segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Edição 63 da REVISTA PRIMÍCIAS - Porangatu e região Norte de Goiás


 Ano Novo, VIDA NOVA!
 Como a Ideologia de Gênero destruiu a família Reimer
 Day One

 O obituário do meu pai


Ano novo! Vida nova!

Findamos mais um ano e mais uma vez refletimos sobre nossas atitudes de tudo que passou e  planejamos este que se inicia  com aquele mesmo sentimento que diz :
Ano Novo, Vida Nova!
Embora o ser humano viva de promessas de “mudança”, a verdade é que essa transformação na real só virá se entendermos que tudo isso precisa começar em nós. A humanidade não é refém do fatalismo. Planejamos um futuro brilhante, mas acabamos crendo no nosso próprio medo, assombrados com os traumas daquilo que não deu certo e vivendo obcecados por um passado que cada dia atrapalha nosso presente. Muitos cristãos tem sofrido desses conflitos no presente tempo, pois não conseguem discernir tanto o tempo que vivem como o propósito de Deus em suas vidas.
Paulo em sua carta aos romanos pediu aos seus irmãos duas coisas: 1) Pediu pela compaixão de Deus, que eles apresentassem seus corpos como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, num culto racional. Esse culto racional significa um servir (serviço) com sabedoria, obediência e reverência numa adoração santa que honre a Deus. 2) Pediu também que não se conformassem com este mundo, mas que fossem transformados pela renovação do vosso entendimento, experimentando assim a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus. (Romanos 12:1-2)
Vemos nitidamente que apesar do pedido de Paulo pela santificação e conversão dos romanos a atitude de “apresentar” o corpo em sacrifício deveria partir deles . Este primeiro fala de atitude de entrega a Deus, sacrificando seu próprio eu para agradar a Deus. Na outra admoestação de Paulo, ele fala de atitude. Atitude de submeter-se a esta entrega que é não estar conformado com este mundo, mas buscar ser transformado e renovado no entendimento segundo a vontade de Deus. Vemos que o processo consiste na entrega e depois no processo de obediência e submissão ao propósito divino.
Resumindo, Paulo estava mostrando para aquelas pessoas que era necessário que entendessem
o tempo e o propósito de Deus para eles.  Mas que só conseguiriam entender isso através de uma mudança pessoal em relação a  sua mente. Como diz as Escrituras: “Como o homem imagina em sua alma, assim ele é” (Provérbios 23:7). A virada do Ano é o momento propício de muitas pessoas planejarem, fazerem juras de mudança e fazerem a promessa que daqui pra frente, tudo vai ser diferente. Como diz aquela canção: Tudo vai ser diferente… “você vai aprender a ser gente”. Parafraseando essa frase e trazendo para o contexto dos cristãos fica a pergunta: “Será que daqui pra frente você vai aprender a crer em Deus”? “O coração do homem pode fazer planos, mas a resposta certa dos lábios vem do SENHOR”.(Pv 16:1) A resposta não precisa ser dita, mas respondida por fé , como está escrito: “Sem fé é impossível agradar a Deus” (Hb 11:6). E nunca foi tão necessário viver pela fé como nos dias de hoje. Nunca foi tão preciso se santificar como em nosso tempo. Nunca foi tão imprescindível ser despertado. Paulo nos admoesta dizendo para despertar-nos, discernindo o tempo e o propósito  e nos levantarmos , não sendo cúmplices das obras das trevas, antes reprovando-as.(Ef 5:11).
Por fim, nos adverte a ver como estamos, se como néscios ou sábios, se vivemos como crentes ou descrentes. Como está escrito: “Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, e sim como sábios, remindo o tempo, porque os dias são maus”. (Ef 5:15-16)
Cada dia que vejo e cada ano que passo, percebo que esta verdade está cada vez mais próxima. Não é um ano a mais que passo, mas menos um para chegada Dele. Disse-lhes Jesus: “Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que todas estas coisas aconteçam. O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passar.” (Mateus 24:34).“Acautelai-vos por vós mesmos, para que nunca vos suceda que o vosso coração fique sobrecarregado com as conseqüências da orgia, da embriaguez e das preocupações deste mundo, e para que aquele dia não venha sobre vós repentinamente, como um laço” (Lucas 21:34). “Vigiai, pois, a todo tempo, orando, para que possais escapar de todas estas coisas que têm de suceder e estar em pé na presença do Filho do Homem”(Lucas 21:36).

