para validar as decisões4.”.
Do mesmo modo, o voto branco. Antigamente, quando o voto era marcado em cédulas e posteriormente contabilizado pela junta eleitoral, a informação sobre a possibilidade de o voto em branco ser remetido a outro candidato poderia fazer algum sentido. Isso porque, ao realizar a contabilização, eventualmente e em virtude de fraude, cédulas em branco poderiam ser preenchidas com o nome de outro candidato. Mas isso em virtude de fraude, não em decorrência do regular processo de apuração.
Hoje em dia, o processo de apuração, assim como a maneira de realizar o voto, mudou. Ambos são realizados de forma eletrônica, e a possibilidade de fraudar os votos em branco não persiste. O que se mantém é a falsa concepção de que o voto em branco pode servir para beneficiar outros candidatos, o que é uma falácia.
O voto no Brasil é obrigatório – o que significa dizer que o eleitor deve comparecer à sua seção eleitoral, na data do pleito, dirigir-se à cabine de votação e marcar algo na urna, ou, ao menos, justificar sua ausência. Nada obstante, o voto tem como uma das principais características a liberdade. É dizer, o eleitor, a despeito de ser obrigado a comparecer, não é obrigado a escolher tal ou qual candidato, ou mesmo a escolher candidato algum.
Diz respeito à liberdade do voto a possibilidade de o eleitor optar por votar nulo ou em branco. É imprescindível, no entanto, que esta escolha não esteja fundamentada na premissa errada de que o voto nulo poderá atingir alguma finalidade – como a alardeada anulação do pleito. Se o eleitor pretende votar nulo, ou em branco, este é um direito dele. Importa que esteja devidamente esclarecido que seu voto não atingirá finalidade alguma e, definitivamente, não poderá propiciar a realização de novas eleições.
Autora: Polianna Pereira dos Santos -
Bacharela em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de Minas
Gerais (PUC Minas). Especialista (pós-graduação lato sensu) em
Ciências Penais pelo Instituto de Educação Continuada na Pontifícia
Universidade Católica de Minas Gerais (IEC PUC Minas). Assessora da
Procuradoria Regional Eleitoral em Minas Gerais (PRE/MG). Professora de Direito
Eleitoral na Faculdade de Direito de Conselheiro Lafaiete (FDCL). E-mail:
poliannasantos@gmail.com
2 Art. 224. Se a nulidade atingir mais de metade dos votos do país
nas eleições presidenciais, do Estado nas eleições federais e estaduais ou do
município nas eleições municipais, julgar-se-ão prejudicadas as demais votações
e o Tribunal marcará dia para nova eleição dentro do prazo de 20 a 40 dias.
3FARHAT, Said. Dicionário parlamentar e político. São Paulo:
Melhoramentos; Fundação Peirópolis, 1996. 1 CD-ROM.
4 Disponível em: <http://www.tse.jus.br/eleitor/glossario/termos/voto-nulo/?searchterm=voto+nulo>.
Acesso em: 26 maio 2013.
Vai escolher o candidato? Nós sabemos como!
Você sabe em quem votar? Como você
escolhe para quem vai seu voto? Sabia que existem técnicas para prever as
escolhas dos eleitores? E que é possível fazer aquele candidato fraquinho
parecer o melhor? Sabia também que dá para melhorar a nossa escolha para não se
arrepender depois?
Por
·
As eleições nacionais e estaduais estão chegando.
Existem milhares de eleitores sem saber em quem votar. Alguns nem tem tempo ou
disposição para pesquisar, avaliar e pensar bem a quem entregará seu voto.
Por outro lado, dezenas de candidatos pretendem
tornar-se prefeitos e vereadores e, para isso, estão dispostos a conquistar o
seu voto de várias maneiras.
Lembre-se que é importante votar em quem tem o
melhor programa para sua cidade e esta pessoa não é necessariamente a mais
atraente.
As principais formas de atrair eleitores são
o marketing político e o eleitoral.
O objetivo do primeiro é aumentar a aceitação e
diminuir a rejeição dos candidatos e candidatas a longo prazo. Ele pode ser
utilizado por qualquer pessoa que deseje ser bem vista na sociedade.
Já o marketing eleitoral é mais específico e
pretende garantir a vitória nas urnas, por meio de técnicas próprias. A ideia é
construir uma boa imagem para o candidato, sólida, que passe confiança à
população, durante a campanha eleitoral.
Uma das regras mais gerais é a transmissão de
credibilidade colocação do político em um lugar próximo ao eleitor, trabalhando
o lado emocional deles.
A utilização de frases curtas e simples, músicas de campanha de fácil memorização e símbolos permitem que os candidatos sejam lembrados mais facilmente.
A individualização do adversário faz
com que se foque na derrota de um inimigo principal, poupando forças para a
campanha.
A repetição e uniformização dos
temas processos fazem com que os políticos sejam mais facilmente reconhecidos,
solidificando a sua “marca”.
Além disso, existe uma teoria do comportamento
utilizada para compreender e tentar prever como os eleitores agem e se
posicionam. Ela tenta explicar por que em alguns momentos nós não temos tanto
discernimento assim.