Líder do Ministério Com Cristo, avivalista apologético, trabalha principalmente com ensino, discipulado e serviço cristão, voltados a le
Fonte: https://estudosbiblicos.gospelprime.com.br

COMO A IDEOLOGIA DE GÊNERO DESTRUIU A FAMÍLIA REIMER


A EXPERIÊNCIA MONSTRUOSAMENTE FRACASSADA DOS GÊMEOS REIMER.
A “teoria de gênero” pretende desconhecer as diferenças naturais e atribuí-las à cultura, ao meio ambiente e à evolução da matéria segundo critérios análogos aos marxistas.
Uma experiência com seres humanos cruelmente fracassada patenteou o erro da “ideologia de gênero” há já alguns anos, mas a mídia silencia. Ele foi relatado pelo “Portal da Família”.
No ponto de partida do caso esteve o Dr. John William Money (1921-2006), psicólogo da John Hopkins University de Baltimore, EUA.
Ele exerceu uma influência decisiva para forjar essa teoria antinatural e, já na década de sessenta, pretendia ter demonstrado que a sexualidade depende mais da educação do que da morfologia humana.
Money era tido como um guru da sexualidade e se fazia chamar de “missionário do sexo”. Defendia casamentos “abertos” a amantes com consentimento mútuo; estimulava o sexo grupal e bissexual, além de parecer tolerar o incesto e a pedofilia.
Money escolheu dois bebês gêmeos como cobaias humanas: Bruce e Brian Reimer, ambos do sexo masculino. O ideólogo aproveitou um problema de saúde de Bruce para dar-lhe – por cirurgia plástica e com o consentimento dos pais – um corpo com aparência feminina. Bruce passou a ser a menina “Brenda”.
O Dr John Money se gabava de seu “sucesso” e era aplaudido pela mídia e certos cientistas enquanto a família estava jogada na tragédia.
Em 1966, os pais de Brian e Bruce tinham visto na televisão uma entrevista com o Dr. John Money falando sobre as operações de mudança de sexo em transexuais.
Acreditando que tal ideia poderia ser apropriada para o problema de Bruce, procuraram o ideólogo, que imediatamente indicou uma mudança cirúrgica de sexo.
Bruce foi castrado aos 22 meses e o Dr. Money mandou criá-lo como uma menina, sem nunca falar para ele do acontecido.
Os Reimer seguiram ao pé da letra as instruções do Dr. Money, mas “Brenda” rasgou seu primeiro vestido pouco antes de fazer dois anos e passou a ser rejeitado na escola, onde manifestou estranhas “tendências lésbicas”, apesar dos hormônios que lhe faziam tomar.
Enquanto a família vivia aflita, Money proclamava em artigos científicos que a sua experiência era um êxito rotundo.
A revista Time afirmava que “este caso constitui um apoio férreo à maior das batalhas pela libertação da mulher”.
Money fazia sessões de “psicoterapia” profundamente traumáticas para os gêmeos.
Ele lhes mostrava fotos sexuais explícitas e teria feito as crianças se despirem e encenarem posições de atos sexuais.
Em “pelo menos uma ocasião”, o Dr. Money tirou uma “fotografia” das duas crianças nessas posições.
A mãe se sentia culpada e tentou o suicídio, o pai desenvolveu um alcoolismo grave e Brian começou a usar drogas e cometer crimes quando atingiu a adolescência.
Bruce, (a) “Brenda”, ficou destruído pelas intermináveis sessões psiquiátricas e pela medicação com estrogênio. Com 13 anos, disse que iria cometer suicídio se eles o fizessem ver o Dr. Money novamente.
A família interrompeu o “tratamento” e o Dr. Money não publicou mais nada sobre o caso. Mas também não informou o público do fracasso e continuou dando a entender que tinha sido bem sucedido, até que um pesquisador rival, o Dr. Milton Diamond, da Universidade do Havaí, reconstruiu a verdade e publicou um artigo nos Archives of Pediatrics and Adolescent Medicine.
Um psiquiatra sugeriu dizer toda a verdade para “Brenda”, que ficou subitamente aliviado. “Eu não estava louco”, exultou. “Brenda” tentou se recompor com cirurgias e tratamentos hormonais e adotou um novo nome: “Davi”.
O caso “Brian-Brenda-David Reimer” foi objeto de livros.
Depois ficou sabendo que seu caso era mundialmente comentado em artigos e livros de teoria médica e psicológica em favor do ‘sucesso’ da teoria de Money.
Em 2002, Brian, vítima de esquizofrenia, suicidou-se com uma overdose de antidepressivos.
Davi nunca pôde se superar do trauma e em maio de 2004 cometeu suicídio dando um tiro na cabeça. Ele tinha 38 anos. Foi enterrado no cemitério Saint Vital, em Winnipeg, Canadá.
O monstruoso desfecho da experiência com os gêmeos Reimer não mudou a cegueira, que beira o fanatismo, dos adeptos dessa ideologia.
O Dr. Money continuou até o fim da vida como professor emérito da Johns Hopkins University. Na época do suicídio de Davi Reimer ele foi procurado pela imprensa, mas não quis se manifestar.
Suas ideias sobre a “ideologia de gênero” continuam a ser divulgadas.
E estão na boca dos adeptos tupiniquins que promovem um fracasso das crianças brasileiras comparável ao do infeliz Bruce – ou “Brenda” e depois “Davi” – Reimer.