Pense no eleitor como um consumidor e nos
candidatos como vendedores. Os consumidores vão ao mercado escolher com qual
produto ficarão. E os vendedores vão trabalhar para que eles levem seu produto.
Ao escolher produtos e políticos, algumas questões
limitam nossa racionalidade. Por exemplo, o enquadramento em
que se encontram nossas opções.
Às vezes, o que parecia bom por um momento, se mostra uma má escolha, porque mudamos de perspectiva. Uma solução é avaliar o candidato não só pelo seu ponto de vista, mas procurar saber como ele é conhecido por outras pessoas.
Às vezes, o que parecia bom por um momento, se mostra uma má escolha, porque mudamos de perspectiva. Uma solução é avaliar o candidato não só pelo seu ponto de vista, mas procurar saber como ele é conhecido por outras pessoas.
Outro problema para nós, eleitores e consumidores,
é que, em geral, nós temos preferência por ganhos imediatos. Ou
seja, mesmo que possamos ganhar mais a longo prazo, preferimos receber menos,
desde que seja agora.
Por isso, antes de decidir seu voto, veja as
propostas de seu candidato em um futuro mais distante e suas preocupações com
problemas maiores e menos imediatos.
O ganho de benefícios pela compra de votos é o
maior prejuízo a longo prazo que existe!
Nós não pensamos muito bem quando temos muitas
opções. Isto nos deixa confusos e impede que uma análise mais profunda e
justa dos candidatos (ou produtos) seja feita.
O ideal é que a escolha seja feita dentro de um
leque menor de opções. Defina quais são suas necessidades, depois avalie as
propostas, descartando todos os que não se encaixem em suas expectativas.
Nós somos vítimas do efeito âncora.
Alguns candidatos relacionam sua imagem a pessoas famosas, por quem já temos um
sentimento de afinidade. Mas o voto é no político. As características e as
propostas dele é que importam.
Por fim, nós tendemos a supervalorizar
experiências ruins e esquecer mais facilmente as lembranças boas. Se
um político de determinado partido nos decepciona, é provável que a gente fique
com medo de repetir a escolha e até desacredite da política.
Mas quadros políticos mudam, pessoas e propostas
também. Cada eleição é uma oportunidade que temos de melhorar
nossa realidade. Devemos fazer o máximo para que isso aconteça e
isso inclui analisar a adequação das propostas e partidos às nossas
necessidades.
Claro que não existe uma receita pronta para
o voto perfeito. Além disso, existem várias outras técnicas de
marketing e outros determinantes da escolha individual.
Mas este texto tem a intenção de facilitar esse
processo que é tão importante a curto e longo prazo. Não perca a oportunidade
de buscar a melhoria da sua vida e comunidade e conte com o Politiquê? pra te
ajudar!
O texto te ajudou? Conhece alguém que tem
dificuldade para escolher o voto? Ou alguém que não tem muito interesse? Vamos
mudar isso? Deixe seu comentário e compartilhe nosso conteúdo!
Texto originalmente escrito por Maitê
Queiroz!
Fonte: http://projetopolitique.com.br/vai-escolher-o-candidato-nos-sabemos-como/
EXPECTATIVA OU GARANTIA DE VITÓRIA?
Os olhos do mundo estão voltados para a Rússia. Está acontecendo a
vigésima primeira edição do maior evento esportivo do planeta, a copa do mundo
de futebol. São trinta e duas seleções que disputam este certame, com vistas ao
título de campeões do mundo. O Brasil é a única seleção que disputou todas as
copas e já conquistou cinco títulos mundiais. Inobstante, o Brasil ser um dos
favoritos, temos apenas expectativa de vitória e não certeza da vitória. É só
lembrar o fenômeno maracanaço ocorrido
em 16 de julho de 1950, quando o Brasil dependendo apenas de um empate com o Uruguai,
perdeu o jogo por dois a um. Ou mais recentemente, na copa de 2014, quando o
Brasil sofreu a humilhante goleada de sete a um, da Alemanha, no Mineirão. No
futebol não há como ter certeza. As expectativas de vitória, não raro,
transformam-se em derrotas amargas e fatídicas.
Na vida cristã, entretanto, não é assim. Nós, que cremos em Cristo, e já
fomos justificados pela fé, temos garantia de vitória. Somos mais do que
vencedores em Cristo Jesus. No futebol ganha o melhor; na vida cristã, é salvo
aquele que crê em Cristo Jesus. No futebol, a vitória é resultado do desempenho
dos jogadores em campo; na vida cristã, a vitória é resultado do sacrifício de
Cristo realizado na cruz. No futebol, a taça da vitória é consequência do
esforço humano; na vida cristã, a coroa da vitória é resultado da graça de Deus
concedida a nós. Não somos salvos pela obra que realizamos para Deus, mas pela
obra que Cristo realizou por nós na cruz do calvário. Somos mais do que
vencedores não porque somos fortes ou trabalhamos para merecer a vitória; somos
vencedores porque Jesus conquistou para nós, a nossa redenção.
Na vida cristã, os mais fracos são vencedores, porque a vitória não é
dos fortes nem dos que correm melhor, mas daqueles que, reconhecendo sua
fraqueza, confiam no Senhor. Nossa vitória não é conquistada dentro das quatro
linhas do jogo da vida, mas foi conquistada na cruz. Agora, não entramos em
campo para saber se vamos ganhar ou perder. Já fomos feitos mais que
vencedores. Morremos com Cristo e ressuscitamos com ele. Estamos assentados com
ele, nas regiões celestes, acima de todo principado e potestade. O Espírito
Santo nos selou para o dia da redenção. Nosso nome está escrito no livro da
vida. Ninguém pode nos arrancar dos braços de Jesus. Nada neste mundo nem no vindouro
pode alterar esse glorioso resultado em nossa vida. Nossa vitória é permanente,
nosso triunfo é seguro, nossa garantia é eterna.
Aqueles que já foram feitos vencedores, devem agora, viver de modo digno
daquele que nos deu a vitória. Precisamos ser leais ao nosso divino Salvador.
Precisamos viver de acordo com suas leis. Precisamos honrá-lo com nossa vida,
exaltá-lo com nossas palavras e torná-lo conhecido pelas nossas obras. Não
vivemos mais para nós, mas para o louvor de sua glória. Somos dele. Ele nos
comprou por alto preço. Ele habita em nós e nos reveste de poder mediante a
unção do seu Espírito. Não precisamos mais viver tristes, pois ele tirou de
sobre nós o pano de saco e cinzas e nos cobriu com vestes de louvor. Agora não
precisamos mais viver nos arrastando, vencidos pelas nossas fraquezas, pois
temos ao nosso dispor, a suprema grandeza do seu poder, para vivermos
vitoriosamente. Não podemos mais caminhar pela vida, mergulhamos no fracasso
emocional, pois em Cristo temos alegria indizível, paz que excede todo o
entendimento e o poder sobrenatural de sua ressurreição. É tempo, portanto, de
erguemos bem alto a bandeira da vitória, dizendo ao mundo que em Cristo, não
temos apenas expectativa de vitória, mas certeza da vitória!
Rev. Hernandes Dias Lopes
Fonte: http://hernandesdiaslopes.com.br/portal/expectativa-ou-garantia-de-vitoria/
terça-feira, 5 de junho de 2018
A propósito: Aonde você quer chegar?
Lucro + justiça social, competição + espiritualidade, eficiência + bem estar: atualmente, ter um propósito faz toda a diferença. E quanto antes você descobrir o seu, melhor para sua empresa.
“Se um homem não sabe a que porto se dirige, nenhum vento lhe será favorável.”
Sêneca
Sexta feira, final do dia e do mês. Em um momento de rara tranquilidade, você, empreendedor(a), está em sua sala, olhando para o horizonte e refletindo sobre o propósito desta semana e das três que a antecederam: elas foram absolutamente frenéticas. Reuniões e mais reuniões, relatórios intermináveis para preencher, processos para acompanhar, contratações para realizar, planejamentos para coordenar, viagens de um dia; tudo embalado pela trilha estridente do telefone, que não parou de tocar.
O telefone, aliás, toca nesse momento. Escandaloso, o aparelho soa e vibra ao lado da sua caneca de café. Ambos estão na sua mesa que, com objetos espalhados e torres de papel por todos os lados, parece a maquete de uma metrópole caótica. Tudo aparentemente sem propósito. Aparentemente.
Então, após um longo suspiro e um gole de café frio, você:
1) sorri satisfeito e atende o telefone
2) deixa que toque até parar, porque você não aguenta mais
Independentemente da resposta dada para a situação hipotética acima, ela tem a ver com uma questão fundamental não apenas para qualquer empreendedor, mas para qualquer pessoa. Tem a ver com saber onde queremos chegar. Tem a ver com o propósito – e é disso que este artigo vai tratar.
Nos corações e mentes das novas gerações
Hoje em dia, felizmente, o propósito como o conhecemos voltou à pauta. A vontade maior de realizar ou conquistar algo retornou à voga, e isso é tremendamente promissor. Afinal, é consenso, entre antropólogos e outros especialistas, que as novas gerações se distinguem cada vez mais das anteriores por buscarem fazer aquilo que realmente gostam, a arriscar por aquilo que as move de fato – de acordo com a consagrada máxima de que “dinheiro é consequência”.
Há uma série de explicações para este retorno triunfal. Novas possibilidades tecnológicas, ausência de guerras significativas, conjunturas econômicas favoráveis, etc; mas deixaremos esta contextualização a cargo dos especialistas.
Aqui, vamos refletir sobre o propósito no seu âmbito, caro empreendedor. E você verá que, por mais que pareça uma discussão um pouco abstrata, é uma reflexão fundamental para qualquer atividade com a qual você venha a se envolver.
Não sei se tenho um propósito
Será? Pode até ser que você tenha, mas que utilize outro nome ou expressão: objetivo, finalidade, desígnio, etc. De toda forma, a nosso ver propósito é um termo mais exato, pois expressa justamente aquela vontade imensa que sentimos de realizar/alcançar algo.