Por Luis Dufaur em 3 de março de 2016

Fonte: facebook.com/revistaprimicias

Day One

Você já ouviu falar em “day one”?

Não! Não estamos falando do dia 01 de Janeiro do Ano Novo. Trata-se de um novo conceito que tem sido usado por empresas, numa linguagem administrativa, para se referir a um dia marcante, que se tornou um ponto de virada na vida de algumas pessoas ou companhias.

Algumas empresas promovem seminários, convidando grandes empreendedores e pessoas influentes em diversas áreas para contarem suas histórias e focarem no dia especial em que as coisas fizeram sentido, quando algo novo, surpreendente, transformou a forma de ver e fazer as coisas, redundando em novos insights e grandes sonhos começaram a ser construídos.

Eles se referem a este dia como o dia 1, aquele momento mágico em que tiveram um estalo e começaram seus empreendimentos. É muito inspirador ver como as coisas, de forma quase intuitiva, eventualmente são o ponto de partida para uma transformação radical.

Você já leu aquela frase do Mark Twain: “Os dois dias mais importantes da sua vida são: o dia em que você nasceu, e o dia em que você descobre o porquê?” Esta descoberta brota de algo que está dentro da sua mente mas que só agora se torna conhecida.

Todos precisamos viver o “Day one”, dar um “estalo” que nos retire da zona de conforto e desânimo! Não apenas no campo empresarial, mas na vida. Isto precisa acontecer na forma como lidamos com as pessoas, com o trabalho e com a espiritualidade.

Recentemente conversei com um jovem empresário que estava se divorciando. Ele não tinha muito disposição para o trabalho, tratava com indiferença e era insensível à sua esposa e às oportunidades que tinha. No meio de uma crise sua mulher já cansada de tudo foi embora e decidiu que não queria mais continuar aquele relacionamento. Então ele descobriu que havia perdido seu casamento. Isto deu um estalo. Precisava mudar de atitude. Precisava reescrever sua história. Aquela hora era o “turning point” de sua vida. Seu “Day one”, e ele decidiu lutar pela sua esposa.