TER UM PROPÓSITO CLARO NA VIDA É SABER ONDE SE QUER CHEGAR – E, SOBRETUDO, DISPOR DA ENERGIA NECESSÁRIA PARA ENFRENTAR A TRAJETÓRIA, QUE CERTAMENTE NÃO SERÁ FÁCIL.
Tomemos como exemplo a situação hipotética do início do texto. Claro que se trata de uma suposição; porém, se você ainda não tem um propósito bem definido, é provável que opte pela segunda opção. Afinal, quando você não tem muita ideia do que pretende realizar, nenhuma atividade será realmente de seu contento. Nenhum vento será favorável, como propôs o pensador romano Sêneca na epígrafe deste artigo.
Então, nas situações-limite – e elas são muito frequentes na vida de um empreendedor –, o mais provável é que você, irritado e infeliz, sinta vontade de mandar tudo às favas, quando deveria ser o contrário.
Mas como definir o meu propósito?
Não existe uma fórmula definitiva. Afinal, ele é o seu propósito; é uma questão muito íntima e subjetiva, com a qual cada um tem seu próprio jeito de lidar. Às vezes o propósito surge por eliminação – após nos envolvermos em uma série de atividades, enfim o descobrimos; às vezes já temos a certeza desde a mais tenra idade; às vezes o propósito surge por inspiração de alguém que você admira.
De toda forma, o fato é que um propósito não é identificado sem que façamos, em dado momento de nossas vidas, algumas perguntas incômodas a nós mesmos: qual é o sentido de viver para trabalhar? Qual o propósito de dedicar pelo menos um terço – geralmente muito mais – da minha vida a atividades cujo sentido desconheço? E talvez a mais temida de todas: sou feliz com o que faço?
“O meu propósito é o dinheiro”, você pode responder. Claro, um propósito mais do que legítimo. Porém, refazemos a pergunta: qual o propósito de ir em busca desse dinheiro? “Conforto”, “casa própria”, “viagens”, “educação de qualidade para meus filhos…”; perfeito. Mas – e pedimos perdão pela insistência –, para que tudo isso?
As perguntas são mesmo incômodas; mas as respostas podem te ajudar a ter muito mais clareza, tanto na vida quanto no momento de se posicionar diante dos clientes.
É SOMENTE AO DESCOBRIR O SEU PROPÓSITO QUE VOCÊ PODERÁ REALMENTE OFERECER ALGO AO MERCADO, DIFERENCIANDO-SE DAQUELES QUE APENAS QUEREM ALGUMA COISA DELE.
Ter um propósito é ter algo a entregar de fato
Em relação aos negócios, quando o seu propósito é bem definido, é muito provável que o da sua empresa também seja. Em consequência disso, fica muito mais fácil promover uma oferta de valor para o mercado, porque você conseguirá transmitir confiança naquilo que oferece. Se algum cliente não quiser, sem problema; outro há de querer. E aí, sim, a prosperidade financeira será mera consequência destes valores intangíveis que você oferece.
Por outro lado, se você ainda não identificou o seu propósito, é importante que comece a refletir. Primeiro porque, se for somente dinheiro, é mais difícil passar a confiança necessária para os consumidores. E segundo porque, com um propósito, a vida fica certamente muito mais leve, e os desafios que ela impõe, mais suportáveis.
Leia mais em Endeavor @ https://endeavor.org.br/proposito/
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MENTALIDADE EMPREENDEDORA
O Brasil começou a se tornar um
forte país de empreendedores. Em 2014 foi alcançada no país, segundo estudo
realizado pela GEM (Global Entrepreneurship Monitor) no ano seguinte, uma taxa
de empreendedorismo de 39,3%, o maior índice dos últimos 14 anos, e quase o
dobro do registrado em 2002, quando era de 20,9%. Este índice revela uma
realidade: quatro em cada dez brasileiros adultos já possuem um negócio ou
estão envolvidos com a criação de uma empresa.
Percebe-se que o empreendedorismo
ganha maior espaço e se faz presente em cursos de extensão, pesquisas
acadêmicas e aplicadas, negócios e fomenta a própria popularização do termo
empreendedor/empreendedorismo, mas seu crescimento não para por aí. Hoje em dia
não está atrelado somente aquele que possui um negócio próprio, mas é
interpretado como uma atitude, associada a um estado de espírito, uma cultura,
um comportamento. O conceito de Ser Empreendedor é amplo e se tornou uma
característica aplicável e requisitada no desenvolvimento da trajetória de todo
profissional.
É interessante observar que os
profissionais em desenvolvimento empreendem, e ao ampliarem os comportamentos
do empreendedorismo nas próprias vidas se ampliam também as possibilidades para
que se tornem protagonistas de suas carreiras e os donos de suas histórias.
Nesta trajetória, criar
oportunidades, encontrar soluções, adotar outras perspectivas, ter novas ideias
e transformar sonhos em realidade são algumas das características que se
destacam numa mentalidade empreendedora. Estas atitudes podem favorecer a
implementação de um negócio, mas podem também ser uma chave para desenvolver
inúmeros aspectos na vida pessoal e profissional. No meio organizacional, por
exemplo, o empreendedorismo é mais difundido com características voltadas para
um ambiente interno, o intraempreendedorismo. Os profissionais, afinados com
este ambiente, buscam se destacar utilizando suas capacidades de inovar, criar,
gerenciar, implementar, desenvolver serviços e produtos, etc. fortalecendo a si
mesmos, suas equipes e organizações. O intraempreendedor tem sido valorizado
pelas organizações por agregar imenso valor aos trabalhos/projetos executados,
pela autoaprendizagem, pela motivação de fazerem parte de um “time”e gerarem
inúmeros resultados.
No atual cenário do mercado,
competitivo e exigente, o intraempreendedor é requisitado e disputado pelas
organizações por suas características, atuando como agente para a inovação,
compartilhamento do conhecimento, gestão compartilhada, liderança situacional,
foco nas soluções e criação de oportunidades.
Explorar o empreendedorismo, não
importa se voltado para um negócio, meio organizacional, busca de emprego ou
expandindo a mentalidade, certamente trará ganhos para vida. Ser empreendedor,
primeiramente, é uma abertura aos comportamentos e atitudes empreendedoras,
permitindo novas perspectivas. Esta jornada se inicia a partir da mentalidade
empreendedora que quando fortalecida favorece a atitude de empreender-se.
Por Dino
Fonte: https://exame.abril.com.br/negocios/dino/
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quinta-feira, 26 de abril de 2018
Uma mãe chamada Ana, Um filho chamado Samuel
TEXTO BÍBLICO – I SAMUEL 1.1-2
1.1 Houve um homem de Ramataim-Zofim, da região montanhosa de Efraim, cujo nome era Elcana, filho de Jeroão, filho de Eliú, filho de Toú, filho de Zufe, efraimita. 1.2 Tinha ele duas mulheres: uma se chamava Ana, e a outra, Penina; Penina tinha filhos; Ana, porém, não os tinha.
INTRODUÇÃO
Comemorar o dia das mães é uma atitude justa.
A mãe exerce um papel indisputavelmente importante na família. Ela é capaz dos maiores sacrifícios. Por um tempo carrega os filhos no ventre, nutre-os no seio, carrega-lhes nos braços, acompanha-os a vida.
As palavras do nosso vocabulário não são suficientes para enaltecer a sublime missão da maternidade.
No nível humano nenhum amor transcende ao amor de mãe: “Acaso, pode uma mulher esquecer-se do filho que ainda mama, de sorte que não se compadeça do filho do seu ventre? Mas ainda que esta viesse a se esquecer dele, eu, todavia, não me esquecerei de ti.” (Isaías 49.15.)
A mãe se entrega, se doa e investe o melhor do seu corpo, do seu tempo, da sua vida, dos seus recursos e dos seus sonhos na vida dos filhos.
Dia dos pais será igual ao dia das mães?
ILUSTRAÇÃO - ELOGIAR QUEM? Um homem dizia que as mães que ficam em casa na realidade não trabalham tanto. Ele explicava que a tarefas domesticas eram muito simples e fáceis de executar. Porem um dia ele foi obrigado a ficar em casa cuidando da família para a sua esposa viajar. Foi nesta oportunidade que ele decidiu fazer uma lista das suas atividades e obteve o seguinte resultado: abri a porta para as crianças - 106 vezes; fechei a porta para as crianças - 106 vezes; amarrei o cadarço dos sapatos - 16 vezes; dei biscoito para as crianças - 28 vezes; disse “nao” para o menino de 2 anos - 94 vezes; acabou-se a minha paciência - 45 vezes; preparei pão com geleia - 11 vezes; segurei o bebe no colo - 21 vezes; atendi ao telefone - 17 vezes; caminhei atrás das crianças quase 4 km; e ainda faltou relatar muitas coisas que eu não quis anotar!
QUEM ERA ANA? v.1-2
1.1 Houve um homem de Ramataim-Zofim, da região montanhosa de Efraim, cujo nome era Elcana, filho de Jeroão, filho de Eliú, filho de Toú, filho de Zufe, efraimita. 1.2 Tinha ele duas mulheres: uma se chamava Ana, e a outra, Penina; Penina tinha filhos; Ana, porém, não os tinha.
Ana era uma pessoa piedosa que amava a Deus. Era casada com Elcana. Mas havia um vazio na vida de Ana: ela não tinha filhos. Seu grande projeto de vida era dar à luz um filho. O seu sonho era legítimo, puro, digno. Ela queria ser mãe; mas era estéril.