Sinceramente não creio muito na mudança do calendário anual como agente de mudanças. Durante anos tenho feito novas resoluções para depois descobrir que eu facilmente provoco uma auto-sabotagem e nada diferente acontece. Ao mesmo tempo, entretanto, alimento um utópico desejo de que o novo ano traga magicamente uma nova forma de lidar com minha saúde, cuidar melhor dos amigos e desenvolver minha fé. Por isto, estou aqui torcendo para que o primeiro dia do ano se transforme de fato no meu “Day one” que me leve noutra direção e a um novo patamar.

Samuel Vieira é pastor na Primeira Igreja Presbiteriana de Anápolis desde 2003
Fonte: http://revsamuca.blogspot.com/

O Obituário do meu pai


Meu pai, 79 anos, estava com pressão alta e o levei para a emergência do hospital. Ele foi conduzido para enfermaria e fiquei com o seu celular e a sua carteira. Na doença, não existe posses. Era o seu responsável pela primeira vez na vida. Precisava preencher o prontuário médico. A atendente me alcançou a folha alertando que se tratava de perguntas simples. Peguei a caneta e mordi a tampa, em vez de deslizar a tinta na página.
– Biotipo sanguíneo?
Eu não sabia.
– Alergia a medicação?
Eu não sabia.
– Já teve sarampo, caxumba, catapora?
Eu não sabia.
– Realizou alguma cirurgia?
Eu não sabia.
– Vem usando medicação?
Eu não sabia.
Vi que eu não conhecia o meu pai. Ele que me conhecia de cor e teria facilidade em preencher qualquer ficha a meu respeito.
Mesmo possuindo quatro décadas e meia de oportunidades, o pai surgia como um desconhecido íntimo. Um anônimo. Eu não me esforcei em descobrir quem me cuidava durante todo esse tempo. Nossa relação foi uma via de mão única.
Terminei reprovado no teste de filho. Deixei o teste em branco, para o meu constrangimento. A atendente tentou disfarçar o desconforto: “Depois perguntamos para ele”.
O prontuário médico tornou-se o meu obituário filial. Eu me dei conta de que nunca me preocupei em desvendar quem habitava a função “pai”, em determinar as suas escolhas, em revelar a pessoa atrás da roupagem familiar.
Meu pai veio com uma encomenda pronta quando nasci, e jamais desfiz o embrulho para buscar o que havia dentro. Não desfrutava de condições de responder nada por ele, pois o reconhecia como eterno provedor, uma fortaleza inexpugnável, onde me socorria em caso de necessidade. Só eu pedia ajuda, não ajudava. Só eu cobrava afeto, não devolvia. Só eu esperava recompensas, não observava também a sua carência e sua fragilidade.
Não questionei o que ele viveu antes de mim. Não sabia se ele teve cachorro, qual o nome, se ele sofreu com a perda do mascote, se sofria castigo na infância, qual o seu melhor amigo, se dançava nas festas da escola ou permanecia encostado na parede, se nadava, se andava de bicicleta, qual a carreira que sonhou, qual o seu pior trauma, qual a sua maior felicidade, se içou pandorga, se pescou, se participou de acampamento, com o que brincava, se jogava futebol, qual a sua posição, se terminava como goleiro por não fazer gol, se dividia o quarto com os irmãos, com qual idade começou a ler e a escrever.
Eu simplesmente me conformei em ser o seu filho, jamais fui seu amigo.

Autor: Fabrício Carpinejar é poeta e jornalista, mestre em Literatura Brasileira pela UFRGS e é autor de 26 livros, premiado com o Jabuti, APCA e ABL, entre outros. 

Fonte: http://revistadonna.clicrbs.com.br