Seu esposo tinha Elcana tinha duas mulheres Ana e Penina. Você pode se perguntar se é correto então der mais de uma mulher. Posso afirmar biblicamente que não. Primeiro porque quando Deus faz Adão e Eva é 1 homem para 1 mulher. Não diz a Bíblia que Deus criou 1 Adão e várias Evas. Em segundo lugar, todos homens bíblicos que tiveram várias mulheres sofreram drasticamente por esta decisão. Podemos lembrar de Abraão e a discórdia entre Sara e Agar. Outro triste exemplo é Davi que se perdeu nas trilhas de muitas mulheres. Seu filho Salomão também não logrou êxito final pois se envolve com mulheres estrangeiras. Sansão, que permitiu Dalila cortar seu cabelo. Ente tantas temos esta história da rivalização entre Ana e Penina.
DIAS DIFÍCEIS v.3
1.3 Este homem subia da sua cidade de ano em ano a adorar e a sacrificar ao SENHOR dos Exércitos, em Siló. Estavam ali os dois filhos de Eli, Hofni e Finéias, como sacerdotes do SENHOR.
Aqui nos é apresentado o nome dos filhos do sacerdote Eli: Hofni e Finéias. Esses meninos estavam sendo preparados para serem os futuros sacerdotes de Israel. Era um tempo difícil. Diz a Bìblia que Deus falava pouco com as pessoas. A humanidade estava no caminho contrário da vontade de Deus.
No capítulo 2 vemos mais sobre a vida desses adolescentes: 2.12 Eram, porém, os filhos de Eli filhos de Belial e não se importavam com o SENHOR; 2.13 pois o costume daqueles sacerdotes com o povo era que, oferecendo alguém sacrifício, vinha o moço do sacerdote, estando-se cozendo a carne, com um garfo de três dentes na mão; 2.14 e metia-o na caldeira, ou na panela, ou no tacho, ou na marmita, e tudo quanto o garfo tirava o sacerdote tomava para si; assim se fazia a todo o Israel que ia ali, a Siló.
A função dos sacerdotes era facilitar o encontro entre Deus e a humanidade. Eles entendiam que isso ocorria quando as pessoas traziam os sacrifícios (pombos, cordeiro, cereais) para agradecer a Deus ou para pedir o perdão dos pecados. Quando as pessoas vinham oferecer o sacrifício esses meninos enfiavam o garfo na panela, desrespeitando o que Deus tinha ordenado em relação as práticas de sacrifício.
2.17 Era, pois, mui grande o pecado destes moços perante o SENHOR, porquanto eles desprezavam a oferta do SENHOR.
Deus estava vendo tudo isso! Para Deus era muito grave. Deus precisava de um novo sacerdote.
2.22 Era, porém, Eli já muito velho e ouvia tudo quanto seus filhos faziam a todo o Israel e de como se deitavam com as mulheres que serviam à porta da tenda da congregação. 2.23 E disse-lhes: Por que fazeis tais coisas? Pois de todo este povo ouço constantemente falar do vosso mau procedimento. 2.24 Não, filhos meus, porque não é boa fama esta que ouço; estais fazendo transgredir o povo do SENHOR. 2.25 Pecando o homem contra o próximo, Deus lhe será o árbitro; pecando, porém, contra o SENHOR, quem intercederá por ele? Entretanto, não ouviram a voz de seu pai, porque o SENHOR os queria matar.
Além de desobedecerem os rituais de sacrifício estabelecido por Deus, o texto agora acrescenta que eles traziam mulheres para o ambiente sagrado. O pai tentava os alertar dizendo que ouvia reclamação do mau procedimento deles. O texto encerra dizendo que Deus os queria matar!
ANA, ORA POR UM FILHO v.10-11
1.10 levantou-se Ana, e, com amargura de alma, orou ao SENHOR, e chorou abundantemente.1.11 E fez um voto, dizendo: SENHOR dos Exércitos, se benignamente atentares para a aflição da tua serva, e de mim te lembrares, e da tua serva te não esqueceres, e lhe deres um filho varão, ao SENHOR o darei por todos os dias da sua vida, e sobre a sua cabeça não passará navalha.
Sabemos que Ana era estéril e ela tinha o sonho de ser mãe. Ela faz a coisa certa. Ela pedi a Deus em oração. Chora muito em oração. Faz um voto a Deus, que se engravidasse devolveria o menino a Deus.
ANA ENGRAVIDOU v.19-20
1.19 Levantaram-se de madrugada, e adoraram perante o SENHOR, e voltaram, e chegaram a sua casa, a Ramá. Elcana coabitou com Ana, sua mulher, e, lembrando-se dela o SENHOR,1.20 ela concebeu e, passado o devido tempo, teve um filho, a que chamou Samuel, pois dizia: Do SENHOR o pedi.
Aquela mulher estéril agora Deus recebe o milagre da gestação. Aquele ventre que antes era enfermo, agora recebe o toque de Deus.
Aqui temos o significado do nome Samuel: “o senhor respondeu”. Eu e a Bel colocamos o nome do nosso filho Samuel exatamente inspirado neste significado. Nós namoramos durante 03 anos a distância. EU fazendo seminário em Fortaleza e ela em Cuiabá. Em uma de nossas conversas por telefone, combinamos que se Deus nos casássemos e tivéssemos um menino, seria chamado Samuel, pois pedimos um milagre de Deus para o nosso namoro à distância.
ANA CUMPRIU O VOTO v.21-28
1.21 Subiu Elcana, seu marido, com toda a sua casa, a oferecer ao SENHOR o sacrifício anual e a cumprir o seu voto. 1.22 Ana, porém, não subiu e disse a seu marido: Quando for o menino desmamado, levá-lo-ei para ser apresentado perante o SENHOR e para lá ficar para sempre. 1.23 Respondeu-lhe Elcana, seu marido: Faze o que melhor te agrade; fica até que o desmames; tão-somente confirme o SENHOR a sua palavra. Assim, ficou a mulher e criou o filho ao peito, até que o desmamou. 1.24 Havendo-o desmamado, levou-o consigo, com um novilho de três anos, um efa de farinha e um odre de vinho, e o apresentou à Casa do SENHOR, a Siló. Era o menino ainda muito criança.1.25 Imolaram o novilho e trouxeram o menino a Eli.1.26 E disse ela: Ah! Meu senhor, tão certo como vives, eu sou aquela mulher que aqui esteve contigo, orando ao SENHOR. 1.27 Por este menino orava eu; e o SENHOR me concedeu a petição que eu lhe fizera. 1.28 Pelo que também o trago como devolvido ao SENHOR, por todos os dias que viver; pois do SENHOR o pedi. E eles adoraram ali o SENHOR.
Ana devolveu para Deus o filho que recebeu de Deus. Ela fez o voto e o cumpriu.
Quando o menino cresceu e foi desmamado ela levou Samuel à Casa de Deus e o dedicou ao Senhor por todos os dias da sua vida. Diz a Bíblia que o menino era ainda muito criança v.24
Não fosse o entendimento de que tudo é de Deus, vem de Deus e deve ser consagrado de volta a Deus e Samuel teria sido o centro da vida de Ana. Não fosse essa visão de Ana, Samuel teria sido o seu deus, a razão da sua vida.
O Pr Hernandes Dias Lopes conta que seu nascimento foi um milagre e que sua mãe o consagrou no nascimento: Quando nasci, nos idos de 1958, no interior do Estado do Espírito Santo, minha família morava num lugar desprovido de recursos. Naquela época tudo era muito difícil no lugarejo que os meus pais viviam. Quando uma pessoa ficava doente, era levada de maca para buscar tratamento há mais de 20 quilômetros de distância. Minha mãe estava grávida do seu último filho. Em estado adiantado de gravidez, ela ficou gravemente enferma. Estava à beira da morte, quando meu pai percebeu que ela não agüentaria uma viagem de maca. Mandou um mensageiro ir à vila mais próxima buscar o farmacêutico. Ele chegou, examinou a minha mãe e disse: "Não tem jeito, ela vai morrer. O seu caso é muito grave." Meu pai, aflito, insistiu com ele para tratar de minha mãe. Ele então disse: "A única solução é sacrificar a criança que está no seu ventre. Se não tirar a criança, morre ela e o filho." Meu pai, atordoado pela dolorosa notícia, comunicou à minha mãe a opinião do farmacêutico. Ela, com determinação e fé disse: "Eu não abro mão da vida do meu filho. Estou pronta a dar a minha vida por ele. Estou pronta a morrer com ele." Naquele momento de dor, minha mãe fez um voto a Deus, dizendo: "Senhor, se tu poupares o meu filho, eu o consagrarei a ti para ser um pastor, um pregador da tua Palavra." Deus ouviu a oração de minha mãe. Ela foi curada, e eu nasci com saúde. Fui criado na roça, trabalhando na lavoura. Contudo, desde cedo tive muita vontade de estudar. No lugar onde morava, todavia, ninguém ia além do primário. Minha querida professora,que me alfabetizou, mudou-se para Vitória, a capital do Espírito Santo e convidou-me para morar em sua casa. Com doze anos de idade, sem antes nunca ter dormido uma noite fora de casa, subi na carroceria de um caminhão e fui morar numa humilde casa, à beira de um mangue. Passei dificuldades, mas levei adiante os meus estudos. Na verdade, eu tinha um sonho. Queria ser advogado e político. Não perdia um comício sequer. Gostava de ouvir os oradores. Ao completar os meus dezoito anos, tirei o meu título de eleitor e me filiei a um partido político. Todavia, aos dezenove anos, Deus colocou a sua mão sobre mim e chamou-me para o ministério. Deus mudou o curso da minha vida. Fui para o seminário me tornei pastor. Hernandes Dias Lopes é Bacharel em Teologia pelo Seminário Presbiteriano do Sul, em campinas. São Paulo e Doutor em Ministério pelo Reformed Theological Seminary de Jackson, Mississipi, Estados Unidos, pastoreia a mesma igreja desde 1985 e tem mais de trinta livros publicados.
Quantos pais hoje têm a coragem de consagrar seus filhos para Deus como fez Ana? Como fez a mãe do Pastor Hernandes?
Muitas pessoas transformam as bênçãos de Deus em ídolos. Prosperam e colocam o seu coração na riqueza, deixando Deus de lado. Casam-se e fazem do cônjuge um ídolo, abandonando o Senhor. Têm filhos e vivem em função deles em vez de consagrá-los a Deus e criá-los para o Senhor.
O que você tem apresentado ao Senhor? Tudo o que você tem é de Deus. A casa que você mora, o carro em que você anda, o salário que você recebe, a família que você tem, a sua própria vida; tudo é de Deus.
UMA MÃE CUIDADOSA cap. 2 v.18-21
2.18 Samuel ministrava perante o SENHOR, sendo ainda menino, vestido de uma estola sacerdotal de linho. 2.19 Sua mãe lhe fazia uma túnica pequena e, de ano em ano, lha trazia quando, com seu marido, subia a oferecer o sacrifício anual. 2.20 Eli abençoava a Elcana e a sua mulher e dizia: O SENHOR te dê filhos desta mulher, em lugar do filho que devolveu ao SENHOR. E voltavam para a sua casa.
Samuel era um filho que alegrava o coração dos seus pais. Ainda menino, já estava com sua estola sacerdotal fazendo a vontade de Deus para sua vida. Sua mãe ia uma vez por ano o visitar, e levava um presente para ele: uma túnica.
Depois Ana vai ter outros filhos: 2.21 Abençoou, pois, o SENHOR a Ana, e ela concebeu e teve três filhos e duas filhas; e o jovem Samuel crescia diante do SENHOR.
ILUSTRAÇÃO - Um garoto que padecia de uma terrível surdez parcial. Certo dia, ao voltar da escola trouxe consigo um recado para seus pais. Em secas linhas, a professora sugeria a estes que o melhor que fariam seria tirar o menino da escola. E explicava por que: “ele não tem inteligência para aprender nada” . Em vez de deprimir-se com o pessimismo do recado, a mãe do garoto simplesmente afirmou: — E claro que meu filho Tom tem inteligência para aprender, sim. Eu mesma serei a professora dele. A partir dai, além da tarefa da criação, tomou sobre os ombros também a da instrução escolar de seu filho. Tom aprendeu, cresceu, tornou-se um bom profissional. E quando morreu, anos mais tarde, o pais inteiro o homenageou, apagando as lâmpadas por um minuto, lâmpadas que ele próprio havia inventado. Tom — era assim que a família de Thomas Edison o chamava — inventou não somente a lâmpada, mas também a câmara fotográfica, o mimeografo, o fonografo, o transmissor a carvão, o filme movimentado, o gravador, o microfone e mais de mil outras coisas registradas como invenções suas.
Assim como a mãe do Samuel, a mãe de Tomas Edison, são mães cuidadosas. Que se preocupam com seus filhos e investem em seus filhos.
As vezes esses filhos são ingratos! Se esquecem dos benefícios que os pais fizeram por ele.
ILUSTRAÇÃO - TOTALMENTE PAGO - Uma tarde, um menino aproximou-se de sua mãe, que preparava o jantar, e entregou-lhe uma folha de papel com algo escrito. Depois que secou as mãos e tirou o avental, ela leu: * Por ter cortado a grama do jardim: R$3,00 * Por limpar meu quarto esta semana: R$1,00 * Por ir ao supermercado em seu lugar: R$2,00 * Por cuidar de meu irmaozinho enquanto voce ia as compras: R$2,00 * Por tirar o lixo toda semana: R$1,00 * Por ter um boletim com boas notas: R$5,00 * Por limpar e varrer o quintal: R$2,00 * TOTAL DA DIVIDA: R$16,00 A mae olhou o menino, que aguardava cheio de expectativa. Finalmente, ela pegou um lapis e no verso da mesma nota escreveu: * Por levar-te nove meses em meu ventre e dar-te a vida – NADA * Por tantas noites sem dormir, curar-te e orar por ti – NADA * Pelos problemas e pelos prantos que me causastes – NADA * Pelo medo e pelas preocupacoes que me esperam – NADA * Por comidas, roupas e brinquedos – NADA * Por limpar-te o nariz – NADA * CUSTO TOTAL DE MEU AMOR – NADA Quando o menino terminou de ler o que sua mae havia escrito tinha os olhos cheios de lagrimas. Olhou nos olhos da mae e disse: ”Eu te amo, mamae!!!” Logo apos, pegou um lapis e escreveu com uma letra enorme: TOTALMENTE PAGO!”
CONCLUSÃO
2.21 Abençoou, pois, o SENHOR a Ana, e ela concebeu e teve três filhos e duas filhas; e o jovem Samuel crescia diante do SENHOR.
O sonho de Deus para Ana não era apenas que ela fosse mãe, mas mãe do maior profeta daquela geração. Samuel não seria um homem comum, mas aquele que traria o povo de Israel de volta para Deus, o último e o maior juiz de Israel.
Samuel seria o homem que restauraria a credibilidade do sacerdócio tão desgastado com o ministério repreensível de Hofni e Fineias. Samuel seria o grande instrumento que Deus usaria para ungir Saul como o primeiro rei de Israel e Davi como o seu sucessor
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